<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898</id><updated>2011-12-07T18:52:36.162+01:00</updated><title type='text'>vezenquando</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>144</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-4172623491516068239</id><published>2011-11-07T02:56:00.004+01:00</published><updated>2011-11-08T01:14:28.363+01:00</updated><title type='text'>Do quase</title><content type='html'>Eu só queria te dizer que é assim mesmo. Quando os sentimentos andam meio empoeirados, meio esquecidos, eles acabam desse jeito. Todo atropelo. Tudo é muito, pouco é quase. Não dá pra entender o que começa e onde vai parar. Não é que espera alguma coisa... é só muito confusa essa coisa de viver. Então peço um pouco de paciência com as palavras - as minhas frases, as suas vírgulas - e um pouco de caridade. Que, né... também preciso de um pouco de calma e conforto. E em algum momento provavelmente será possível, assim que passar essa desordem barulho incerteza dos momentos depois. Que eu não entendo e nem quero. É bom assim, todo errado, todo novidade, todo interrogações e noites olhando estrelas procurando calma. É só assim que estou vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-4172623491516068239?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/4172623491516068239/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=4172623491516068239' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4172623491516068239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4172623491516068239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2011/11/do-quase.html' title='Do quase'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-4382390391162168660</id><published>2011-10-07T04:59:00.014+02:00</published><updated>2011-10-07T17:29:35.254+02:00</updated><title type='text'>Norman 3</title><content type='html'>Os quadros, os livros, as almofadas do sofá. Os cartões postais que espalhei pelas paredes, o jeito que arrumei os vidros de temperos. Uma casa inteira pensada pra você. Como se a sua visita estivesse prevista, mudei a cama de lugar, coloquei flores nos vasos, pendurei as cortinas. Mudei a cor das portas do armário. Arrumei sobre a mesa várias referências de nós dois. Pensei em quais livros deveriam estar em qual altura da estante. Que discos espalhar sobre o som que nunca, nunca funciona. O que você iria pensar da cor da geladeira, dos ímãs na porta. Da manhã cor de rosa, filtrada pelo tecido fino sobre a janela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo era uma esperança, depois virou hábito. De tanto fazer pra você, acabei achando que era pra mim. Não sei mais se vejo filmes pensando em mim ou em você. Se ouço bandas novas para mim ou para você. Uma ausência tão presente em tudo que faço. Nos sapatos que compro, nas roupas que experimento. Imagino "E se... e se a gente se esbarra na rua?" "E se ele me vê com esse batom vermelho?" "E se ele encontrar essa planta ao lado da porta?" "E se ele não gostar de saia comprida?". Escolho cores, vestidos, as sandálias. O cinto colorido. O sabor do chá. O tipo de moldura. As pequenas delicadezas que aprendi sozinha e que ofereço assim, para você - para ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio livros e quero te contar: olha só essa história, que bonita se virar imagem. Penso no que você pensaria se estivesse lendo o que escrevo. E penso com tanta naturalidade que até esqueço que era para você. Parte do meu corpo, das minhas ideias. Sua postura de não sei virou a minha. Seu jeito de piscar e olhar pro lado tornou-se o meu. As viagens que faço e penso em você, como se pudesse te ver na próxima esquina. É claro que estivemos lá no mesmo ano e não nos vimos, do mesmo jeito que nossos caminhos se cruzam desde antes de a gente se conhecer até para sempre. Nos encontramos nas eternas coincidências, como a marca do cigarro, o isqueiro, as ironias cúmplices que só existem entre quem se conhece há muito tempo. São atos assim, tão simples, tão dentro de mim. Tão espontâneos que nem lembro de te dizer que foi assim que dediquei esses anos todos pra você. Como a gente não fala, esqueci de contar que esse foi o meu jeito de dizer que te amo. E esqueci também que, não importa o que eu faça, você chega e sai correndo, sumindo, desaparecendo em vertigem. Sem ler nada, sem ver as cores, esbarrando em copos. Vai em silêncio, sem prestar atenção ao mundo que pintei para você. Vento leve e morno que passa sem dizer adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-4382390391162168660?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/4382390391162168660/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=4382390391162168660' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4382390391162168660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4382390391162168660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2011/10/norman-3.html' title='Norman 3'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-8005726497244805619</id><published>2011-10-02T19:21:00.004+02:00</published><updated>2011-10-02T19:27:04.350+02:00</updated><title type='text'>Nos domínios da poesia</title><content type='html'>Às vezes, é um feixe de luz dourado coado pelas folhas das árvores. Uma flor miúda entre as rachaduras da calçada. O risco das letras que, unidas, se transformam em melodia. Detalhes que fazem o tempo parar, ficar suspenso em um suspiro... e então desabrochar em deslumbramento. Antes de aprender a ler, pedi aos meus pais que me ensinassem a escrever. Achava as palavras uma coisa mágica: quando se juntavam em fios sonoros, eram capazes de provocar essas maravilhas inexplicáveis que eu via, ouvia e sentia. Anos depois, descobri que esse arrepio se chamava poesia. No alto da página de um livro da escola, uma moça de cabelo muito escuro chamada Cecília Meireles me disse que cantava porque o instante existia e a vida estava completa. Ela não era nem alegre nem triste: era poeta. Foi como se eu tivesse aberto uma sala proibida. Com os olhos arregalados e o coração aos pulos, espiei estrofes, rimas, sonetos, canções –  e os ritmos que percorria abriam espaços claros de emoção no meio dos meus dias. Em cadernos, eu copiava as sentenças mais bonitas e ensaiava as minhas. Guardava as páginas como se fossem pequenas pérolas, que jogavam brilho na rotina. Quando pude, comprei meu primeiro livro, uma antologia de capa branca e fina do Drummond. Foi quando entendi que poesia é transformar o comum em belo. Enxergar o mundo pelo prisma do singelo, do incrível. Mais do que em metáforas, o poético se esconde nos pequenos gestos. Congela em palavras a beleza que, de repente, decide se revelar. E constrói frases com ou sem rima, que tornam sentimento uma flor, uma linha de luz ou o risco das letras – que a qualquer um pode surpreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado &lt;a href="http://www.revistasorria.com.br"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-8005726497244805619?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/8005726497244805619/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=8005726497244805619' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8005726497244805619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8005726497244805619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2011/10/nos-dominios.html' title='Nos domínios da poesia'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-4329085510918509604</id><published>2011-07-16T19:47:00.015+02:00</published><updated>2011-08-12T06:07:17.806+02:00</updated><title type='text'>Trilhas Sonoras</title><content type='html'>Era mais ou menos assim que ela achava que tudo iria ser. Distraída, acompanhando algum refrão que só ela conhece. Cantaria &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Roxanne&lt;/span&gt; junto com o rádio do carro dele e ficaria com muita vergonha depois. Mas ele estaria sorrindo, tudo bem. E, com esse mesmo sorriso cúmplice, entenderia quando ela acordasse cantando &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lovecats&lt;/span&gt;, dizendo que sonhou com o Bob Dylan. E seria sábado e eles tomariam café da manhã depois do meio-dia, em alguma padaria com mesas na calçada, sol e havaianas. E ela elevaria a voz, meio transtornada, ao dizer que as pessoas não sabem mais de onde vêm os versos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;last night I dreamt that somebody loved me, no hope, no harm&lt;/span&gt;... Porque ele seria a única pessoa para quem ela poderia desabafar coisas desse tipo sem parecer pretensiosa. E eles fariam viagens para Londres e tirariam muitas fotos na ponte que fica ali na waterloo station cantando&lt;span style="font-style:italic;"&gt; waterloo sunset's fiiiiine...&lt;/span&gt; e, em Paris, ela faria &lt;span style="font-style:italic;"&gt;shebam! pow! blop! wizz!&lt;/span&gt; entre as pedras das margens do Sena, segurando as mãos dele. Em São Paulo, ele diria que quando desce a Augusta entende direitinho o que o Hefner quer dizer com &lt;span style="font-style:italic;"&gt;we love the city because it lets us down...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada disso aconteceu. Ela acabou com vários cds com o nome "músicas para esquecer". Tem Sinatra, os LA's, o Squirrel Nut Zippers, a Belle, o Sebastian e os Bangles que um dia ela cantou muito alto em uma esquina com a certeza que seriam eternos. Não foram. Nem esses nem outros. De repente, as pessoas param de se apaixonar. E ela parou de gravar fitas, cds, setlists. As músicas, todas, empoeiradas. Sem ter para quem mostrar o casaco &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Foxy Lady&lt;/span&gt; que ela comprou e receber de volta um olhar de compreensão. Nem poder dizer que tem uns dias em que está muito &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jenny and the Ess-Dog&lt;/span&gt; e ouvir a resposta&lt;span style="font-style:italic;"&gt; let me out of here, you got to let me out of here! &lt;/span&gt;Até hoje, e lá se vão anos de vazio, ela esqueceu o que são músicas divididas. Os cds e uma pilha de discos ficaram só para a lembrança. O único tempo em que o mundo vai devagar e as pessoas ainda se encantam. Às vezes, ela lembra que o amor - e as músicas - deveriam ser compartilhados. Então troca a faixa e coloca algo bem alto, cantado por alguém jovem, que nunca sentiu nada. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;It's so cold in Alaska...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-4329085510918509604?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/4329085510918509604/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=4329085510918509604' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4329085510918509604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4329085510918509604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2011/07/trilhas-sonoras-de-amor-perdidas.html' title='Trilhas Sonoras'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-9098151248525996226</id><published>2011-04-18T23:14:00.007+02:00</published><updated>2011-04-19T18:00:20.853+02:00</updated><title type='text'>Bande à part</title><content type='html'>tem uma hora que tudo fica rápido demais. logo no início, quando as noites parecem mais longas e os dias são fantasia. quando as palavras querem dizer coisas e as coisas têm entrelinhas. e as entrelinhas têm sonho. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Let's dance, little stranger... &lt;/span&gt;a grande possibilidade de felicidade. que pode murchar por um passo em falso. um fio de cor diferente. um sorriso na hora errada. qualquer coisa que, no meio da velocidade, faz parar. ali, sabe? quando caminhamos nessa linha tênue que separa a vida real da vida que poderia ser. os cacos mastigados de todo dia de um lado e aquele espaço com abraços e sofás felpudos de confiança do outro. estrada que me leva do corredor de salas vazias para o jardim com sol, flores e amor. bem ali, naquele oco. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Won't you dance with me in my world of fantasy?&lt;/span&gt; mas os pés sempre se separam. a música para. por algum motivo que eu não chego a entender. dançando sozinha, imaginando. feito criança sorrindo e correndo para a praia no fim da tarde, quando todo mundo está voltando. ali, sonhando com os olhos abertos, acreditando que é real, enquanto você foi embora. há muito tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-9098151248525996226?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/9098151248525996226/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=9098151248525996226' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/9098151248525996226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/9098151248525996226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2011/04/dance-with-me.html' title='Bande à part'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7900062892494541193</id><published>2011-04-01T20:28:00.005+02:00</published><updated>2011-04-02T04:52:46.579+02:00</updated><title type='text'>Ceremony</title><content type='html'>Das surpresas que aguardam na esquina. Calçada de casa, corredor da faculdade, seção de vinhos do Pão de Açúcar, café no meio da tarde. Confissões gratuitas. Pelas coisas que menos espero e que se transformam em passos congelados, olhos tão cansados, falta de palavras. Pelas músicas que explodem na cabeça, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;heaven knows it's got to be this time&lt;/span&gt;, pelas risadas inesperadas, alegria de uma conversa perdendo ônibus, o sono, o horário de manhã cedinho. Entre um abraço no silêncio da noite, a visita de repente, o café quente com literatura russa, baudelaire, um esmalte novo, um chocolate. Pela promessa do que pode ser, pelo movimento de pegar a mochila no banco de trás, sorrir e baixar o volume do som. Pelo que fica, pelo que se vai, pelas ligações de madrugada, pela coreografia de balé sobre o tapete e interfone reclamando da conversa alta. Pelos copos e rolhas espalhados pelos cantos, pelos almoços curtos descobrindo gente nova e tão bela, pelo céu bem azul de outono, minha estação preferida nessa cidade que para de ser cinza e vira anil. É só pelas surpresas que se escondem nos detalhes. Só por elas que sorrio quieta e digo sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7900062892494541193?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7900062892494541193/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7900062892494541193' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7900062892494541193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7900062892494541193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2011/04/ceremony.html' title='Ceremony'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6659150648137724268</id><published>2011-01-17T20:43:00.011+01:00</published><updated>2011-01-17T21:25:50.321+01:00</updated><title type='text'>2011</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pG8Xu_P2MBc/TTSlsZ52YlI/AAAAAAAAACE/3wBpYAJqF0A/s1600/let%2Ball%2Bgo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pG8Xu_P2MBc/TTSlsZ52YlI/AAAAAAAAACE/3wBpYAJqF0A/s400/let%2Ball%2Bgo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563253621995758162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tava procurando um jeito de falar sobre 2011 e sobre o que eu queria que acontecesse... aí veio esse poema do Cummings e disse tudo. Roubei descaradamente da &lt;a href="http://www.100mililitros.blogspot.com/"&gt;Isa&lt;/a&gt;, linda, que sempre traz respostas antes de eu pensar nas questões. Pro ano novo, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;let all go&lt;/span&gt;, e que seja leve e tranquilo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6659150648137724268?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6659150648137724268/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6659150648137724268' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6659150648137724268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6659150648137724268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2011/01/2011.html' title='2011'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pG8Xu_P2MBc/TTSlsZ52YlI/AAAAAAAAACE/3wBpYAJqF0A/s72-c/let%2Ball%2Bgo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7356625635604150594</id><published>2010-12-17T03:27:00.007+01:00</published><updated>2010-12-17T19:55:34.000+01:00</updated><title type='text'>Do momento presente que se chama amor</title><content type='html'>Se fosse para guardar uma imagem de você ela seria assim, um colorido de bexigas pelo céu. Leve, bonito, circular e solto no azul. Umas imagens de encontros entre véus e tecidos, flores e frutos, vermelhos e verdes clarinhos de sossego. Se fosse para guardar uma palavra de você ela seria muitas, entre Machados de Assis, Balzacs, Hannahs, Molejões, Freuds, Ferrys, Raças Negras, Brian Enos e Queneaus. Seriam substantivos e adjetivos, improváveis, juntos, belos, com um sentido profundo sobre o que é ser feliz. Seriam frases de encontros, pontos e vírgulas de calma e uns travessões de sobressaltos. Se fosse para guardar músicas, músicas de você, elas oscilariam, marola e molemente, entrando assim, como não quer nada, em um oceano de luzes cortado por riscos pianinho, solfejos de violinos e escalas de sopros, suspiros, sorrisos. Canções que terminam em silêncio e voltam rápidas, alegretto, agudas, sustenidos sobre o fundo de baixos firmes, poderosos, quase completos. E tão ingênuos, pueris. E essas músicas estariam em um filme, porque se fosse para guardar um filme, um filme de você, ele teria muitos retalhos sofisticados, versos pelas calçadas esburacadas, cidade, praia e poesia. Cenas fortes, umas explosões salpicadas de sangue vermelho de amizade, paixão, amor, no caso. Ali e lá uns questionamentos em furta-cor, caleidoscópios de descobertas, aquelas polaroids de vida resumida em uma tela: pretos, brancos, sépias e epifanias. Um cansaço em algum momento, uma tristeza de solidão, uma bailarina linda linda linda e piruetas, uma sexta-feira à noite e futuro que nunca chega. Intervalo, sessão da tarde, doce na geladeira. E, se fosse para guardar... colocar em uma caixa com laços um perfume de você, ele teria a ver com laranjeira e baunilha, um frasco muito bonito de tampa dourada que se abre assim, sem parecer importante. Bouquet perfeito, rosas delicadas, pétalas claras e ferpas de madeira, muitas delas, presentes e sensíveis, fortes e etéreas. Se fosse para guardar você, eu guardaria muitas coisas boas, de maturidade e olhares e risadas de menino descobrindo que é bonito. Mas se fosse para guardar não seria assim e não seria de uma liberdade com ondas de espuma branca porque você é livre, assim como eu, assim comigo. De uma liberdade que vai e vem, que volta e parte, que é verdadeira e plena, que não pode ser guardada. Se fosse para guardar não seria tanta beleza tênue e doce. Se fosse para guardar não seria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7356625635604150594?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7356625635604150594/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7356625635604150594' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7356625635604150594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7356625635604150594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/12/do-momento-presente-que-se-chama-amor.html' title='Do momento presente que se chama amor'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-2746922248604801734</id><published>2010-11-30T21:21:00.003+01:00</published><updated>2010-11-30T21:23:06.891+01:00</updated><title type='text'>en pause</title><content type='html'>tudo parado, congelado no tempo, porque parece que vou terminar uma graduação em letras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-2746922248604801734?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/2746922248604801734/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=2746922248604801734' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2746922248604801734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2746922248604801734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/11/en-pause.html' title='en pause'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7720670839147362849</id><published>2010-09-28T04:32:00.008+02:00</published><updated>2010-09-28T06:24:18.911+02:00</updated><title type='text'>Bairro Alto</title><content type='html'>... tem um pedaço de mim que ficou lá, ela diz. Um pedaço de mim entre um quarto claro e um pano xadrez. Quando ele apareceu no portão, sentou sobre a cama e segurou minha mão. Do alto daqueles 13 anos, nunca tinha estado tão apavorada, tão feliz, tão certa. No sorriso dele, no jeito de passar as mãos no cabelo, um par de braços mais experientes em que eu podia mergulhar e desaparecer de tantas dúvidas. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;So close, no matter how far... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles começaram a conversar no ensaio da peça da escola, sobre música. Como assim, você, Metallica, não tem nada a ver, ele disse. Pois é, eu tenho dessas, ela respondeu. Então eles tinham algo em comum. O garoto bagunceiro e a representante da sala. E tinham um assunto em que se sentiam juntos e moravam no mesmo mundo, sem dores. Fora dali, sofriam, adolescentes, sangrando. Ele gravou uma fita com as melhores músicas. Levou pra ela, depois da aula, numa tarde bonita de acácias e ameixas. Apareceu no portão com o presente, as faixas escritas a mão. Enfrentou mãe, café, cachorro e irmão mais novo. Ela achou bonito. E sorriu. Ele baixou os olhos. E sentou sobre a cama. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;All these words I don't just say...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada aconteceu. Ele sentou, a fita, as mãos juntas, desesperei, a mãe gritou, a casa entrou em convulsão. Disse que precisava sair. Ele não entendeu, nem eu, nem o cachorro, latindo feito doido. No portão, um beijo negado, as acácias ventando, a ponta começando a doer. Então, entrei em casa, e ouvi gritos por algo que não entendi. Acho que foi aí que nunca mais entendi nada, ela diz. Como faz gostar de alguém e ser gostada de volta? Desde essa tarde, um descompasso, feito um acorde de metal duro e frio. Tem um pedaço de mim que ficou lá, entre a música, o primeiro amor e aquele mundo que, finalmente, fazia sentido, porque era junto. Cortado pelo grito, um desconcerto pra sempre. Dança sem música, sem par. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Forever trusting who we are. And nothing else matters. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7720670839147362849?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7720670839147362849/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7720670839147362849' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7720670839147362849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7720670839147362849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/09/historinha-5.html' title='Bairro Alto'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-2559138095099205778</id><published>2010-09-07T22:28:00.008+02:00</published><updated>2010-09-09T01:51:32.911+02:00</updated><title type='text'>Daquela série antiga de cartas para não mandar...</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Thank you for taking me from my monastery&lt;br /&gt;I was dying to get out...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mesmo, muita alegria para não compartilhar. Tudo bem que há luas claras, risadas silenciosas e sóis se pondo que não podem e nem devem ser divididos. Mas eu, de coração gordo, queria tanto me separar em pedaços e colocar no colo de quem eu amo umas estrofes poéticas, cores muito fortes, alegria gritante, música para ser feliz. As descobertas dos últimos dias, olha esse Baudelaire, que bonito, todo bêbado de álcool, virtude ou poesia. Em francês, sonoro, descrevendo as escadas de metal de Paris de um jeito tão lindo que dá vontade de chorar. Ou em português, as pedras, a educação pela pedra, a pedra surrealista do Herberto Helder de uma vida distribuída por solidão. Essas imagens soltas no ar que vão se unindo em caleidoscópios art nouveau, sentidos que se unem e se separam e são belos e são rápidos... como essa felicidade sem amarras que andou por aqui. Que anda comigo quando eu subo as ladeiras até em casa assobiando e deixando a tristeza para depois, em uma hora que eu nem sei se vai chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, por enquanto, é só isso, um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;thank you for making me see there's life in me&lt;/span&gt;, uma certeza de que, quando você aparece, existe um símbolo de pertence entre mim e o mundo. A última peça do quebra cabeça que faz a imagem aparecer, completa. Tanto tempo ali, chaveada no armário que deu tempo de esquecer como era bonita. Por isso ela vai saindo assim, meio sincera, meio desastrada, meio empoeirada, mas tão feliz de existir. Entre lenços e cores e nuvens e uma saudade de um futuro dividido que nunca chegará. Mas que é bom assim mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-2559138095099205778?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/2559138095099205778/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=2559138095099205778' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2559138095099205778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2559138095099205778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/09/daquela-serie-antiga-de-cartas-para-nao.html' title='Daquela série antiga de cartas para não mandar...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-5997214681395568747</id><published>2010-08-05T04:03:00.008+02:00</published><updated>2010-08-09T22:47:08.069+02:00</updated><title type='text'>Just like honey</title><content type='html'>... e então ela desabou. O espaço era pequeno e o mundo estava muito. Rápido demais, gente demais, vontades demais, e-mails demais, fantasmas demais. Tudo, agora ao mesmo tempo. As novidades em cascata, caindo sobre a mesa, a cadeira, o guarda-roupa. A cabeça perdida em copos, ideias, mensagens de celular antes do fim da tarde, frases pensadas, silêncios cronometrados. Como se tudo chovesse em cores fluorescentes e o mundo vai acabar em poucos dias. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Listen to the girl, as she takes on half the world...&lt;/span&gt; e plof!, os cacos pelo chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito tempo perdido, ela pensa, muito tempo sem viver. Programando o futuro, pensando no que fazer com esse presente que não sai do lugar. Olhando as pessoas e imaginando &lt;span style="font-style:italic;"&gt;e se...&lt;/span&gt; e tanta fome, tanta coisa que não, obrigada. Deixa eu fazer um intervalo da minha vida, sim? Tá dando tão errado, por que mesmo tudo sempre tem que acabar? Possibilidades que nunca chegam a. Então vou dar um tempo, que não aguento, ela faz. E foi pensando e fazendo tão bem que a mágica se foi. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Walking back to you is the hardest thing that I can do...&lt;/span&gt; e assim os azuis, amarelos e vertigens ficaram escondidos, bem longe, fora de perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, um dia, eles voltaram. Na raiva, nos gritos, em explosões. Em lágrimas, noites, madrugadas, em doçuras imensas, tristezas oceânicas. Rápido, demais, muito, intenso, olhos de tigre, Bom dia eu, ela pensou depois da queda, vendo o dia nascer atrás dos prédios, uma lua bonita se apagando. Hoje eu só quero a noite dentro de mim. Então ela juntou luz e escuridão, dormiu muito e acordou com os raios de sol novamente coloridos, equilibrados, tudo no tom certo. Então ela teve vontades de açúcar e sal, de beijos e abraços, de sinceridades, flores e sorrisos.&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Moving up and so alive... it's good, so good... just like honey.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-5997214681395568747?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/5997214681395568747/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=5997214681395568747' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5997214681395568747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5997214681395568747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/08/just-like-honey.html' title='Just like honey'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7295333884892280243</id><published>2010-07-06T01:19:00.020+02:00</published><updated>2010-07-06T18:51:48.209+02:00</updated><title type='text'>De macarrões</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Y sí, algunas cosas salen bien, otras salen mal. En fin, la vida es un tallarín. No son mis papás pero son como mis tíos. Siguen juntos, están de novios, ¡se quieren tanto! Al mes, el hombre llegó a la luna. Armstrong me cagó, me ganó de mano, qué se le va a hacer... Igual yo ya estaba un poco más feliz en este planeta, había decidido quedarme acá y ser escritor."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi em um dia em que o sol entrava por baixo da persiana e falávamos de filmes. De coisas bonitas, de diálogos divertidos, você levantava a mão e gesticulava bastante quando a frase valia a pena. E eu ria. E anotava mentalmente aqueles momentos que eu sempre quis viver. E você dizia com os olhos muito abertos que eu devia ver essas coisas porque muito era bonito e delicado e era a minha cara. E eu sorria, mas não entendia. Nunca compreendi muito bem essas pessoas que me olham e me entendem mais que eu. Enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí os anos passaram e as coisas foram se enrolando, começos, fins e, de repente, os dois pedaços do fio se juntam. Em uma manhã de sol frio eu volto correndo para um fim de ano esquisito e vejo na minha frente sob um guarda-sol muito claro o que poderia ter sido. Livros, galileus, vontades, ideais, coisas que deram certo, coisas que eu perdi, outras que ganhei, revistas, esperanças, tudo ali, espalhado sobre a mesa. E alguém pergunta se eu quero, e eu digo sim. Faz muito tempo, mas só agora eu tenho coragem de sim. E eu penso se aquela pessoa na minha frente é a mesma que um dia vendo uma tela de computador concordou que era impossível não se apaixonar por uma menina tão fofinha... Tem coisas que eu anoto e nunca mais esqueço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que às vezes é incrível como tudo parece conspirar. Quando surgem pessoas com identidades secretas que desaparecem em mistério. Mas, de uma maneira improvável, têm pontinhos de contato com tudo isso que está acontecendo. Porque conhece alguém que conhece alguém e, na distância, parece tanto com você. Quando eu decido, mais uma vez, jogar o estável fora. Ou quando uma voz muito calma me diz que, pfff, não tem nada a ver tentar parecer ser diferente do que é. E eu concordo em silêncio, pensando se um dia alguém vai, de novo, enxergar através dos óculos e dizer que é impossível não gostar de alguém tão lindo. Nesse dia, eu nem vou mais querer morar na Lua... e talvez possa decidir &lt;span style="font-style:italic;"&gt;quedarme acá y ser escritor&lt;/span&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7295333884892280243?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7295333884892280243/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7295333884892280243' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7295333884892280243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7295333884892280243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/07/de-macarroes.html' title='De macarrões'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-4317409777230931819</id><published>2010-06-29T19:18:00.008+02:00</published><updated>2010-06-29T19:51:37.183+02:00</updated><title type='text'>Só hoje...</title><content type='html'>... eu queria sair da faculdade caminhando devagar, pegar o ônibus e ir parar em casa. Afastar o portão, receber a lambida-oi! do cachorro e a reclamação da minha mãe de que o arroz ainda não está pronto - antes do oi! dela. Então, eu veria meu pai saindo apressado para ir trabalhar, lavaria as folhas de alface na água gelada e sentaria à mesa com a minha mãe, que iria contar que o filho de uma conhecida fez alguma coisa muito inexplicável... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu iria ficar com muito sono, colocaria o prato na pia e iria tirar uma soneca. Quinze minutos depois, o telefone iria tocar, é meu pai, perguntando se esqueceu mesmo a conta em cima da mesa. Aí, depois da soneca interrompida, vem o video show, e eu adoro o vídeo show, porque depois tem a sessão da tarde. E depois da sessão da tarde tem o café da tarde, com pão quentinho comprado na padaria, geléia, margarina e pão de queijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então minha mãe iria ligar para as irmãs e desligaria o telefone cheia de novidades. E, meio irritada, eu interromperia minha leitura, de uma revista qualquer, e iria saber mais dos problemas lá do interior do Paraná. E aí, a noite caiu e nós já começamos a cortar legumes e colocar a mesa. Chegou a hora do jantar e meu pai despeja no prato muitas reclamações do trabalho. Mas damos risada e minha mãe manda uma mensagem para o meu irmão, que responde, e eles discutem por qualquer motivo e eu posso terminar de folhear a revista abandonada. E, nesse início de noite, posso escolher se vou ao cinema com o gatinho ou se fico em casa organizando minha coleção de músicas... E quando eu for dormir, estaria bem tranquila, sabendo que amanhã não há nenhum desafio, nada de ameaçador para enfrentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um dia. Dessa chatice toda com as pessoas que a gente ama e confia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-4317409777230931819?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/4317409777230931819/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=4317409777230931819' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4317409777230931819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4317409777230931819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/06/so-hoje.html' title='Só hoje...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-8954425673861675055</id><published>2010-06-07T03:19:00.011+02:00</published><updated>2010-06-08T06:02:58.570+02:00</updated><title type='text'>Ano de copa</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Celos... pudo el amor ser distinto... Redes, trampa mortal en mi camino. Y en un café, un café de ciudad, me contaste otra vez tu destino...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi um botão verde, ganhei um livro laranja. De sapatos novos, andei por ruas desconhecidas como se sempre estivesse por ali. Pisando no azul brilhante, por caminhos que já fiz. Conversando com pessoas novas, sorrindo por trás do batom vermelho, juntando palavras diferentes, dizendo as mesmas coisas. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Toujours, siempre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cortando a música, uma dor de caco de vidro verde, te conheço tão bem, oh! você nem mudou de cor. O endereço é o mesmo, nome, sobrenome, olhar, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;bizarre love triangle&lt;/span&gt;. Me cerca nas ruas, no hall do prédio, no supermercado, nas mesas com sofás vermelhos, no bar, na pista, rodando em luzes piscantes. Nas mensagens que apitam no celular. E eu de preto. Luto para sempre. Caminhando, caminhando. &lt;br /&gt;"A memória não se apaga, se ressignifica". Eu quero ressignificados de vestido novo, casaquinho listrado e sandália de fivelas. De certezas, por favor, qualquer uma delas. De um quadro branco da bienal de são paulo de 1967 com quadrados vermelhos que dançam quando você aperta os olhos. Quero poesia concreta, bairros em processo de verticalização pelas ladeiras onde a chuva vira cachoeira. Com o clichê dos sorrisos sinceros, aqueles eu deixei de reconhecer em algum lugar, em alguma calçada, em alguma final de copa do mundo. &lt;br /&gt;Para ajudar, comprei cordões finos e dourados, onde passeiam cavalos alados, pombinhas brancas e um trevo de quatro folhas. E comecei a usar saias, muitas, com fileiras de botões, para que eu perca vários deles e ganhe muitas outras coisas no lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-8954425673861675055?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/8954425673861675055/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=8954425673861675055' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8954425673861675055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8954425673861675055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/06/ano-de-copa.html' title='Ano de copa'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-8590753241657311990</id><published>2010-06-01T03:59:00.006+02:00</published><updated>2010-06-01T04:30:00.772+02:00</updated><title type='text'>Sabe, George, estar do outro não é tão legal...</title><content type='html'>If I needed someone to love&lt;br /&gt;You're the one that I'd be thinking of&lt;br /&gt;If I needed someone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I had some more time to spend&lt;br /&gt;Then I guess I'd be with you my friend&lt;br /&gt;If I needed someone&lt;br /&gt;Had you come some other day &lt;br /&gt;Then it might not have been like this&lt;br /&gt;But you see now I'm too much in love&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carve your number on my wall&lt;br /&gt;And maybe you will get a call from me&lt;br /&gt;If I needed someone&lt;br /&gt;Ah, ah, ah, ah...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-8590753241657311990?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/8590753241657311990/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=8590753241657311990' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8590753241657311990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8590753241657311990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/06/sabe-george-estar-do-outro-nao-e-tao.html' title='Sabe, George, estar do outro não é tão legal...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-9028313401869145251</id><published>2010-05-04T04:32:00.006+02:00</published><updated>2010-05-04T05:21:18.773+02:00</updated><title type='text'>porque o outono é a minha estação preferida em são paulo</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Teresa, você é a coisa mais bonita que eu vi até hoje na minha&lt;br /&gt;vida, inclusive o porquinho-da-índia que&lt;br /&gt;me deram quando eu tinha seis anos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Manuel Bandeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um momento em que as coisas se desamarram. Aí você acorda muito cedo e, como se fosse uma carta que atravessou o oceano, o e-mail chega todo amassado, quase aberto. E as palavras são doces e o café está quente na caneca e os passarinhos cantam. O nó se vai e você sorri de amor, simples assim. Amor desses puros, de faz de conta, de casamento atrás da porta, de beijo de mentirinha. De repente, você, dentro do seu vestido amarelo comprido demais porque tem que servir até o fim do ano, encontra o menino que usa o sapato dois números maior porque tem que durar até o próximo aniversário. E vocês se entendem e dão as mãos e riem baixinho, porque sabem que são da mesma turma. Então você esquece que tem que voltar cedo pra casa, que não pode subir na árvore com ele porque as mãos vão ficar com calos e sua mãe não vai gostar. E você sobe, e você passeia pelos parágrafos-galhos, em uma manhã bem bonita de outono. E, lá de cima, no ramo mais alto, as coisas se desamarram de uma vez e você olha para o alto e vê o céu bem azul, respira fundo e acha bom. E não cai. Porque, ali, te segurando, existem umas palavras nada duplas, uma mão de verdade que te acalma se você ficar com medo de cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acontece de você ficar com uma vontade doida de descobrir no que é que isso vai dar, se o menino vai mesmo fugir com a vizinha que usa as roupas do tamanho certo. Mas, o mais legal de quando as coisas estão nesse desamarramento original, quando as palavras voltam dobradas para outro envelope com uma resposta em papel de caderno, é que elas são imprevisíveis. Ainda dá tempo de rir, esperar as borboletas saírem do casulo e se assustar com a joaninha que pousa na blusa. Por enquanto, a vizinha dorme e é bonita, e você acha tudo muito simples. E se lembra de uma vez que ouviu falar que amor pode ser assim: bom. Como o cheiro que sobe dos jasmins à noite. E, além disso, as janelas estão abertas e o coração quer aprender a cantar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-9028313401869145251?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/9028313401869145251/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=9028313401869145251' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/9028313401869145251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/9028313401869145251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/05/porque-o-outono-e-minha-estacao.html' title='porque o outono é a minha estação preferida em são paulo'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-5528073992329324381</id><published>2010-04-13T22:06:00.006+02:00</published><updated>2010-04-14T04:26:22.449+02:00</updated><title type='text'>sábado</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se você perguntar o que eu fiz&lt;br /&gt;Se você quer saber o que eu quis&lt;br /&gt;Ah, o tempo passa e eu penso demais&lt;br /&gt;Pra dizer ao vento que me satisfaz&lt;br /&gt;E eu minto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo foram ruas escuras, casarões abandonados e figuras de duas cabeças em cores fortes. Depois, uma passarela em zigue zague, carroças de papelão na porta e, finalmente, o papel de parede anos 80. O banheiro que eu detesto, depois da porta com luz-negra, odeiodeiodeio esse lugar. Raiva infinita dessa sensação curitiba-james-alguém-me-salve-da-minha-solidão-no-sábado-à-noite, das lembranças de uma festa em tocava &lt;span style="font-style:italic;"&gt;the way you make me feel&lt;/span&gt; e ele estava ali, mas tão distante. Lembrei as fotos em que eu não aparecia, a carona que não tomei, o abraço que não existiu. Então respiro fundo e.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a banda chega, o balcão enche de gente e as conversas fluem. Entre uma música e outra vejo primaveras com cheiro de flor de laranjeira, sol claro e muito frio na ladeira descendo para a feira de domingo, tomates em rama, a luz sobre as hortências, o suspiro de alívio. É essa sensação curitiba-café-amigos-risadas-literatura-beatles-mãos-dadas que eu amo. Entre bolhas de sabão e o sotaque da rua da minha casa, não lembro de mais nada, mas sinto exatamente essa felicidade-curitiba, que não sei explicar o que é, mas tem a ver com tudo isso, e com céu azul sobre uma sensação de alegria bobinha. E há os jovens, e há as pessoas mais felizes que eu conheço e um globo de espelhos gira rápido sobre a pista. Então sorrio e.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-5528073992329324381?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/5528073992329324381/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=5528073992329324381' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5528073992329324381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5528073992329324381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/04/sabado.html' title='sábado'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6955298461279082610</id><published>2010-03-25T17:51:00.011+01:00</published><updated>2010-03-26T02:34:05.712+01:00</updated><title type='text'>só pra dizer que...</title><content type='html'>... lembrei muito de você hoje caminhando na USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando que, apesar de ser provavelmente a mulher mais incrível que eu conheço, você não liga de dormir no meu quarto-e-sala no meio de um bairro-ladeira, não está sempre com a roupa da última moda e compra blusas iguais de cores diferentes quando gosta muito do modelo. E continua sendo aquela menina com grampos no cabelo que saía para caminhar em Carauari, levava tombos de bicicleta indo para a associação de moradores do bairro mais longe da Amazônia e achava muito bonito trabalhar na agência junior de seiláoque na faculdade de direito porque via e ouvia gente de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez um mestrado, vai fazer um doutorado, tem um emprego muito bom, ganha muitos dinheiros e, mesmo assim, continua buscando (satisfação, além dos dinheiros) e não se conformando com as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fez um casamento dos sonhos com muitos convidados e dívidas, não encheu as paciências dos amigos sobre está-na-idade-de-ter-filhos, não chora pelos cantos porque não achou o homem da vida e continua acreditando no amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu olho para os lados e vejo várias meninas e meninos com roupas que não amassam, que não usam tênis encardidos, que sempre acordam com o cabelo bom, que vivem com pessoas que não arranham o coração e que são tão vazios e te juro que não entendo o mundo. Porque o mundo é deles, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então penso nas minhas brigas com meus óculos grandes demais, com a mochilinha azul e amarela, com o sono eterno e com tanta gente que acha que já conseguiu tudo o que queria.  Lembro dos meus silêncios durante os assuntos casamento-filhos-felicidade. E penso que as minhas roupas nunca ficam bem porque, afinal, ando muito, e de ônibus, e na faculdade e a droga do vento e do calor não ajudam a deixar meu cabelo no lugar. E fico triste porque, afinal, depois disso tudo, o conjunto fica feio - e precisando de uma reforma pessoal. Droga. Nunca vou ser aquela mulher de vestidinho com cintura marcada que encontra uma mesa vazia no café da livraria cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois fico feliz porque eu sei que tem mais alguém no mundo que também é assim. E que é provavelmente a mulher mais incrível que eu conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6955298461279082610?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6955298461279082610/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6955298461279082610' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6955298461279082610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6955298461279082610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/03/so-pra-dizer-que.html' title='só pra dizer que...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-9222278609554176600</id><published>2010-03-23T05:45:00.006+01:00</published><updated>2010-03-23T17:23:06.978+01:00</updated><title type='text'>A Alice tá na moda...</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Would you tell me, please, which way I ought to go from here?"&lt;br /&gt;"That depends a good deal on where you want to get to", said the Cat.&lt;br /&gt;"I don't much care where - " said Alice.&lt;br /&gt;"Then it doesn't matter which way you go", said the Cat.&lt;br /&gt;"- so long as I get &lt;span style="font-style:italic;"&gt;somewhere&lt;/span&gt;", Alice added as an explanation.&lt;br /&gt;"Oh, you're sure to do that", said the Cat, "if you only walk long enough."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Alice's adventures in wonderland, Lewis Carroll)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ultimamente eu não sei se vivo no mundo das maravilhas ou se caí no buraco das realidades. As coisas embaralhadas, meio sem sentido, com um relógio imenso aparecendo nos cantos. Sete horas mais quatro horas por dia, cinco dias por semana, oito meses, depois três anos... ? O tempo passando, passando, passando... tic tac tic tac... O caminho não deveria ser divertido? Mas com tantas encruzilhadas escuras e tristes... Onde é mesmo que vou chegar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-9222278609554176600?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/9222278609554176600/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=9222278609554176600' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/9222278609554176600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/9222278609554176600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/03/alice.html' title='A Alice tá na moda...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-103838222066225399</id><published>2010-03-10T23:02:00.005+01:00</published><updated>2010-03-10T23:39:17.964+01:00</updated><title type='text'>Sempre essa coisa ausente...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pG8Xu_P2MBc/S5gXKQ8IyfI/AAAAAAAAABY/LGuWCAJBD0I/s1600-h/57767655.Claudelle.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pG8Xu_P2MBc/S5gXKQ8IyfI/AAAAAAAAABY/LGuWCAJBD0I/s400/57767655.Claudelle.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447129214417947122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio de presente em um dia terrível a imagem da frase que só vezenquando desaparece da minha cabeça. A &lt;a href="http://lagartixaroxa.blogspot.com/"&gt;dona da foto&lt;/a&gt; e do lampejo de luz no meu dia é uma daquelas raras pessoas, cada vez mais e mais raras, que divide comigo ideias, paixões e o Caio. E eu sempre me entendo com quem gosta dessas literaturas. Alguém mais fanática que eu pelos traços que esse autor deixou pelo mundo encontrou o endereço que eu esqueci, evitei, deixei pra trás no meio de tanta felicidade que foi aquele verão francês. E colou junto da foto, o texto. A frase voltou com cor, como um abraço apertado dentro do deserto de almas, me dizendo que tudo bem, as coisas são assim mesmo. As pessoas mais vão que vêm e não há nada mais natural. Terrível, terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, deixo aqui a crônica que anda comigo desde que eu mergulhava em páginas empoeiradas em uma biblioteca fria em Curitiba, e que me fez um dia chorar na exposição da Camille Claudel numa longínqua Paris, pensar na liberdade de laços totais quando tudo dá errado, ter fome de ver e tentar negar que sempre, sempre falta alguma coisa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paris — Toda vez que chego a Paris tenho um ritual particular. Depois de dormir algumas horas, dou uma espanada no rodenirterceiromundista e vou até Notre-Dame. Acendo vela, rezo, fico olhando a catedral imensa no coração do Ocidente. Sempre penso em Joana d’Arc, heroína dos meus remotos 12 anos; no caminho de Santiago de Compostela, do qual Notre-Dame é o ponto de partida — e em minha mãe, professora de História que, entre tantas coisas mais, me ensinou essa paixão pelo mundo e pelo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre acontecem coisas quando vou a Notre-Dame. Certa vez, encontrei um conhecido de Porto Alegre que não via há pelo menos 20 anos. Outra, chegando de uma temporada penosa numa Londres congelada e aterrorizada por bombas do IRA, na época da Guerra do Golfo, tropecei numa greve de fome de curdos no jardim em frente. Na mais bonita dessas vezes, eu estava tristíssimo. Há meses não havia sol, ninguém mandava notícias de lugar algum, o dinheiro estava no fim, pessoas que eu considerava amigas tinham sido cruéis e desonestas. Pior que tudo, rondava um sentimento de desorientação. Aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis, e você pode então ir tanto para Botucatu quanto para Java, Budapeste ou Maputo — nada interessa. Viajante sofre muito: é o preço que se paga por querer ver “como um danado”, feito Pessoa. Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrolado num capotão da Segunda Guerra, naquela tarde em Notre-Dame rezei, acendi vela, pensei coisas do passado, da fantasia e memória, depois saí a caminhar. Parei numa vitrina cheia de obras do conde Saint-Germain, me perdi pelos bulevares da Île de la Cité. Então sentei num banco do Quai de Bourbon, de costas para o Sena, acendi um cigarro e olhei para a casa em frente, no outro lado da rua. Na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “II y a toujours quelque chose d’absent qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camilie Claudel a Rodín, em 1886. Daquela casa, dizia a placa, Camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. Perdida de amor, de talento e de loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia frio, garoava fino sobre o Sena, daquelas garoas tão finas que mal chegam a molhar um cigarro. Copiei a frase numa agenda. E seja lá o que possa significar “ficar bem” dentro desse desconforto inseparável da condição, naquele momento justo e breve — fiquei bem. Tomei um Calvados, entrei numa galeria para ver os desenhos de Egon Schiele enquanto a frase de Camille assentava aos poucos na cabeça. Que algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a vida é tecelã imprevisível, e ponto dado aqui vezenquando só vai ser arrematado lá na frente. Três anos depois fui parar em Saint-Nazaire, cidadezinha no estuário do rio Loire, fronteira sul da Bretanha. Lá, escrevi uma novela chamada Bem longe de Marienbad , homenagem mais à canção de Barbara que ao filme de Resnais. Uma tarde saí a caminhar procurando na mente uma epígrafe para o texto. Por “acaso”, fui dar na frente de um centro cultural chamado (oh!) Camille Claudel. Lembrei da agenda antiga, fui remexer papéis. E lá estava aquela frase que eu nem lembrava mais e era, sim, a epígrafe e síntese (quem sabe epitáfio, um dia) não só daquele texto, mas de todos os outros que escrevi até hoje. E do que não escrevi, mas vivi e vivo e viverei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego o metrô, vou conferir. Continua lá, a placa na fachada da casa número 1 do Quai de Bourbon, no mesmo lugar. Quando um dia você vier a Paris, procure. E se não vier, para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Caio Fernando Abreu - O Estado de S. Paulo, 3/4/1994&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-103838222066225399?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/103838222066225399/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=103838222066225399' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/103838222066225399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/103838222066225399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/03/sempre-uma-coisa-ausente.html' title='Sempre essa coisa ausente...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pG8Xu_P2MBc/S5gXKQ8IyfI/AAAAAAAAABY/LGuWCAJBD0I/s72-c/57767655.Claudelle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-2890102464501287419</id><published>2010-03-02T18:38:00.006+01:00</published><updated>2010-03-03T01:22:22.715+01:00</updated><title type='text'>Mas, antes...</title><content type='html'>... preciso ver isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;De volta Para o Futuro 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Admiradora Secreta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quase igual aos outros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Garota de Rosa Choqu&lt;/span&gt;e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Uma Linda Mulher&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todos os dirigidos e estrelados pelo Stallone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e escutar muita Roxette prá convalescer do fim de semana e manter a sanidade. Quero um mar de sessão da tarde antes da literatura heavy metal. E pronto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-2890102464501287419?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/2890102464501287419/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=2890102464501287419' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2890102464501287419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2890102464501287419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/03/mas-antes.html' title='Mas, antes...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-3418298235695034440</id><published>2010-02-24T18:20:00.007+01:00</published><updated>2010-02-24T18:59:49.840+01:00</updated><title type='text'>Ah, as literaturas...</title><content type='html'>Minha lista de livros para esse semestre na USP:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Don Juan&lt;/span&gt;, do Molière &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fedra&lt;/span&gt;, dia e noite os gregos exemplares, revolvei, do Racine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As bodas de Fígaro&lt;/span&gt;, (Fígaro! Fígaro! do Pica Pau!), do Beaumarchais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Entre quatro paredes&lt;/span&gt;, do Sartre-l'enfer-c'est-les-autres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esperando Godot&lt;/span&gt;, o Beckett francês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Justine&lt;/span&gt;, o Sade original&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ilusões Perdidas&lt;/span&gt;, Balzacão na veia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Educação sentimental&lt;/span&gt;, Flaubert &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda tô lendo o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Amor Líquido&lt;/span&gt;, do Bauman, meu último autor favorito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra dizer que eu tenho muito, mas muito medo de mim depois desse coquetel molotov das literaturas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-3418298235695034440?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/3418298235695034440/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=3418298235695034440' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/3418298235695034440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/3418298235695034440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/02/ah-as-literaturas.html' title='Ah, as literaturas...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-4004715471516912503</id><published>2010-01-29T01:06:00.008+01:00</published><updated>2010-01-29T04:34:47.780+01:00</updated><title type='text'>Sobre comidas e iluminações</title><content type='html'>Então esses dias eu estava conversando e percebi que nunca escrevi sobre as experiências mais incríveis que tive com comida. Comida mesmo, prato de macarrão que derrete na boca e faz você fechar os olhos e crer em Deus, na Iluminação, na Perfeição Humana, no Nirvana e tal. Dessa vez não vou perder outra oportunidade, principalmente no meio dessa semana esquisita, chuvosa, suarenta e... difícil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade dessa vez não foi tanto a comida. Mas a tarde inteira. Todos os ingredientes ali ao redor da mesa. Inclusive o acaso: de repente era quinta-feira à tarde e eu estava numa mesa, comendo um purê elástico, aprendendo sobre a vida, o ser humano, o trabalho nosso de cada dia e as coisas por trás deles. Por um momento, o purê tem gosto de queijo quase França, batata quase casa e cada colherada mergulha em interrogações e vírgulas calmas e confortáveis. Aos pouquinhos, as paredes coloridas vão ganhando rosto, e entre um gole e outro da água aparece uma conversa boa, com gosto de estar no lugar certo, na hora certa. Guiados por uma presença forte e impetuosa, a gente para e pensa sobre a vida, nossas escolhas, a floresta, o futuro, o atum e o palmito que podem destruir um ecossitema e as pessoas ao redor dele. E eu gosto tanto, tanto de pensar sobre as filosofias dos palmitos... Pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, com a tarde quase terminando, um carro me guia por ruas estranhas, conversas em italiano, flores de maçã, fotos, batatas fritas e uma vontade imensa de aprender aprender, viver viver. Entre cadeiras amarelas, spots de luz, cigarros e algum cansaço todo mundo se acaba nos baldes de frango à passarinho, coca-cola, paçoquinha e piadas com cozinheiros. E é tão bom voltar para casa e perceber que, em algum momento, as pessoas derrubam as barreiras, falam mais do que devem, contam histórias censuradas e se sentem bem porque, afinal, somos todos pessoas tentando acertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu abro a porta desse apartamento pequenininho e me sinto tão saciada, de comidas e felicidades, que eu penso que, pelo menos dessa vez, a vida está perfeitamente completa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-4004715471516912503?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/4004715471516912503/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=4004715471516912503' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4004715471516912503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4004715471516912503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/01/sobre-comidas-e-iluminacoes.html' title='Sobre comidas e iluminações'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-1632537779831236699</id><published>2010-01-13T21:56:00.005+01:00</published><updated>2010-01-13T22:54:10.894+01:00</updated><title type='text'>Cópia cópia cópia</title><content type='html'>Sempre são pequenas as coisas que fazem o dia valer a pena:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.garancedore.fr/2009/12/10/all-you-need-is-love-baby/"&gt;All You Need is Love Baby&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do blog dessa &lt;a href="http://www.garancedore.fr/a-propos/"&gt;francesa&lt;/a&gt; que, apesar de ser francesa, eu já virei fã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-1632537779831236699?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/1632537779831236699/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=1632537779831236699' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1632537779831236699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1632537779831236699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2010/01/copia-copia-copia.html' title='Cópia cópia cópia'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6438878249848165993</id><published>2009-12-18T01:09:00.007+01:00</published><updated>2009-12-18T19:37:52.586+01:00</updated><title type='text'>e... chega de 2009!</title><content type='html'>Panqueca de carne moída, tomar chuva de sombrinha vermelha, sorvete de morango no fim da tarde, beira da praia vazia, compras com dinheiro, minirrefrigerador brastemp retrô amarelo, dormir a noite toda, bolo de fubá quente com café, tremendas confusões e muita diversão no trabalho, a volta do Bon Jovi, a descoberta da literatura antilhana, do macbook, da Diana mini(!!!), ver a chuva cair pela vidraça no Rio de Janeiro, a Mari em Paris, o cirque de soleil em Las Vegas, ascensão e queda do amor e das amizades pra ficar só com as coisas verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que me disseram que um bom jeito de comemorar o novo ano era lembrar das coisas boas, eu sempre faço isso. Mas 2009 foi foda de ruim. Que venha 2010 e listas longas de coisas boas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6438878249848165993?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6438878249848165993/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6438878249848165993' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6438878249848165993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6438878249848165993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/12/chega-2010.html' title='e... chega de 2009!'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-8784533372738895353</id><published>2009-11-19T17:19:00.004+01:00</published><updated>2009-11-19T17:26:59.694+01:00</updated><title type='text'>Minha nova mania</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pG8Xu_P2MBc/SwVxqGfg4sI/AAAAAAAAAAU/EsFvVOWkBrU/s1600/iron-2985.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 248px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pG8Xu_P2MBc/SwVxqGfg4sI/AAAAAAAAAAU/EsFvVOWkBrU/s400/iron-2985.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405851895839384258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.misterandyriley.com/andy-riley-cartoons.asp"&gt;Andy Riley&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-8784533372738895353?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/8784533372738895353/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=8784533372738895353' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8784533372738895353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8784533372738895353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/11/minha-nova-mania.html' title='Minha nova mania'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pG8Xu_P2MBc/SwVxqGfg4sI/AAAAAAAAAAU/EsFvVOWkBrU/s72-c/iron-2985.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-716960899414268326</id><published>2009-10-24T03:53:00.010+02:00</published><updated>2009-10-24T05:29:01.788+02:00</updated><title type='text'>Capítulo eterno</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Most of the time I'm halfway content&lt;br /&gt;Most of the time I know exactly where it went&lt;br /&gt;I don't cheat on myself, I don't run and hide&lt;br /&gt;Hide from the feelings that are buried inside&lt;br /&gt;I don't compromise and I don't pretend&lt;br /&gt;I don't even care if I ever see her again&lt;br /&gt;Most of the time.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo que eu queria te dizer isso. Que há coisas com as quais a gente não aprende a conviver. Eu estava errada, tão errada, desculpa. A gente não esquece e tampouco aprende a conviver. É assim, eterno, inconsolável, pontiagudo e sempre, sempre, sempre dolorido. Um nome que pula na memória, o acorde por acaso, o perfume de felicidade passageira e a gente lembra: Amor. Que coisa... Mas, olha, eu realmente acreditava que era possível passar por cima, fazer tudo ficar tão sutil que, um dia, se tornaria parte do passado, "rá, era só isso!" e continuar caminhando sem tropeçar. Achava que não existia um grande amor, mas vários deles. Olha só que bonito, que lógico! Mas, agora, estou precisando tanto de ajuda para enxergar... Você me ajuda? Perdi as ondas frescas do rio, a grama para piqueninque, o sol e o arco-íris. Esqueci o "a" maiúsculo da palavra atrás da porta fechada. Deixei escapar. Morreu, acabou. E não dá prá conviver com isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, aquela era uma época em que eu tinha convicções, não sentimentos. Em que eu exigia certezas e espantava as sinceridades. E aí, aí a vida torceu tudo. E agora sou eu que digo que não sei, que vejo o mundo se abrir diante dos meus pés porque... porque não sei o que pode ser depois de amanhã. Não controlo as reações, tento diferente e... e desisto. Fiquei lá atrás, pregada naquela janela para sempre. Sem esquecer, sem conseguir conviver com isso. Perdão... estava tudo errado. Passei esse tempo todo achando que podia superar, que encontraria algo mais, melhor. Mas não existe. Por mais que eu abra muito os olhos, as cores estão longe, nas águas de alguma praia de dezembro. Há coisas com as quais a gente, simplesmente, não aprende a conviver, fazer o quê? Faz tempo que queria pedir desculpas. Não foi por mal... E espero que eu não tenha causado maiores catástrofes por aí. Porque, por aqui, eu acabei de desperdiçar a última solução.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-716960899414268326?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/716960899414268326/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=716960899414268326' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/716960899414268326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/716960899414268326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/10/capitulo-eteno.html' title='Capítulo eterno'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-5527422942970033768</id><published>2009-09-23T05:14:00.004+02:00</published><updated>2009-09-23T05:19:17.716+02:00</updated><title type='text'>Falta</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas lhe lembrava sempre o destino dos amores contrariados."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gabriel Garcia Márquez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou com falta crônica de poesia na minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-5527422942970033768?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/5527422942970033768/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=5527422942970033768' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5527422942970033768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5527422942970033768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/09/falta.html' title='Falta'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-1912788941191476579</id><published>2009-09-10T05:48:00.004+02:00</published><updated>2009-09-10T06:09:01.894+02:00</updated><title type='text'>O Saul também</title><content type='html'>O Saul Galvão morreu. &lt;br /&gt;Agora são dois ídolos que se vão no mesmo ano. &lt;br /&gt;Fecho os olhos e lembro das boas-vindas quando cheguei ao mundo do jornalismo gastronômico, do único e mais belo elogio gratuito que ganhei em toda a minha vida profissional, dos e-mails ajudando minhas matérias, dos palavrões, do sorriso amplo, sempre, da convicção que inglês é língua de bárbaros, mademoiselle!, e do último abraço. E, em silêncio, agradeço a oportunidade de ter dividido a redação com esse jornalista de verdade, um dos pouquíssimos que conheci capaz de guardar a generosidade simples de quem está sempre aprendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve, cavalheiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-1912788941191476579?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/1912788941191476579/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=1912788941191476579' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1912788941191476579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1912788941191476579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/09/o-saul-tambem.html' title='O Saul também'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7703782722464080850</id><published>2009-09-07T02:51:00.008+02:00</published><updated>2009-09-07T03:40:07.286+02:00</updated><title type='text'>Sobre Oscar Wilde</title><content type='html'>Outro dia uma amiga escreveu um blog sobre as coisas que ela queria fazer até os 30 anos. Achei bonito, três frases de coisas simples e diretas. As pessoas que eu conheço agora estão assim, com planos, casar, comprar apartamento, ter filhos. Firma reconhecida e data estabelecida. Eu não consigo nem decidir se o meu tapete fica melhor de deitado ou de comprido e o povo já tá pensando na mobília permanente da casa. Mas fiquei realmente me sentindo mal quando do outro lado do telefone ele me disse que eu só sou dúvidas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então lembrei de um amigo falando que a maioria das pessoas que eu conheço segue o caminho óbvio da vida, em um caminho de certezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensei também naquela frase do Oscar Wilde, quando ele diz que não é jovem o suficiente para saber tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembrei que uma vez eu já tive planos e certezas e que, no fim, acabei bem infeliz. E foi daí em diante que eu comecei a comprar prateleiras desmontáveis para que elas me acompanhassem para onde eu fosse - e não o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja por isso que eu gosto tanto de bolsas e sapatos. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Because these boots are made for walking&lt;/span&gt;. E enquanto elas andam, eu prefiro não fazer planos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7703782722464080850?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7703782722464080850/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7703782722464080850' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7703782722464080850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7703782722464080850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/09/sobre-oscar-wilde.html' title='Sobre Oscar Wilde'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-5800464658044542477</id><published>2009-08-30T04:22:00.006+02:00</published><updated>2009-08-31T02:36:36.045+02:00</updated><title type='text'>Quem sou eu e por que escolhi jornalismo como profissão</title><content type='html'>Hoje de manhã eu fui trabalhar. Cedinho, sábado lindo de sol, luz filtrada pelas árvores, cheiro de folhas secas, fim de inverno. E aí eu peguei meu bloquinho, minha caneta e não me escondi atrás dele nem do nome do lugar onde eu estou trabalhando. Abri bem os olhos, conversei com pessoas, anotei aspas, entendi um pouco mais da vida, do mundo, das pessoas ao meu redor. Sorri e, quando vi, a tarde caiu. Então, epifania, plof!, no meio do céu azul. É que, para mim, trabalhar é igual estar apaixonada: só vale à pena quando eu aprendo e me torno uma pessoa melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que era isso que eu escrevia nas seleções de trainee quando me formei. Nunca passei. Pois é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-5800464658044542477?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/5800464658044542477/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=5800464658044542477' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5800464658044542477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5800464658044542477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/08/quem-sou-eu-e-por-que-escolhi.html' title='Quem sou eu e por que escolhi jornalismo como profissão'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-2883449372323550871</id><published>2009-08-13T05:52:00.007+02:00</published><updated>2009-08-13T17:23:20.058+02:00</updated><title type='text'>Angeli em crise</title><content type='html'>De três em três anos as pessoas mudam. Segundo uma teoria toda minha. &lt;br /&gt;Um pouco antes dos 25 anos deixei de ser louca por açúcar e fiquei doida por salgados. Troquei a paixão pelas calças para experimentar as mini-saias. Deixei a timidez para não ter medo de nada. Agora, um pouco antes dos 28, decidi que pimenta não é só uma coisa que arde, mas tem um gosto bem bom. Só quero usar saia que arraste no chão. E tô querendo investir em um Relacionamento Sério e Estável.&lt;br /&gt;Senão for isso, é a crise dos 30 adiantada. Só pode.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-2883449372323550871?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/2883449372323550871/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=2883449372323550871' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2883449372323550871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2883449372323550871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/08/angeli-em-crise.html' title='Angeli em crise'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6192040480977495152</id><published>2009-08-04T05:19:00.007+02:00</published><updated>2009-08-23T17:37:21.132+02:00</updated><title type='text'>Cadernos de viagem - França</title><content type='html'>Então eu fui buscar certezas. Procurar as lembranças, ver se elas eram reais ou apenas coisas mais ou menos adocicadas pela saudade. Tentar enxergar o lugar com exatidão e decidir. Mas aí, quando o avião desceu naquele aeroporto tão conhecido eu esqueci tudo. A língua estrangeira saiu primeiro aos engasgos e depois fácil, simples, minha. As placas indicando périphérique e centre ville pareciam simplesmente me levar para casa. E no banco ao lado, dirigindo um pouco tenso e muito cansado, alguém que me recebia como se estivéssemos sempre juntos. Depois veio o gosto de chá, brioche e geléia, o sol límpido e a cidade mais bonita do mundo me cumprimentando com um sorriso mudo, como se eu nunca a tivesse abandonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois veio muito sol, a torre linda linda linda, uma pane no carro e uma noite no meio do interior profundo da França. Muita tensão, um casamento de noiva serena e noivo doente, primos caindo na piscina e tios felizes se acabando na pista. Longos almoços com 3.500 pratos, muita cerimônia prá comer, cansaço, brigas e água azul azur, praia de pedrinhas que fazem um mal danado para os pés. Família, família, risadas e medos, como é que a gente vai fazer para não ser infeliz assim? Ameixas, abóboras, tomates, foie gras e um lago calmo numa cidade que não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também teve amigos que me ajudaram a ver as coisas como elas poderiam ser, mudar as lembranças e dar novos sentidos para as praças, os cafés, as ladeiras de paralelepípedo. Miró, sempre ali jogando vermelho na minha vida, mudando as coisas, mostrando sóis que nascem sorrindo. Fogos de artifício para iluminar as noites, chuva de granizo, ai!, um parque no bout du chemin e uma rua que nunca dorme, hey, mademoiselle! E aí eu fui feliz de não me aguentar e infeliz o suficiente para atravessar a Champs Elysées em prantos, soluçando alto de tristeza de estar triste em Paris. Mas é que a vida é feita de coisas reais, né, sua tonta, simplinha mesmo, e segue assim de qualquer jeito, como se ela fosse uma coisa qualquer, mesmo nos cenários de filme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de certeza mesmo, só aquele olhar, um abraço bom de não se sentir sozinha nunca mais, um desamparo tão igual ao meu e um pavor de se jogar, e se der errado, tudo de novo? E de exatidão, nada nada, além dessa sensação boa de conforto, como se eu nunca tivesse deixado aquele calor de tarde comprida, vento morno e mãos dadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6192040480977495152?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6192040480977495152/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6192040480977495152' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6192040480977495152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6192040480977495152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/08/cadernos-de-viagem-verao.html' title='Cadernos de viagem - França'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6615610358548546253</id><published>2009-06-26T20:06:00.001+02:00</published><updated>2009-06-26T20:07:29.851+02:00</updated><title type='text'>Michael Jackson morreu</title><content type='html'>Para mim, é o fim de uma era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6615610358548546253?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6615610358548546253/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6615610358548546253' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6615610358548546253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6615610358548546253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/06/michael-jackson-morreu.html' title='Michael Jackson morreu'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-1016614289020376385</id><published>2009-06-18T03:47:00.002+02:00</published><updated>2009-06-18T03:54:32.906+02:00</updated><title type='text'>Greve</title><content type='html'>Tem gente que pensa mesmo que vive em maio de 68. Mas fazer greve por isso é uma atitute estúpida, além de anacrônica.&lt;br /&gt;Sobre porque essa greve da USP é a força de poucos sobre o direito de muitos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://stoa.usp.br/catiapietros/weblog/51818.html"&gt;http://stoa.usp.br/catiapietros/weblog/51818.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que cada vez mais eu dou valor aos intelectuais práticos e limpinhos da FEA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-1016614289020376385?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/1016614289020376385/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=1016614289020376385' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1016614289020376385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1016614289020376385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/06/greve.html' title='Greve'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-1283213182747955473</id><published>2009-06-14T11:21:00.002+02:00</published><updated>2009-06-14T11:25:28.469+02:00</updated><title type='text'>Aula inaugural</title><content type='html'>É verdade que na Ilíada não havia tantos heróis como na guerra do Paraguai...&lt;br /&gt;Mas eram bem falantes&lt;br /&gt;E todos os seus gestos eram ritmados como num balé&lt;br /&gt;Pela cadência dos metros homéricos.&lt;br /&gt;Fora do ritmo, só há danação.&lt;br /&gt;Fora da poesia não há salvação.&lt;br /&gt;A poesia é dança e a dança é alegria.&lt;br /&gt;Dança, pois, teu desespero, dança.&lt;br /&gt;Tua miséria, teus arrebatamentos,&lt;br /&gt;Teus júbilos&lt;br /&gt;E,&lt;br /&gt;Mesmo que temas imensamente a Deus,&lt;br /&gt;Dança como David diante da Arca da Aliança;&lt;br /&gt;Mesmo que temas imensamente a morte,&lt;br /&gt;Dança diante da tua cova.&lt;br /&gt;Tece coroas de rimas...&lt;br /&gt;Enquanto o poema não termina&lt;br /&gt;A rima é como uma esperança&lt;br /&gt;Que eternamente se renova.&lt;br /&gt;A canção, a simples canção, é uma luz dentro da noite.&lt;br /&gt;(Sabem todas as almas perdidas...)&lt;br /&gt;O solene canto é um archote nas trevas.&lt;br /&gt;(Sabem todas as almas perdidas...)&lt;br /&gt;Dança, encantado dominador de monstros,&lt;br /&gt;Tirano das esfinges,&lt;br /&gt;Dança, Poeta,&lt;br /&gt;E sob o aéreo, o implacável, o irresistível ritmo de teus pés,&lt;br /&gt;Deixa rugir o Caos atônito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mário Quintana&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-1283213182747955473?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/1283213182747955473/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=1283213182747955473' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1283213182747955473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1283213182747955473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/06/aula-inaugural.html' title='Aula inaugural'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6218565116053266524</id><published>2009-05-29T19:59:00.004+02:00</published><updated>2009-05-29T20:10:48.085+02:00</updated><title type='text'>Orgulho</title><content type='html'>Não sou muito de ficar misturando vida pessoal e profissional. Prá mim, blog é coisa da Rita e trabalho é coisa de Rita Loiola. Mas, outro dia, participei de algo que deixou essas duas partes de mim bem feliz. É a revista do Itaú Cultural, que foi toda dedicada ao tema "Língua". A publicação é impressionantemente boa e, ainda por cima, a matéria desta que vos escreve ganhou também a assinatura do João Wainer, ói!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O link:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2720&amp;cd_materia=957"&gt;Uma visita à Torre de Babel&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6218565116053266524?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6218565116053266524/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6218565116053266524' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6218565116053266524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6218565116053266524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/05/orgulho.html' title='Orgulho'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7212158529835403689</id><published>2009-05-15T03:56:00.015+02:00</published><updated>2009-05-17T00:51:58.774+02:00</updated><title type='text'>Steady, as she goes</title><content type='html'>É quase sempre assim: quando a vida está meio chateada comigo, eu, que ando muito de ônibus, coloco os fones no ouvido e subo o volume de algum cd que me lembre coisas de boas. Mas às vezes as coisas estão tão chateadas que eu deixo no random mesmo, sabe como é, eu creio na sabedoria oculta da música aleatória. E aí, hoje, entre uma reunião e outra, um Lapa 856R e um Pinheiros, tocam uns acordes que me fazem voltar três anos. Olho o nome, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mondo 77, Festa do Fliper&lt;/span&gt;. Tinha esquecido esse setlist por aí em algum lugar... mas antes que eu sorrisse em silêncio e lembrasse que eu era mesmo muito boa no pinball, começa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;As Curvas da Estrada de Santos&lt;/span&gt;, que antes de vir parar no meu ipod se contorcia no rádio-com-síndrome-de-batedeira para animar as reuniões no 51 depois do meu curso de vinhos, e me fazia sempre voltar escoltada prá casa, ai ai ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então fechei os olhos e suspirei por essa época em que fui feliz com plena consciência. O emprego até que estava bem legal, aquele semestre do curso de letras era só Manuel Bandeira e literatura francesa, eu podia pagar um apartamento com quadros na parede num bairro bacana, tinha encontrado o homem da minha vida, estava loucamente apaixonada e tinha esperanças. E tinha também as baladas de São Paulo, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Strychniiiiine!!! &lt;/span&gt;deixei para sempre Curitiba e cultivei amigos, amigas, o Milo, o Ibotirama, o CB, risotos em casa e macarronadas com molho de tomate fresco. Tinha aquelas pessoas que eu sempre quis conhecer e que de repente começam a me contar coisas aleatórias, como sobre a última edição do livro Guimarães Rosa ou o nome de uma banda nova: &lt;br /&gt;- Hein? (gritando, no meio da pista de dança) Raconteurs? &lt;br /&gt;- Éééé, steady as she goes, pápárápápá!! &lt;br /&gt;Uma sensação boa de estar no lugar certo, na hora certa, com as dúvidas em banho-maria para aproveitar a vida porque os 25 anos passam rápido. E tinha as festas do fliper, onde sempre alguma coisa acontecia e eu morria pelo DJ. Pois é. Abaixa a luz e sobe o som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas passou. E nem tão rápido assim. Começou com a tragédia do fim dos tempos, quem viveu, viu, e aí a vontade de sair correndo foi mais forte e, bota forte nisso, fui parar na França. E, três anos depois, tantas coisas foram e voltaram, não existe mais festa no fliperama, os amigos mudaram, casaram, compraram apartamento, trocaram de cidade, de país, outros não fazem mais sentido e eu, principalmente, não sou mais a mesma. Mas aquelas questões que atormentam a vida são quase iguais, no mesmo lugar, em frente à mesma noite num andar baixo em meio aos prédios. E aí eu penso que basta o mundo girar um pouco, um milímetro que seja para tudo se encaixar em perfeição de novo... &lt;span style="font-style:italic;"&gt;find yoursef a girl, and settle down, live a simple life in a quiet town... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7212158529835403689?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7212158529835403689/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7212158529835403689' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7212158529835403689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7212158529835403689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/05/steady-as-she-goes.html' title='Steady, as she goes'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-1138684177439580684</id><published>2009-04-21T16:43:00.005+02:00</published><updated>2009-04-21T22:24:32.514+02:00</updated><title type='text'>Agenda</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Segunda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ver armário cozinha&lt;br /&gt;Levar documento imobiliária&lt;br /&gt;Chega estante&lt;br /&gt;Comprar: pregos, tampa para o tanque, tábua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Terça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Geladeira?)&lt;br /&gt;(Francês?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quarta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mandar texto &lt;br /&gt;Marcar entrevista&lt;br /&gt;E-mail USP&lt;br /&gt;(Francês?)&lt;br /&gt;Montador mesa, guarda-roupa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quinta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(ver cds?)&lt;br /&gt;(lavar tapete?)&lt;br /&gt;Comprar: Coração, cabeça, estômago; Amor de perdição&lt;br /&gt;(aliás, vender livros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sexta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chega armário (marcar montagem)&lt;br /&gt;Prateleiras, quadros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sexta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pagar condomííínio!&lt;br /&gt;(francês?)&lt;br /&gt;Capacho, cds (!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-1138684177439580684?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/1138684177439580684/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=1138684177439580684' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1138684177439580684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1138684177439580684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/04/agenda.html' title='Agenda'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7622029814748853958</id><published>2009-03-18T03:46:00.013+01:00</published><updated>2009-03-24T17:23:15.639+01:00</updated><title type='text'>Trilha sonora para fins de tarde com sol</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Mais um capítulo das Historinhas"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, você vai ser sempre assim: um fim de tarde com sol. Atrás da igreja na colina as luzes se apagam num céu amarelo-vermelho-azul sobre o rio calmo, impetuoso, torrente. Na ponte, passos rápidos, uns acordes de sorriso, caminhando, caminhando. E é tão bom, aquele silêncio falante por trás da franja que se esparrama com o vento. Tão tranquilo, flores desabrochadas em cor-de-rosa, calor de aconchego. Para mim, você vai ser sempre tudo isso, como uma música escolhida entre muitas guardadas em um cd com o título escrito à mão. Aquela que vem de surpresa no meio de canções rápidas, gravadas com pressa – mas nem tanto, porque veio com a intenção declarada de seduzir. E as estrofes gritam de contentamento no quarto, nas aulas de francês bem cedinho, na tarde preguiçosa, no caminho para a casa. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;World can be a very big place, so be yourself, don’t get out of place&lt;/span&gt;, quando eu estava sozinha em outro mundo, lembrando como é bom ser feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre assim, paciência ao atender o telefone em uma noite clara quando do outro lado pulam dúvidas, indecisões, perguntas sem respostas. Uma negação veemente e sorridente se a companhia para jantar afirmar absurdos pueris, jogar agressões gratuitas por cima dos pratos. Tranquilidade ao esperar no carro com uma graça, abrir a porta e amparar o desconforto com música. Uma presença inesperada e companheira nas noites de alucinação, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;then you smiled, he got wild&lt;/span&gt;, copos e risadas altas, seguida por longos hiatos que não fazem mal, nem assustam com o ritmo. Alguém que guarda correntinhas quebradas em envelopes, conta longas histórias, cultiva manjericão, separa as roupas por cor e tem 15 ex-mulheres cobrindo o medo de ficar sozinho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para mim, já está decidido, você vai ser sempre mais bonito à luz do dia que no escuro da noite, melhor quando desvia os olhos constrangido por um elogio do que quando banca o devorador entre luzes piscantes. Uma pessoa que tem gatos dormindo em cima da lava-roupa, copos de vidro marrom para o café, relógios desligados, panos coloridos pelas paredes, jardim com grama e vizinhos que escutam Marisa Monte no domingo. Para mim, você é Pinheiros e não Consolação, Kinks em vez de Bloc Party, discos de vinil no lugar de iPod, almoço e não jantar. Noites infinitas seguidas de fins de tarde com sol, promessas de amor não cumpridas,&lt;span style="font-style:italic;"&gt; a place that you finally discovered that you love it here&lt;/span&gt; e que desaparece em ausências no minuto seguinte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7622029814748853958?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7622029814748853958/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7622029814748853958' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7622029814748853958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7622029814748853958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/03/trilha-sonora-para-fins-de-tarde-de-sol.html' title='Trilha sonora para fins de tarde com sol'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7419357660890818635</id><published>2009-02-14T15:52:00.007+01:00</published><updated>2009-02-14T16:09:57.120+01:00</updated><title type='text'>Enero en la playa</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Y tu piel es blanca como esta mañana de enero demasiado hermosa como para ir a trabajar. Sin pestañear hablamos con el jefe un cuento chino y, como niños, nos volvemos a acostar. Se supone que debía ser fácil ¿Tienes frío? Pero a veces lo hago un poco difícil. Perdón. Suerte que tú ríes y no te enfadas porque eres más lista y menos egoísta que yo ¿Todavía tienes frío? Bueno, cierra los ojos un minuto que te llevo a un lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina una calita, yo te sirvo una clara. Es verano y luce el sol, es la costa catalana. Estamos tranquilos, como anestesiados. Después del gazpacho nos quedamos dormidos mirando el Tour de Francia en la típica etapa donde Lance gana imponiéndose al sprint con un segundo de ventaja en el último suspiro colgándose a sus hombros el maillot amarillo. De nuevo al chiringuito, un bañito, un helado de pistacho y un partido al futbolín. Lanzamos unos frisbis, jugamos a las cartas y acabamos cenando sardinas y ensalada. Bebemos, dorados. Hablamos, callados. La luna, la sal, tus labios mojados. Me entra la sed y pido una copa y España se queda en cuartos en la Eurocopa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero nos da igual, hoy ganaremos el Mundial. Subimos a casa. El tiempo se para, el aire no corre. Mosquitos volando y grillos cantando y tú a mi lado muriendo de sueño. Cansada, contenta, me pides un cuento y yo te lo cuento, más bien me lo invento. Te explico que un niño cruzó el universo montado en un burro con alas de plata buscando una estrella llamada Renata que bailaba salsa con un asteroide llamado Julián Rodríguez de Malta. Malvado, engreído, traidor y forajido. Conocido bandido en la vía láctea por vender estrellas independientes a multinacionales semiespaciales. Y te duermes…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivan las noches. El sol, la sal en tus labios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al principio, como siempre, dormimos abrazados y cuando ya suspiras me retiro a mi espacio. Me gusta dormir solo a tu lado de la cama, de esta cama ahora repleta de mantas en esta mañana fría, fría, fría, congelada, congelada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/factodelafeylasfloresazules"&gt;Facto Delafé y Las Flores Azules&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto mais bonito dos últimos tempos. Direto de uma manhã nublada para lembrar manhãs de sol claro, luz entre as cortinas, sorrisos ao anoitecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7419357660890818635?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7419357660890818635/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7419357660890818635' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7419357660890818635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7419357660890818635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/02/enero-en-la-playa.html' title='Enero en la playa'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-1980662784838584185</id><published>2009-02-08T22:23:00.005+01:00</published><updated>2009-02-08T23:13:25.768+01:00</updated><title type='text'>Sobre cartas</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cartas de antes do noivado...&lt;br /&gt;Cartas de amor que começa,&lt;br /&gt;Inquieto, maravilhado,&lt;br /&gt;E sem saber o que peça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também sou feita assim, de palavras rabiscadas. De frases escritas e cortadas, de medos, certezas e perguntas sem respostas. Os papéis-tela e a caneta-teclado terminando em antigas cartas de amor. Mensagens simples de saudade. Bobagens sobre o dia-a-dia. Escritas em outra língua, ensaiando conjugações e sintaxes novas, sentimentos fora de ordem nessa gramática desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o tempo corre, voa, e me embrulho em sujeitos e predicados, fios de telefone e fotos guardadas na memória. Frases grudadas nas paredes, pregadas nos olhos insones construindo um texto de você. Só para preencher o branco que vai crescendo de um lado da sua testa, uma imagem esquecida, o sorriso que fala, mas não escuto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tomo coragem, decisões, respiro fundo e escuto você falar e falar atrás de palavras frias que cortam a madrugada. Parágrafos de uma relação literária, imaterial, tristealegre, forteleve, conhecidadesconhecida. Com substantivos e verbos que atravessam invencíveis oceanos, ondas, céu de chuva, neve, dias intermináveis de trabalho, sua vida tão distante, minha vida tão instável. Sonhos e diálogos imaginados, abraços e sorrisos dizendo, falando, afirmando, cantando para me fazer dormir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nós também somos feitos assim, de palavras rabiscadas. De cartas, cartões, correio, envelopes e dúvidas. De uma distância que nunca imaginamos escrita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-1980662784838584185?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/1980662784838584185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=1980662784838584185' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1980662784838584185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1980662784838584185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/02/sobre-cartas.html' title='Sobre cartas'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7521121116301062784</id><published>2009-01-26T21:41:00.006+01:00</published><updated>2009-01-30T12:08:50.177+01:00</updated><title type='text'>Versinho para o momento presente</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Amar é mudar a alma de casa"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se for um apartamento baratim em Perdizes ou Pinheiros, tô pegando, viu, seu Mário Quintana? Mas para alugar.&lt;br /&gt;He.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7521121116301062784?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7521121116301062784/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7521121116301062784' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7521121116301062784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7521121116301062784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/01/versinho-para-o-momento-presente.html' title='Versinho para o momento presente'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7403089220053718816</id><published>2009-01-21T02:44:00.005+01:00</published><updated>2009-01-21T22:44:42.735+01:00</updated><title type='text'>Woody Allen</title><content type='html'>Reconheci quase tudo em Vicky Cristina Barcelona (não, não ia de jeito nenhum ver o filme, mas a sessão tava tão me chamando na hora certa que não resisti)... a coisa da insatisfação crônica... e o tal reconhecer que não é "gifted", saber apreciar as coisas reconhecendo que não tem talento... o Gaudí encantamento, o mar batendo nas pedras ao cair da tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai, esse personagem da Scarlett Johansson é mesmo foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que eu tava bem pensando em tomar uma decisão radical na vida. País, língua e amor. Amor, país e língua. Ai, ai, é sempre melhor deixar o verão passar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7403089220053718816?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7403089220053718816/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7403089220053718816' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7403089220053718816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7403089220053718816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/01/woody-allen.html' title='Woody Allen'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-2972210565054302426</id><published>2009-01-07T16:21:00.002+01:00</published><updated>2009-01-07T16:25:18.154+01:00</updated><title type='text'>Eba!</title><content type='html'>Do Rio de Janeiro, com chuva e sol, em teclado francês e internet roubada... meio longe do mundo, ao som de cavaquinho e com cheiro de feijoada na panela para comer a dois. E viva 2009!!! Eba!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-2972210565054302426?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/2972210565054302426/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=2972210565054302426' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2972210565054302426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2972210565054302426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2009/01/eba.html' title='Eba!'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6945956419408397818</id><published>2008-12-03T18:18:00.001+01:00</published><updated>2008-12-03T18:18:12.055+01:00</updated><title type='text'>Mais rápido</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/-L-NBmx8oFo' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/-L-NBmx8oFo'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É esse lado o problema. Negro, escuro, luzes piscando. Intenso, com sintetizadores, guitarras e risadas muito altas. Quando você chega naquele ponto onde tudo o que importa é correr sem olhar para trás, tentando pegar com as mãos um abismo de prazer. Numa pista colorida, paredes pretas, em garrafas transparentes, em canções rápidas que fazem esquecer. Sempre à noite, personagem atrás de batom vermelho, olhares dissimulados, frases que ocultam, sinuosas, bricando de esconder. Jogo de sedução, gargalhadas, amores vazios para esquecer logo após. Esse lado que lembra juventude, noites ao lado de outros, gritos, confissões trocadas em meio às taças vazias. Essa coisa forte-incontrolável que chega em ondas e devora tudo. E de manhã escorre em fios de maquiagem borrada. A inconstância, esse é o problema. A vontade de ter tudo sem querer abrir a mão e soltar o passado. Tantas sensações no mundo para serem experimentadas, porque escolher uma só? &lt;em&gt;You know, lying is the most fun a girl can have without taking her clothes off...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6945956419408397818?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6945956419408397818/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6945956419408397818' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6945956419408397818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6945956419408397818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/12/mais-rpido.html' title='Mais rápido'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6353418921219519158</id><published>2008-11-26T19:22:00.010+01:00</published><updated>2008-11-27T00:29:41.659+01:00</updated><title type='text'>Sobre sonhos</title><content type='html'>Tem dias assim, em que tudo funciona. O cabelo acorda bom, você recebe propostas de trabalho milionárias (tá, tá, de milão, vai, quase igual), a fonte difícil resolve ser simpática, a internet fica rápida, o sol enfim dá as caras, seus amigos de Santa Catarina avisam que estão bem, aquele pensamento naquela pessoa fica mais quietinho no fundo da memória, e aquela outra que você quer que apareça liga no fim da tarde... tudo meio que nem Sunday Morning, &lt;em&gt;there's always someone around you who will call&lt;/em&gt;, e ainda é plena quarta-feira (apesar de quarta-feira ser de longe meu dia preferido da semana)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem dias assim, em que tudo funciona. E é possível acreditar que não é preciso lutar pelos sonhos. Eles vão acontecendo, de mansinho, sorrindo luz atrás da quina da parede. Sem precisar batalhar a vida, aquele esforço, ui, para conseguir os objetivos porque, convenhamos, esse negócio de ter metas é coisa de banco. E aí penso que aquela voz que me dizia que era possível virou um conceito, um incentivo que me faz andar para frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem dias assim, em que tudo funciona. A vida é bela, a felicidade até existe, e vai, quem sabe o amor seja lindo, the many splendored thing, tá, tá. Tem dias em que a saudade diminui, o sono também, o tempero fica certinho, o dinheiro cai na conta, dá vontade de fazer uma tatuagem de flor e coração no braço e a vida é escrita no presente. Tem dias em que tenho certeza de que um dia chego lá sem precisar de tantos machucados pelo caminho. Tem dias assim, de felicidade bobinha, em que tudo, e até meus sonhos, funciona...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6353418921219519158?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6353418921219519158/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6353418921219519158' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6353418921219519158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6353418921219519158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/11/sobre-sonhos.html' title='Sobre sonhos'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6793134983708713219</id><published>2008-11-10T04:11:00.001+01:00</published><updated>2008-11-10T04:11:14.304+01:00</updated><title type='text'>I need a fix...</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/12RMl3ET8_M' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/12RMl3ET8_M'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E está oficialmente aberta a segunda temporada de shows do ano.&lt;br /&gt;É, há coisas que não mudam mesmo com a idade...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6793134983708713219?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6793134983708713219/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6793134983708713219' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6793134983708713219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6793134983708713219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/11/i-need-fix.html' title='I need a fix...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-4915801975192375553</id><published>2008-11-03T17:52:00.006+01:00</published><updated>2008-11-10T04:46:43.167+01:00</updated><title type='text'>Letter to Memphis</title><content type='html'>Todo em pedaços. Você me aparece assim, espreitando em uma esquina, caminhando apressado, dando risada enquanto atravessa a rua.  Às vezes, seu olhar está em alguém na calçada ou a nuca se vira descendo as escadas do ônibus. Outras, é o som da voz, que aparece de repente. Frases sem rosto, olhos que não combinam com a boca e o nariz, meio apagados pelo tempo. Todo quebrado, não consigo te resconstituir na minha memória, cacos descompostos. Uma jaqueta muito feia, uns ombros magros, que combinam tanto com você mas não batem com a idéia que quero guardar. Os óculos que vejo presos no nariz de outras pessoas e me pergunto se eu realmente desgosto-gosto disso tudo. Do conjunto ou dos pedaços? E junto aos joelhos finos e à barba escura suas palavras incompreensíveis que esbarram em mim e eu pego nas mãos, acaricio e não sei se guardo para mim ou coloco em cima da mesa para para depois. Não sei se merecem outras palavras em resposta ou se ganham o silêncio. O silêncio, talvez, já que falam de confianças, planos futuros, de coisas bonitas, enfim, essas coisas de amor. Essas coisas distantes, um eco no telefone, uma língua nova, estrangeira. Traduzir assim é tão difícil, mon amour, com essas fatias de você andando por todo o lado, se misturando a pedaços de outros, aos sentimentos difusos, a dissimulações e medos e certezas perdidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tristeza assim, quando tenho certeza que não, uma alegria assim assim, quando digo que pode ser, talvez. Uma vontade de esmagar os pedaços todos e construir tudo de novo em outro molde, mais arrebatador e violento, com um barro de vermelho intenso. Mas quando, de repente, os fragmentos se unem em uma imagem clara na lembrança eu quero tanto dizer sim. Sim cor verde de menta, cor-de-rosa de tijolos, rio azul com sol e sorvete. Aceito as frases que tentam passar barreiras, obstáculos, pedras calcadas em medos escuros. &lt;em&gt;Trying to get to you, how I tried to get you...&lt;/em&gt; Mas, tão rápido, tudo se embaça enevoado, quebra-cabeça de tempos passados presentes futuros, e reconheço seu gesto fumando devagar um cigarro enquanto espera alguém na porta. E eu fecho os olhos para apagar essa coisa salgada, que parece tanto com saudade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-4915801975192375553?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/4915801975192375553/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=4915801975192375553' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4915801975192375553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4915801975192375553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/11/quebra-cabea.html' title='Letter to Memphis'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-2287624744548188898</id><published>2008-10-14T19:12:00.003+02:00</published><updated>2008-10-14T19:18:28.294+02:00</updated><title type='text'>No hay...</title><content type='html'>Foi assim, sem querer. Algo que a trouxe de volta, uma música guardada no fundo da memória, um lugar negro com pessoas rodopiando, rodopiando, rodopiando... E depois, encostada na parede, lembrou com um aperto no coração. Dos sonhos de um dia quem sabe, da vontade de ser assim, quase assim, essa liberdade infinita de fazer o que quiser. Essa vontade louca de correr atrás dos sonhos, aqueles malditos sonhos que não são impossíveis. Um suspiro, essa música na cabeça. E depois tudo virou lágrimas. No meio da noite, as imagens que se repetem enevoadas, quando menos espera, no meio do sono pesado. Ela acordou e chorou muito lembrando. Aqueles malditos sonhos que não são impossíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lembrança, uma foto em movimento com passos indo para frente, sempre para a frente, encontrando outros passos, virando chão, céu, mar, águas violentas para afogar-despertar sentimentos. Um contínuo cada vez mais longe, quilômetros de abismos impossíveis. Passos antes de tomarem forma, gosto, cor, sangue, música. Um sentimento quente nos olhos ao rever o lugar onde os malditos sonhos pareciam possíveis, sem essa fome, sem essa falta. Vida devagar, sem lembranças, tábula rasa, começa tudo de novo, bate o branco, 1,2,3, &lt;em&gt;on y va&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossíveis, não-possíveis, repetidos à noite quando ela não quer. Quando bateu uma porta, apertou o botão do elevador, subiu as escadas num dia de sol sem olhar para trás, nunca mais, nunca mais. Malditos sonhos para lembrar que um dia foram possíveis impossíveis verdadeiros frágeis coloridos vidro sem forma. Fios salgados escorrendo dos olhos enquanto faz uma pausa entre todas as dúvidas e indecisões do que vai ser quando crescer. Ele está lá, igual, vidro verde, brilhando no fundo, impossível, caminhando, caminhando, sempre para frente, para longe. Cada vez mais bonito, límpido, claro, buscando seus sonhos possíveis.  Como é que faz mesmo? Como é que acredita? Como é o conforto de ter certezas? Em que língua? Quem segura a mão dela agora nesse mundo deserto cheio de possibilidades? Com todas essas referências insuportáveis, essa música. Malditos sonhos que não são impossíveis e aparecem assim, entre lágrimas de sem querer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-2287624744548188898?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/2287624744548188898/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=2287624744548188898' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2287624744548188898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2287624744548188898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/10/no-hay.html' title='No hay...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-30093460056063731</id><published>2008-09-16T21:52:00.003+02:00</published><updated>2008-09-16T22:02:16.768+02:00</updated><title type='text'>Sobre faltas</title><content type='html'>Porque a França começa a fazer falta. Estranho... Principalmente hoje. Um sentimento tão... tão São Paulo que eu não sei nem o que fazer com ele. E quando não sei o que fazer com as coisas, Caio Fernando Abreu. Sobre Paris, sobre uns sentimentos meio solitários que eu tive bem assim, que nem os viajantes têm e depois esquecem porque sim, a França é tudo, mas não o tempo todo, não quando chove, faz frio e tudo o que você queria era casa e abraço. Sobre a Notre Dame que ficava pertinho da minha casa-temporada em Paris, sobre Camille Claudel, sobre o passeio com referências no quai do Sena que não fiz, mas farei quando voltar. Logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;toda vez que chego a paris tenho um ritual particular. depois de dormir algumas horas, dou uma espanada no rodenirterceiromundista e vou até notre-dame. acendo vela, rezo, fico olhando a catedral imensa no coração do ocidente. sempre penso em joana d’arc, heroína dos meus remotos 12 anos; no caminho de santiago de compostela, do qual notre-dame é o ponto de partida — e em minha mãe, professora de história que, entre tantas coisas mais, me ensinou essa paixão pelo mundo e pelo tempo. sempre acontecem coisas quando vou a notre-dame. certa vez, encontrei um conhecido de porto alegre que não via pelo menos há 20 anos. outra, chegando de uma temporada penosa numa londres congelada e aterrorizada por bombas do IRA, na época da guerra do golfo, tropecei numa greve de fome de curdos no jardim em frente. na mais bonita dessas vezes, eu estava tristíssimo. há meses não havia sol, ninguém mandava notícias de lugar algum, o dinheiro estava no fim, pessoas que eu considerava amigas tinham sido cruéis e desonestas. pior que tudo, rondava um sentimento de desorientação. aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis, e você pode então ir tanto para botucatu quanto para java, budapeste ou maputo — nada interessa. viajante sofre muito: é o preço que se paga por querer ver “como um danado”, feito Pessoa. eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. sabia só que doía, doía. sem remédio. enrolado num capotão da segunda guerra, naquela tarde em notre-dame rezei, acendi vela, pensei coisas do passado, da fantasia e memória, depois saí a caminhar. parei numa vitrina cheia de obras do conde saint-germain, me perdi pelos bulevares da ile de la cité. então sentei num banco do quai de bourbon, de costas para o sena, acendi um cigarro e olhei para a casa em frente, no outro lado da rua. na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “iI y a toujours quelque chose d’absent qui me tourmente” (existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por camille claudel a rodín, em 1886. daquela casa, dizia a placa, camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. perdida de amor, de talento e de loucura. fazia frio, garoava fino sobre o sena, daquelas garoas tão finas que mal chegam a molhar um cigarro. copiei a frase numa agenda. e seja lá o que possa significar “ficar bem” dentro desse desconforto inseparável da condição, naquele momento justo e breve — fiquei bem. tomei um calvados, entrei numa galeria para ver os desenhos de egon schiele enquanto a frase de camille assentava aos poucos na cabeça. que algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. sentir sede, faz parte. e atormenta. como a vida é tecelã imprevisível, e ponto dado aqui vezenquando só vai ser arrematado lá na frente, três anos depois fui parar em saint-nazaire, cidadezinha no estuário do rio loire, fronteira sul da bretanha. lá, escrevi uma novela chamada bem longe de marienbad, homenagem mais à canção de barbara que ao filme de resnais. uma tarde saí a caminhar procurando na mente uma epígrafe para o texto. por “acaso”, fui dar na frente de um centro cultural chamado (oh!) camille claudel. lembrei da agenda antiga, fui remexer papéis. e lá estava aquela frase que eu nem lembrava mais e era, sim, a epígrafe e síntese (quem sabe epitáfio, um dia) não só daquele texto, mas de todos os outros que escrevi até hoje. e do que não escrevi, mas vivi e vivo e viverei. pego o metrô, vou conferir. continua lá, a placa na fachada da casa número 1 do quai de bourbon, no mesmo lugar. quando um dia você vier a paris, procure. e se não vier, para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. guarde sem dor, embora doa, e em segredo.&lt;/em&gt;[caio fernando abreu]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-30093460056063731?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/30093460056063731/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=30093460056063731' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/30093460056063731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/30093460056063731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/09/sobre-faltas.html' title='Sobre faltas'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-481090034404701316</id><published>2008-08-23T01:14:00.001+02:00</published><updated>2008-08-23T01:18:22.130+02:00</updated><title type='text'>Sao Paulo</title><content type='html'>As if it was so easy to go&lt;br /&gt;A walk to something special before &lt;br /&gt;And everything you want is to know&lt;br /&gt;How is waiting for me anymore?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem devagarinho... abro os olhos. Areia nas pálpebras, som, fumaça, poeira. Céu embaçado,  abafado, ônibus, cobrador fazendo cachecol amarelo de tricô enquando os passageiros atravessam a catraca. Am I not always be wanting this? ... Avenida Paulista, Augusta, Bela Cintra, um aperto no coração ao pisar nesse concreto claro, frio, tão conhecido. Tão meu. Consolação, passa-rápido, café, pão de queijo e viva a lanchonete da Letras. A USP sempre calma, quase parando, no meio dessa pressa paulista de cara feia, das ruas entupidas de carros às 17h, aquela colcha de luzes vermelhas estáticas, piscando, na Rebouças. Mas eu gosto tanto, tanto daqueles grafites no túnel da Consolação, dessa cidade que toca rock’n’roll no meio do alarido, desse som que respira fumaça, fuligem, esperança, infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí na passagem São Paulo-Curitiba veio de brinde o terrível sono, os tombos no abismo quando durmo no ônibus, a vontade de comer bem, de fazer entrevistas, escrever, trabalhar, ler todos os livros do mundo, inventar títulos e legendas, ouvir gritos na hora do fechamento, sentir orgulho por alguma coisa que fiz. São Paulo, São Paulo, São Paulo, convites para jantar, amores ligeiros,  superficiais, ironias, risadas, noites mal-dormidas, tensão, tudo agora ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de repente, os sonhos parecem possíveis e o medo troca de lugar com uma confiança aprendendo a confiar. Um futuro em branco, prestes a ser escrito. E daqui do alto desse 16º andar que me recebeu tão bem que eu tenho vontade de gritar até que minha alegria falante sossegue em paz , fico achando que é assim mesmo, no meio dessa bagunça toda, que dá para ser feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-481090034404701316?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/481090034404701316/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=481090034404701316' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/481090034404701316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/481090034404701316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/08/sao-paulo.html' title='Sao Paulo'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-901430601443783547</id><published>2008-08-01T18:05:00.008+02:00</published><updated>2009-04-21T16:42:59.279+02:00</updated><title type='text'>Fim!</title><content type='html'>O que eu escolho, Sílvio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sábado à noite com a previsão de 12 horas de viagem Paris-Curitiba em um avião velho com as aeromoças da Varig te chacoalhando para tomar o café da manhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma viagem de dois dias para Toulouse, no sul da França, em meio a campos de girassóis, com tudo pago e estadia para dois em casa à beira do lago?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rá! Adoro overbooking.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aaand... the boys are back in town! Alguém aí tem um emprego sobrando prá oferecer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-901430601443783547?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/901430601443783547/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=901430601443783547' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/901430601443783547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/901430601443783547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/08/fim.html' title='Fim!'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7744569821764529915</id><published>2008-07-19T23:58:00.002+02:00</published><updated>2008-07-20T00:08:02.993+02:00</updated><title type='text'>Presque fini</title><content type='html'>Falta uma semana pro fim da férias... mas eu não vou pensar nisso agora, ok?&lt;br /&gt;Amanhã tem piquenique, depois cinema em la Vilette, Madalosso parisiense, compras e tal e coisa...&lt;br /&gt;É.&lt;br /&gt;Vambora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7744569821764529915?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7744569821764529915/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7744569821764529915' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7744569821764529915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7744569821764529915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/07/presque-fini.html' title='Presque fini'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-3722834050271735999</id><published>2008-06-29T19:19:00.007+02:00</published><updated>2008-07-05T14:36:07.495+02:00</updated><title type='text'>Paris</title><content type='html'>As coisas acontecem tão rápido que não dá tempo. Na última vez estava em primavera, flores, sorrisos, Lyon. Agora o verão chegou com gargalhadas, companhia, sol, cores fortes, saia, cansaço e vinho rosé aberto no supermercado. Medos, dúvidas e inseguranças aliviados com Amy Winehouse atravessando a ponte, amigas novas e conversas boas de descobrir a vida. Fête de la Musique a noite inteira, lyonnais engraçados, máscaras de monstros, yakuza com bebida verde, batuque em associação de negão, suco de melão com jasmim, confissões, descobertas. Depois, mudança de madrugada, 300kg de bagagem divididas em quatro braços, Paris, táxi engraçadão, sol nascendo, o Sena, a Notre Dame, a Torre Eiffel, ahhhh, a torre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensação de casa na Place Monge, malas escada à cima, corre corre corre, Sorbonne, burocracia, euros voando pela janela, vontade de gritar muito quando a vida dá certo e o sol brilha. E, de novo, um apartamento, cozinha sala banheiro e a novidade: cama grande. De brinde no aluguel, parceira nova para o róqui, tão bom quando a gente se dá bem assim com os desconhecidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, Paris no verão beibe, saia curta e pernas machucadas de bater malas para lá e para cá, soldes pela cidade toda, a biblioteca mais linda do mundo para ler livros divertidos e entrevistar autores chatos. Ray-ban old school e Montmartre com amiga tão querida e tão parecida, Stella com alguém cada vez mais longe. Sorvete de dulce de leche e manga, Virgin Radio para a trilha sonora do dia, bar com gente estranha, DJ de boné que também adora Michael Jackson, uau! parisienses gatinhos e, olha! Já consigo fazer jogos de palavras e ironias em francês, ueba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí o Domaine de Saint-Cloud se abre em fogos de artifício e um telão com Bond, James Bond, shaken not stirred, estrelas e aviões no céu limpo. Metrô de madrugada, lotado e barulhento e a certeza de que só as cidades grandes me interessam. Vontade de viver muito, namorar um parisiense doce de olhos azuis na beira do Sena, com o sol que nunca se põe, pontos de exclamação e o verão mais bonito da minha vida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-3722834050271735999?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/3722834050271735999/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=3722834050271735999' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/3722834050271735999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/3722834050271735999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/06/paris.html' title='Paris'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-8939923949329152172</id><published>2008-06-16T16:19:00.005+02:00</published><updated>2008-06-17T15:33:00.937+02:00</updated><title type='text'>Nuits sonores</title><content type='html'>Só escrevo porque não sei fazer música. Se eu soubesse, tudo seria mais fácil, e você seria um refrão simples e divertido. Eu faria uma canção com uma batida eletrônica toda sofisticada em meio a umas guitarras toscas e um baixo para falar da gente. Para dançar loucamente, para ser feliz, para ser um pouco superficial, mas nem tanto. E a letra seria em inglês, claro, e com sotaque britânico, porque sabe, existem coisas que só funcionam nessa língua. E haveria um verso em francês, tipo &lt;em&gt;Ooh la la&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Bah non, tu fais quoi ce soir?&lt;/em&gt; blablabla. Porque aí eu lembraria para sempre do seu jeito rápido de falar, todo cheio de gírias, todo piá de 20 anos, todo responsável por agora sim eu descobri que francês é uma língua tão bonita. Esse tom grave, esse sorriso limpo, essa vontade de viver tudo-agora-ao-mesmo-tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí quando as pessoas escutassem a canção elas poderiam ver vodka e suco de laranja de madrugada na beira do rio, com frio e cães de guarda nos espiando... um jeito bonito de fazer anéis de fumaça com o cigarro, uma olhar direto sob a franja castanha. E pela alternância dos maiores e menores ia aparecer alguma coisa como alguém vindo de longe para me levar para casa, um longo caminho rumo à. E depois viriam notas de risadas em silêncio, gritos abafados, sustos, descobertas, medo, lembranças de um sotaque estrangeiro forte quando alguém fala “mentira” bem devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para acabar não teria aquele &lt;em&gt;plam!&lt;/em&gt; da bateria, assim, acabou terminou. Seria mais para inesperado apesar de previsto, a letra acaba junto com a música, meio... meio mistura de Hot Chip com Gossip, meio &lt;em&gt;standing in the way of control&lt;/em&gt;. É... pensando bem, seria assim mesmo, gritado, fim de festa, intenso, cheiro de álcool e cigarro, restos de seda e vinho na sala. Sensação boa de conforto nesse mundo conhecido de gente jovem, apartamento pequeno, cama bagunçada, livros amassados, cartazes roubados, copos espalhados pela casa e adeus para nunca mais. Acordes de uma sensação esquisita quando o dia nasce. E uma agulha dizendo que é só isso, acabou, mas... enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu colocaria a música na faixa 8 do cd, aquelas que falam de amor, meio melosa, meio coisa de menina, mas, mesmo assim, gruda na cabeça porque é verdadeira e um pouco sentida. Para escutar nesses dias meio nublados quando tudo o que eu queria era um menino bonito que me faz rir. &lt;em&gt;Et c’est fini&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-8939923949329152172?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/8939923949329152172/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=8939923949329152172' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8939923949329152172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8939923949329152172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/06/nuits-sonores.html' title='Nuits sonores'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-2082812093151814342</id><published>2008-05-26T16:35:00.002+02:00</published><updated>2008-05-26T16:42:33.457+02:00</updated><title type='text'>Golpe baixo</title><content type='html'>&lt;div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;&lt;p&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param value="http://youtube.com/v/uwrq2o6Woiw" name="movie"&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://youtube.com/v/uwrq2o6Woiw" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Respira, respira, respira, nao é nada...&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-2082812093151814342?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/2082812093151814342/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=2082812093151814342' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2082812093151814342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2082812093151814342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/05/golpe-baixo.html' title='Golpe baixo'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-2278339261207174758</id><published>2008-05-23T18:11:00.005+02:00</published><updated>2008-05-26T14:20:37.707+02:00</updated><title type='text'>Café</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Ao som de Opus 23, Dustion O'Halloran&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela disse que não, nunca mais esqueceria aquela tarde. Que dessa vez tinha acabado com tudo, afogado o seu romantismo num belo lago. E com estilo, nos jardins de Versailles, porque já que é para terminar, ao menos que seja com glamour. E falou da luz meio embaçada da tarde, das árvores muito verdes, do rio espelhado, castelo, espelhos, e disse que achou tudo tão bonito que quase andava nas nuvens. Então ela olhou por cima da xícara de café e enumerou as cores, o sol dourado em todas as portas e portões, as flores. Riu e lembrou que desde pequena tinha a imagem de um jardim em labirinto na cabeça, mas não tinha percebido que era ali, onde estava pisando. Então disse devagar que andava pelas aléias e na sua cabeça tocava a trilha sonora de um filme, aquele da Maria Antonieta... mas não sabia direito porque tudo tinha que sempre parecer um filme, uma novela meio tragicômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei se a novela tinha a ver com o afogamento e ela respondeu olhando pela janela que no meio de todo esse jardim de sonhos tinha esbarrado em sei lá quem abraçado com sei lá quem outra. Pensei que provavelmente esse sei lá quem devia ser alguém importante, porque ela disse que depois a tal sensação de andar nas nuvens tornou-se vertigem. E foi falando um pouco baixo que havia coisas que se repetiam tanto e ela não entendia, mas que era assim mesmo, ultimamente ela tinha aprendido que é melhor viver so o agora, sem pensar muito no que vai vir. E disse com uma risada meio alta, depois de um gole d’água, que aproveitou para fazer um afogamento coletivo, das esperanças e do romantismo. E falou muitas coisas depois, uma noiva e fotos, um piquenique, risadas e amigas, um pouco de choro – mas não dela – remadores no canal e a cor do céu naquele dia. E foi falando, falando e fiquei lembrando dos cabelos compridos, antigamente, dos cachos e das cartas que mandava com esperanças de caminhar acompanhada pela beira do Sena, de esperar alguém na estação, das roupas coloridas, do jeito que cantava alto em uma pista de dança escura em algum lugar distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebeu mais um gole do café e disse que estava muito feliz com o assassinato do lago porque, no fim, descobriu que estava sozinha e bem feliz, de uma felicidade que tinha esquecido como era. Ficou argumentando tudo isso e eu olhava suas mãos um pouco grossas e pensava estranhamente na época em que alguém cozinhava abóbora com cal na cozinha e nós dois ficávamos olhando pela janela o dia de chuva. Com as pernas cruzadas em cima da almofada, ela inventava histórias para as gotas que escorriam no vidro, se juntavam, se separavam, se uniam a outros fios d'agua. E ela repetiu que tinha sido melhor assim, empurrar esses pensamentos para longe porque, em tanto tempo, não tinham levado a muita coisa. Falou de sinais, de cacos de garrafas pela rua, de ausências, de primavera e de pessoas com quem tomava sorvetes sabor de flor. Fiquei olhando seus olhos e alguma coisa tinha mudado, alguma coisa verde no fundo de um rio límpido. E voltei àqueles dias em que ela gravava cds de músicas que falavam de amor, do quanto gostava de Roberto Carlos e de Mário Quintana, dos e-mails que escrevia falando de jantares e vinhos, de mãos dadas, de caminhadas à noite, de solidão e de pequenas epifanias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limpou os óculos, sorrindo, e foi dizendo que era sempre muito bom me ver, mas precisava ir. Contou que ainda tinha que estudar um pouco e trabalhar um tanto porque a noite chegava muito tarde e embaralhava as horas. Disse que depois de tanta coisa estava assim, um pouco distraída e bem atrasada. Perguntei para o que estava atrasada, mas ela afastou o cabelo dos olhos e disse alguma coisa provavelmente em francês, porque não entendi a resposta. Enquanto pagava a conta, uma garoa fina começou a sujar as janelas do café. Saiu enrolada em casacos, bolsa e sacolas. Abri uma revista e, enquanto folheava, eu quase podia ver as gotas de chuva escorrendo lentamente, se juntando-separando, pelas lentes em seu rosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-2278339261207174758?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/2278339261207174758/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=2278339261207174758' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2278339261207174758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2278339261207174758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/05/um-caf-em-versailles.html' title='Café'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7034978100250090735</id><published>2008-05-02T14:45:00.003+02:00</published><updated>2008-05-02T14:57:03.318+02:00</updated><title type='text'>Cadernos de viagem - Curitiba/Lyon</title><content type='html'>Começou com um céu azul e chuva fina. Depois virou dourado e se separou em sete cores. Um arco- íris sobre o Rhône dizendo sim. E então vieram as flores miúdas de cor clarinha e esse passarinho cantando ao som de um piano bem leve enquanto o sol se põe em azul. Lyon me avisando que tinha feito a coisa certa. Se o tal do &lt;em&gt;bonheur&lt;/em&gt; existe, ele é mais ou menos esse agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque em 15 dias me assustei com as cores berrantes da Serra do Mar, tomei chuva,vi o sol, aprendi sobre a volta de Saturno, chorei com propaganda tosca da Secretaria de Turismo paulistana, o Masp, aquela língua vermelha no teto do Auditório Ibirapuera, Largo do Arouche, Anhangabaú, ah, Bela Cintra... Nó na garganta, lágrimas, tristeza infinita, casa, caos, correria, família, família, família, perceber um mundo que mudou também, enquanto fiquei distante. Etapas de outras vidas começando, alegria, alegria, alegria infinita, ah, que tensão o novo... A vida às vezes é tão enigmática que não adianta entender. E aí, encontrar pessoas que parece que vi ontem, sou a mesma, mas tudo está tão diferente, ãhn? Aquela janela era assim mesmo? O pôr do sol dessa cor? Esse olhar tão negro? E os sentimentos que sentia mudaram, as certezas foram embora, ah, que frio na barriga o novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só percebi aqui, voltando, o quanto é radical, muito radical, viu, esse negócio de morar fora. Mais ou menos uma Revolução Francesa,  queda da minha Bastilha cheia de convicções, com tudo mudando, não sobrando nada, nem meus amores inventados, nem os planos para o futuro, mudanças tão rápidas que nem eu entendi ainda. Um &lt;em&gt;étonnement&lt;/em&gt;, uma epifania atrás da outra, ploft, ploft, ploft, pilares caindo, olhos bem abertos para descobrir o que vem depois. E aí muitas coisas começam a fazer sentido, como a sensação de que não pisava na Apinagés há dez anos, em Curitiba há cinco, e essa primavera me recebendo na França dizendo que é assim mesmo que tem que ser. John, Paul, Jorge and Ringo e o Moulin Rouge cuidando de mim e velando minhas manhãs e noites de sono pesado. Pisar nas margens do Rhône e sentir os pés no chão, calor que traz olhares e sorrisos, água calma, cheiro de jasmim, vontade de cantar bem alto na chuva. &lt;em&gt;Gatekeeper seasons wait for your nod.&lt;/em&gt; Eu e minha sombrinha amarela, feliz feliz feliz, e sem ter a mínima idéia no que isso tudo vai dar. Entendendo, enfim, quando alguém falou que pode ser egoísmo querer dividir algumas sensações. Há mágicas secretas que só podem ser sentidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7034978100250090735?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7034978100250090735/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7034978100250090735' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7034978100250090735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7034978100250090735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/05/cadernos-de-viagem-curitibalyon.html' title='Cadernos de viagem - Curitiba/Lyon'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-992504164686399991</id><published>2008-04-08T16:50:00.003+02:00</published><updated>2008-04-08T17:03:21.226+02:00</updated><title type='text'>Pa'Bailar</title><content type='html'>&lt;div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;&lt;p&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param value="http://youtube.com/v/FrGFdhXilR8" name="movie"&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://youtube.com/v/FrGFdhXilR8" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E começa com uma menina de saia florida girando, girando, girando, até cair no chão. A vertigem, tontura antes de se jogar no canteiro de margaridas. E explodir em risadas, rosto vermelho. Depois os tios com um violão na varanda, a tarde cheia de música. O pai empilhando os tijolos para o churrasco no quintal: bodas de ouro dos avós. Cadeiras de lata na garagem, garrafa de tubaína, prato de papel. A família em festa, a mãe dançando muito, feliz. O tio português e suas piadas, o irmão sem alcançar o alto da mesa, uma felicidade ingênua e vermelha, terra do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continua num show de música argentina, Lyon, França. O auditório inteiro em festa, pulando em frente ao palco, feliz. Numa viagem de fim de semana pelo interior desse país, numa cidade por acaso, impressionante. Na Art Noveau escondida em prédios e copos de café, chocolates e latas de bergamotes. Andando admirada, dando risada sozinha com o humor de paredes retorcidas para alegrar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E termino dizendo que isso é só para explicar que, de repente, recuperei um contentamento gostoso de churrasco no quintal, uma alegria de irmão na ponta do pé para passar o dedo no bolo. Lá de longe resgatei uma sensação perdida há tantos anos, aquela felicidade sufocada desde que surgiu uma risada alta para compensar alegrias escondidas, quando A Grande Cidade Cinza apareceu e engoliu tudo. Desde que foi preciso se quebrar em muitas máscaras e criar uma pessoa séria e discreta para o trabalho, desconfiada e quase blasé para a noite, salto e camisa para o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais nem menos, comecei a me lembrar de alegrias passadas, cenas guardadas no cantinho da memória. De pessoas de antes que me escreviam, lembrando principalmente risadas e bom humor fácil. E entendi que essa felicidade simples tinha sido tão esquecida que quase não sobrou nada além do sarcasmo – muito mais adequado para a firma, para os perigos dessa vida adulta. Mas aí, a repartição foi embora, as pessoas ficaram longe e, de repente, posso voltar a ser só uma menina de Curitiba, meio distraída, meio bobinha, mas feliz mesmo assim. Daquelas que têm um milhão de dúvidas sem respostas, uns silêncios soturnos e um vocabulário esquisito de filha de professora de português. Que não precisa saber de tudo, nem ter sacadas geniais ou dar contribuições inteligentes para a conversa. Que não precisa provar que vale à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, ufa, voltei a ter cabelos cacheados e olhar a vida com bom humor, sem desconfiar de tudo e de todos. Esqueci em cima da mesa da garagem a preocupação com essa coisa de fazer a vida dar certo, arranjar a companhia ideal, escrever texto bom. E percebi que dá para dizer que gosto mesmo de algumas pessoas, sem que o abraço seja vazio. Para falar sozinha e rir de si mesma, fazendo bonequinhos de gelo ou cantando música década de 80 em versão escola. Dá para ser sincera e dizer que ando pensando na vida, e dá para falar muito, porque sou mesmo toda desajeitada com as palavras. Posso usar a calça descombinada da blusa, me perder em ruas todas iguais, ir para casa só para terminar o livro, esquecer a lição de casa. Ter fases de pura tristeza, cansar delas e voltar para vida, batendo a porta com violência. Dá para ser só eu mesma, a liberdade de rodar muito em frente ao show de tango qualquer coisa, vertigem, tontura, lembrança de um vestido florido girando, girando, girando. Sorriso em silêncio assistindo a uma banda que quase só eu gosto, e é assim mesmo. Fazia tanto tempo, tantos anos que não sabia mais o que era isso de ser assim, uma só. De achar que a vida é bela e a felicidade até existe. Daquelas felicidades ingênuas e vermelhas, feito bolo com tubaína, esquecido no prato para ir brincar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-992504164686399991?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/992504164686399991/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=992504164686399991' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/992504164686399991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/992504164686399991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/04/pa.html' title='Pa&amp;#39;Bailar'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-3430741547798744424</id><published>2008-03-14T17:27:00.004+01:00</published><updated>2008-04-17T02:31:09.693+02:00</updated><title type='text'>Vento</title><content type='html'>Tenho pensado tanto em você que às vezes penso que enlouqueço. Cristal fino perfurando tudo, rasgando minha vida em fases. Pedaços de você em mim, não sei mais o que é real, o que inventei, tanto tempo de ausências e silêncios. Sua voz embaraçada em meus pensamentos, o olhar interrompendo minhas certezas, os ombros me abraçando invisível. Obsessão lilás quando acordo, boa-noite em escuro ao deitar. Penso tanto mas tanto que às vezes é quase real e imagino se aí tão longe você não me escuta gritando, no meio da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Café? Por favor. E então, tudo bem? Sim, e você? Também… mas você está com uma voz estranha… tudo certo? Sim, tudo em ordem, por quê? Sei lá, esquisito. Ah, não ando dormindo muito, acho que o vento levou embora meu sono, minhas esperanças e mais tudo… mas, diga lá o que aconteceu. Então, foi assim, ele chegou e eu disse que…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E eu penso, penso tanto em você e guardo só para mim. Fico muito quieta e sorrio sozinha, quando consigo sorrir. Às vezes me entrego e lembro de noites e céus coloridos, uma noiva na porta da igreja, óculos escuros de esconder o rosto, colchões abandonados na rua, iogurte de morango, coisas bobas, tão claras, e outras que machucam um pouco que penso penso penso mais ainda nelas para ver se desisto de pensar assim tanto em você. E aí enumero todas as dores, todos os espinhos que já retirei e por mais que queira a cicatriz não dói tanto. Me apego unhas dentes e coração a todas as vezes que você teve vontade de sumir de mim, às imagens e pensamentos oferecidos para uma outra pessoa, todos os alguéns que apareceram antes e depois e você achou que era para sempre. E lembro que nunca estive nessa lista de infinitos, porque passei tão leve, pétala ao vento, e fui embora sem pedir nada. Mas uma vez você falou que gostava tanto de mim. Depois disse que o tempo dava jeito nessas fotografias pregadas na lembrança. E, no fim, acreditei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Queria dizer alguma coisa para te fazer ficar bem. Mas não sei, não sei mesmo o que te dizer. Fim de amor é uma tragédia. Só posso ficar aqui e dizer que gosto tanto de você que queria arrancar a dor com a mão. Mas o que posso fazer se não sei nem o que fazer comigo? Não tenho certeza de que essa dor passa, desconfio que no fim você sairá melhor. Não sei qual o saldo positivo, além das lembranças. Estou tão cansada, mas te estendo a mão. Sempre aqui.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E nesses dias em que você não me deixa eu faço contas e planos desesperançados. Procuro fotos escondidas, palavras, pistas, qualquer coisa, simpatia, amuleto, envio mensagens com um sopro. Caprichosa, queria que você visse meu mundo todo te esperando. Pinto ele sem graça e despedaçado para dizer que a cor sumiu depois que você foi embora. Olho de novo saias e pulseiras, me preparando para se você chegar. Lembro que gosto de você desde antes de te conhecer para até o fim dos tempos. Que faria tudo, deixaria os doces de lado, conheceria novas músicas, inventaria molhos para a salada, só por você. Peço a Deus um milagre que chegue até seus ouvidos e diga que penso tanto em você, gosto tanto de você que te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;… era o fim. Vixi. É, não dava mais, acho que acabou o amor, não sei mais quem é aquela pessoa ao meu lado. Ah. Acho que é melhor assim, cansei de não confiar, de viver sem certezas, sem dormir tranquila. Entendo... É, mas, sabe, fica um vazio, não sei bem o que fazer dos meus dias, tudo acontece tão devagar...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E depois tudo segue o mesmo ritmo. Fico muito cansada e um pouco triste, o milagre não vem. O dia amanhece em silêncio, imerso em algodão, sem chuva. Desisto. Decepcionada, visto o luto, ritual fácil. Imagino um mundo paralelo onde você nunca tenha existido, a única maneira de te desgrudar de mim. Ligo o som muito alto para não ouvir meus pensamentos e esqueço as nostalgias, mato as esperanças, desacredito das pessoas. Afio lâminas e cacos de vidro, para o caso de esbarrar em você e perceber que o tempo te deixa melhor, longe de mim. Depois do exagero, o normal. E corro muito e me engano que é a última vez. Porque, no fim, sempre choro baixinho quando abro a caixa empoeirada com seu nome escrito em letras tão fundas. Eterno, inconsolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estarei sempre aqui por você, ao seu lado, adivinhando suas dores. Queria tanto que você confiasse em mim quando lhe digo que as pessoas vão e vêm, não permanecem. E isso é uma tragédia, mas é assim. Não sei se estamos aqui para sermos felizes, também estou perdida, sem certezas. Mas, por você, e só por isso, acredito.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-3430741547798744424?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/3430741547798744424/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=3430741547798744424' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/3430741547798744424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/3430741547798744424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/03/vento.html' title='Vento'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7523203759218234589</id><published>2008-03-07T17:19:00.007+01:00</published><updated>2008-03-10T18:17:55.261+01:00</updated><title type='text'>Manque d'amour</title><content type='html'>É mais ou menos assim: falta de ternura.&lt;br /&gt;Em mim.&lt;br /&gt;Queria escrever sobre os lugares bonitos que conheci, o show tão bom que vi e lembrei do James, &lt;em&gt;so close to me&lt;/em&gt;, e de longe veio uma recordação de coisas boas e curitibanas que cheiravam a esperança. Mas nem. Falta ternura. Falta água para regar o coração, óleo para fazer as engrenagens andarem, alguma coisa morna e confortável que se perdeu em algum lugar. O vento frio levou prá longe e nao devolveu. E escrever sem amor não dá. Desconfio que não dá para viver sem ele - mas ainda não tenho certeza.&lt;br /&gt;Está tudo bem, a França é linda, as aulas boas, descobri livros geniais, continuo dando risada sozinha, cantando na rua e trombando em algumas pessoas que salvam os meus domingos. Mas matei as esperanças, e acho que não coloquei nada no lugar.&lt;br /&gt;Às vezes vêm as recaídas e aí lembro que gosto de Manuel Bandeira e flores e Lou Reed e de fotos de casais publicadas na internet. Aí sorrio e choro um pouco. Mas essa água não chega a encharcar meu jardim de folhas secas.&lt;br /&gt;Então vou ficar aqui sentada e esperar, porque já já essa coisa chata vai ter que passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7523203759218234589?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7523203759218234589/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7523203759218234589' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7523203759218234589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7523203759218234589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/03/manque-damour.html' title='Manque d&apos;amour'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6702189564011845733</id><published>2008-02-19T14:05:00.004+01:00</published><updated>2008-02-19T14:13:19.469+01:00</updated><title type='text'>Frio frio frio</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ou um exercicio de adjetivos para explicar o que so é possivel sentir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz muito frio. Um frio total. Insuportável, incalculável, invivível. Não, não é esse frio que você conhece. Aquele frio de primeiro grau, que basta andar mais rápido que passa, ou pensar em outra coisa que ele fica mais quentinho. Não. É o frio absoluto. O FRIO, em caixa alta, com “fs” e  “is” pontiagudos, “r” de brrrr! . Um frio completo e irrestrito, sem começo nem fim, congelador de ossos e pontas dos dedos. Quando ele aparece – e ele é sempre inesperado, feito visita de parente chato, chamada do telemarketing logo de manhã, aquelas coisas que você sabe que acontecem mas torce prá nunca passar por elas – quando o terrível frio surge, é impossível escutar até os pensamentos. Da vontade de sair gritando na rua de revolta, de como é que alguém passa por essa tortura superlativa assim calado e impassível?? Mas ninguém grita, porque para abrir a boca é preciso um esforço a mais e aí é escolher entre usar a energia que resta para esquentar o dedão do pé ou gritar enlouquecidamente. E o dedão sempre fala mais alto, porque, bom, um dedão congelado é um dedão imóvel nível Kill Bill, e isso também não é nada agradável. Mas é sempre possível gritar internamente muito e alto, já que além de andar rápido e imaginar uma cena meio embaçada com coisas derretendo de calor nos trópicos, úmidas e grudentas, ahhhhhhh, que maravilha!, não dá prá fazer mais nada. O frio versão areia movediça toma tudo, indignamente, monoassunto: – Mas que frio, hein! – Pois é, friozão. – É...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele é feio. O mundo fica em tons de cinza, preto e branco. Não há flores, grama, chuva, céu azul. Nem sorrisos. Um grande floco de algodão sem água. As pessoas descoloridas dentro das toucas de lã, pálidas e de cara fechada. De dentro dos capotes escuros e gelados ninguém olha para o lado. O outro sem o brilho do sol fica invisível, inexistente. Calor, nem humano. E aí o terrível frio também é solitário como um ciclo seco. Como as noites sem sonhos e sem sobressaltos. Manhã gelada sem bom-dia. Triste, triste, triste, como a música mais triste do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse frio, o Terrível Frio, vem de uma genealogia de coisas inagüentáveis. É irmão do Terrível Sono, aquele que aparece depois do almoço durante a reunião do trabalho, quando seus olhos cheios de areia lembram que foram abertos às seis da manhã e só vão se fechar à uma da madrugada do dia seguinte. Primo próximo da Terrível Saudade dos Domingos à Noite. Também é parente daquela terrivel vontade de estar com uma pessoa que não é sua. É fatal, infinito e corrói do mesmo jeito. Cansa, magoa, dói na alma, faz parar de respirar. Quando faz muito frio é tudo isso, parece que o mundo vai se acabar afogado em uma cerração gelada sem oxigênio. É como sobreviver sem amor, árvore seca de fruta amarga. Noite de insônia sem solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior, o pior de tudo é que o frio é sempre, e não por acaso, enfrentado em luta solitária. Duelo de uma pessoa só pelas ruas vazias e escuras. Sim, o frio é também todo escuro. Sem a mão estendida para te ajudar. Gelo na alma, nas existências presente, passada e futura. Ninguém nunca me avisou que o frio era assim tão difícil. Por isso, que setembro venha logo em abril. Quero derreter em fogo de abraços e músicas e cores, sem meia-calça nem cachecol. Morrer de calor com grãos de areia grudados na pele e vento morno. Limonada gelada, picolé de fruta anunciado na gaita, rede balançando, vestido e pernilongo. O sol, lusco-fusco inteiro e amarelo só prá mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6702189564011845733?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6702189564011845733/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6702189564011845733' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6702189564011845733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6702189564011845733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/02/frio-frio-frio.html' title='Frio frio frio'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-8073363635725190195</id><published>2008-02-11T11:12:00.000+01:00</published><updated>2008-02-11T11:23:19.920+01:00</updated><title type='text'>Cadernos de Viagem - Lisboa/Londres</title><content type='html'>Porque você está em tudo. Na alegria das coisas que dão certo. No sol que esquenta, em pleno inverno. No sotaque português, na ingenuidade de rir muito, por nada. No sorriso que me recebeu em uma casa com sala, televisão, DVDs, vinho e comida barata. No fim de cada frase desses lisboetas, quando explodia em gargalhadas. Lembra tanto o seu bom humor bobo. No céu azul bem azul, promessa de que tudo vai ser melhor. Como o ponto de fuga que você foi na minha vida. Meu suspiro bom, feito bolo quente, pastel de Belém fresquinho, conforto. Você está ali no pôr do sol em vermelho que se abriu em mágica no mirante da Graça. No meu pensamento pensando em deixar uma frase "estive aqui" porque, quem sabe, daqui a uma semana você veria a mesma paisagem. Entre azulejos e paralelepípedos, no macarrão que consegui finalmente cozinhar, em cada porta do Bairro Alto à noite, pouca luz e muita gente. Seu olhar ali me espiando, enquanto voltava caminhando de madrugada, meio tonta, tão feliz. Quando abri os olhos, revi o Atlântico e a garganta apertou e senti a areia nos pés e lembrei do seu abraço que também parece casa. Seu sorriso claro ali, atrás das pedras do Castelo dos Mouros, escondido no meio de citações de Fernando Pessoa e Eça de Queirós, nos acordes do Madredeus que escapam em cada passo à beira do Tejo. Você na vontade de cair no abismo da novidade, nos pratos gigantescos do almoço, no calor, no Hallelujah no violão, no Smiths tocando no escuro. No café da manhã em paz, tostas e ovos, tempo, amigos novos que chegam e se vão em uma semana. E quando cantei bem alto na rua e tive vontade de correr até perder o fôlego, vi seu vulto. E quase paro de sentir falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque você está em tudo. No inesperado, nas coincidências que parecem predestinadas. No pôr do sol que se abriu em um milhão de cores do alto da London Eye, atrás do Big Ben. No tempo ameno que me recebeu em uma cidade tão grande, meio cinza, feito aquele dia em que nos achamos. Nas camisetas engraçadas, na capacidade dos britânicos de rir de si próprios e tomar com violência seus pints de cerveja. No sorriso de lado, no olhar de canto dos homens no tube, &lt;em&gt;mind the gap&lt;/em&gt;. Lembra tanto o seu humor misterioso, o enigma que atrai. Você ali na Couvent Garden toda descolada, pelos brechós de Bricklane em que toca Velvet Underground, nos muros grafitados na beira do Tâmisa cheirando a felicidade agitada e fosforescente. E sua voz me chama pra vida, mostrando o que está escondido dentro de mim, pronto para desabrochar. Como a epifania que você foi em minha vida. Minha parte destemida, feito vídeo de formiguinhas carregando confetes de carnaval. Você fica no meu pensamento pensando em como vai ser a noite, esse mundo de oportunidades que me chama, e imagino a sua Oxford Street quando atravesso a porta ao lado do metrô. Entre Lichtensteins e Warhols, fotografias preto-e-branco e instalações panfletárias, na minha súbita paixão por Pop Art e na vergonha de falar &lt;em&gt;oi&lt;/em&gt; pra a Marieta Severo que passou ao meu lado. Seu olhar me espia enquanto dou risada na Tate Modern e procuro os passarinhos-triângulo do próximo Miró, artchista que adorou o terceiro andar da galeria cheirando a tinta. Na lembrança dos cavaletes que um dia usei, na textura dos acrílicos coloridos no papel, no meu amor por quadros e fotos e imagens que falem do que sinto, vejo sua mão levando a minha com paixão entre os sprays e rabiscos depois do batente da porta. Seus passos estão em Camden Town, por roupas e tênis verde azul xadrez, escutando Clash e saindo à noite para descobrir que continuo uma adolescente, &lt;em&gt;who loves you inside and out, backwards and forwards with my heart hanging out&lt;/em&gt;. No cheiro de praia depois da Tower Bridge, nos meninos de skate luzes frenéticas eros sujeira coca cola picadilly circus. E quando senti muito frio mas mesmo assim voltei cantando de madrugada e enfrentei pubs e tive noites infinitas com vontade de me acabar na pista, vi seu vulto. E quase paro de sentir falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-8073363635725190195?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/8073363635725190195/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=8073363635725190195' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8073363635725190195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8073363635725190195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/02/cadernos-de-viagem-lisboalondres.html' title='Cadernos de Viagem - Lisboa/Londres'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-443875250215548972</id><published>2008-02-03T01:26:00.000+01:00</published><updated>2008-02-03T01:49:21.277+01:00</updated><title type='text'>Lição de casa</title><content type='html'>Quiero que sepas&lt;br /&gt;una cosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tú sabes cómo es esto:&lt;br /&gt;si miro&lt;br /&gt;la luna de cristal,&lt;br /&gt;la rama roja del lento otoño en mi ventana,&lt;br /&gt;si toco&lt;br /&gt;junto al fuego la impalpable ceniza&lt;br /&gt;o el arrugado cuerpo de la leña, todo me lleva a ti,&lt;br /&gt;como si todo lo que existe,&lt;br /&gt;aromas, luz, metales,&lt;br /&gt;fueran pequeños barcos que navegan&lt;br /&gt;hacia las islas tuyas que me aguardan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahora bien,&lt;br /&gt;si poco a poco dejas de quererme&lt;br /&gt;dejaré de quererte poco a poco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si de pronto&lt;br /&gt;me olvidas&lt;br /&gt;no me busques,&lt;br /&gt;que ya te habré olvidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si consideras largo y loco&lt;br /&gt;el viento de banderas&lt;br /&gt;que pasa por mi vida&lt;br /&gt;y te decides&lt;br /&gt;a dejarme a la orilla&lt;br /&gt;del corazón en que tengo raíces,&lt;br /&gt;piensaque en ese día,&lt;br /&gt;a esa hora&lt;br /&gt;levantaré los brazos&lt;br /&gt;y saldrán mis raíces&lt;br /&gt;a buscar otra tierra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero&lt;br /&gt;si cada día, cada hora&lt;br /&gt;sientes que a mí estás destinada&lt;br /&gt;con dulzura implacable.&lt;br /&gt;Si cada día sube&lt;br /&gt;una flor a tus labios a buscarme,&lt;br /&gt;ay amor mío, ay mía,&lt;br /&gt;en mí todo ese fuego se repite,&lt;br /&gt;en mí nada se apaga ni se olvida,&lt;br /&gt;mi amor se nutre de tu amor, amada,&lt;br /&gt;y mientras vivas estará en tus brazos&lt;br /&gt;sin salir de los míos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;"Si tu me olvidas". Pablo Neruda&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-443875250215548972?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/443875250215548972/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=443875250215548972' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/443875250215548972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/443875250215548972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/02/lio-de-casa.html' title='Lição de casa'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-5784083619704006258</id><published>2008-01-14T01:35:00.001+01:00</published><updated>2008-02-03T02:35:09.419+01:00</updated><title type='text'>Cadernos de viagem - Itália</title><content type='html'>Uma colecionava noites de luar, a outra, pôr-do-sol. Uma achava triste os fins de tarde, um sofrimento sem nome, terrível. A outra procurava com alegria o lilás e cor-de-rosa no céu azul, riscado pela fumaça branca dos aviões. Foi quando ainda subia em uma cadeira para encontrar o horizonte, olhando através das louças secando no muro que ela aprendeu: ao lado daquele pinheiro o sol vai descer e tudo vai ficar amarelo-cor-de-rosa. Às seis da tarde, a mãe fugia para não perceber o começo da noite. A menina plantava os cotovelos no muro e sorria em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, quando a escuridão já não dava medo, vinha a lua, redondaclara. Com a mãe, apontava quais eram as quatro fases. Seguiam juntas pela janela do carro a luz branca por trás das árvores. Mas, por dentro, a pequena preferia contar estrelas: o Cruzeiro do Sul, as Três Marias, a Estrela d’Alva, um tal Sete Estrelo, que o pai dizia que só aparecia lá no hemisfério norte…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o tempo, este implacável, ensinou para a menina crescendo que junto com o medo dos fins de tarde havia a Grande Tristeza, olheiras fundas, lágrimas contidas, uma escuridão pesada. A coragem de engolir os soluços, seguir em frente e sorrir apesar do olhar de sombra. Períodos de noite negra, com um fio fino, tão frágil, de alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para não contrariar a coleção cintilante dos luares, ela foi guardando para si mesma os sóis se pondo: no lado esquerdo da varanda de casa durante a primavera, à esquerda da casa de praia no verão, depois dos churrascos na adolescência, pela janela de um apartamento escuro no centro quando tudo era difícil, do quarto de Pinheiros quando resolveu ser adulta, de cima do Arpoador para suspirar, do prédio da Bela Cintra quando as lágrimas eram impossíveis, por trás do Tietê para respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí a garota se apaixonou por pessoas solares e descobriu que também era solar. Que o melhor das noites escurasvertiginosas era esperar o amanhecer sentada no meio-fio com a maquiagem borrada. Roxo, azul, amarelo brilhante, braços abertos, purpurina, água de côco, gargalhadas altas, branco e vermelho clarinho. Nunca esqueceu: Clarice Lispector empoeirada no livro confessando ser lunar e uma voz real de olhos verdes lhe dizendo: a gente não dá certo porque você chega com a luz da manhã, você é solar. Foi nessa época que ela acreditou que não precisava perseguir a lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, longe de casa, do muro onde as louças ainda secam, descobriu que tinha muitos sóis guardados e mandou cartas para avisar. A faca cortou o papel e dos envelopes escaparam raios lilases, vermelhos, dourados. A coleção fugiu em pôr do sol, iluminando os luares. A menina ofereceu a mão, Vem, mãe, olha como fica claro. Ela teve medo, mas foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez a mala e levou sua luz lunar, mas esqueceu a escuridão no fundo do armário. Segurou a mão estendida e as meias-luas embaixo dos olhos sorriram. Depois de tanto tempo, percebeu que o dia não cegava e abriu os braços. No alto da colina, a mãe conheceu os raios que ultrapassam a cerração e acompanhou pela janela do trem o sol frio de inverno, tão vivo. E foi por trás do mar num país distante que ele se pôs pela primeira vez em colorido. E ela não teve medo, esqueceu o sofrimento sem nome. Abraçou a menina e o choro engrossou seu fio de alegria. Tropeçando como quem anda cego pelo sol, caminhou ao longo dos canais de água clara, viu máscaras de guizo, lantejoulas, conheceu a neve em estrelas pontiagudas, seguiu gôndolas, enfrentou o vento com a coragem de sempre e reaprendeu a rir até perder o fôlego. Conheceu as estrelas do hemisfério norte no céu claro e juntas, mãe e filha, banharam-se de branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta para casa, ela liga para a menina com a notícia: do alto do avião viu o sol nascendo e começou uma nova coleção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-5784083619704006258?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/5784083619704006258/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=5784083619704006258' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5784083619704006258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5784083619704006258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2008/01/cadernos-de-viagem-itlia.html' title='Cadernos de viagem - Itália'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-502475952071016818</id><published>2007-12-21T16:44:00.000+01:00</published><updated>2007-12-21T17:51:46.561+01:00</updated><title type='text'>Presente de Natal</title><content type='html'>Entao.&lt;br /&gt;Queria te desejar Feliz Natal.&lt;br /&gt;Assim mesmo, em português, porque Joyeux Noël nao transmite aquele calor de fim de ano, de vontade de começar tudo de novo e melhor, nao tem gosto de café com panetone à tarde, nao parece com a correria de ter que passar o Natal num lugar e o Ano Novo em outro. E nao me diz nem um pouco daquele calor de dezembro, cheio de praia, familia e barulho.&lt;br /&gt;Entao.&lt;br /&gt;E ai também queria te dar um presente. Mas nao daqueles que chegam pelo correio. Queria te dar um aleph, uma caixa de pandora do bem, um bau para abrir e dividir com você a alegria dos ultimos meses. Queria te abraçar e queria que você visse o colorido da Festa das Luzes de Lyon. Queria que você chorasse ao ver as estrelinhas no prédio da Opera e ouvir o barulho do mar. Que você andasse pela beira do Rhône escutando a banda de jazz que começa a tocar no navio bem quando você passa. Queria que você descesse a escada suja da Perrache e andasse pelo Marché de Noël escutando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ceremony&lt;/span&gt;, do New Order, e que visse o tanto de vermelhos que eu vi, como se fosse um novo começo de vida. E eu queria que você ficasse levemente tonto com tanta descoberta, com tanta felicidade. Queria te dar o vinho quente de Strasbourg, aquela sensaçao leve, bem leve de andar para chegar a lugar nenhum. Queria te mostrar a parede colorida do meu futuro café, queria que você sentisse o mesmo conforto de entrar numa sala quente depois de passar frio na rua. Queria te dar um beijo de tigela com leite e mel. De pain d'épices. De um almoço farto, em que você come até ficar sem assunto. Queria sentar ao seu lado e queria que você visse a cidade de dentro de um barco quentinho, escutando musica classica, vendo as arvores brancas de frio, as casas mais estilo europeu da Europa, perdesse o lugar onde foi criada a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marseillaise&lt;/span&gt; e se assustasse com os patos que nao sentem frio dentro d'agua. Queria te dar um pôr do sol cor-de-rosa na praia, um cachecol de seis voltas, a felicidade de uma resposta esperada, um ipod com Wilco, Beatles, Brian Setzer, Pulp, Teresa Cristina e a trilha sonora de Alta Fidelidade. Queria segurar tua mao e passar o brilho do sol no inverno, aquela imagem de rios e pedras e arvores correndo pela janela do trem. A euforia de dançar muito e rir bastante com alguém que se gosta. Queria que você soubesse daquele olhar de quem acorda mais cedo so pra ficar olhando...&lt;br /&gt;Queria poder dividir tudo isso. Com você.&lt;br /&gt;Entao, Feliz Natal, paz no mundo, amor nos coraçoes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-502475952071016818?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/502475952071016818/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=502475952071016818' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/502475952071016818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/502475952071016818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/12/presente-de-natal.html' title='Presente de Natal'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7393758474799918846</id><published>2007-12-18T17:26:00.000+01:00</published><updated>2008-01-09T21:43:34.507+01:00</updated><title type='text'>My blueberry nights</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;You've got to&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Hold her&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Squeeze her&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Never leave her&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Now get to her&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Got got got to try a little tenderness&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se me conhecesse hoje, você falaria comigo? Se agora a gente se esbarrasse numa festa qualquer, eu iria te ensinar a comer pinhão e descascar mimosa? Se fosse hoje, tanto tempo depois que a gente se cruzou da primeira vez, sairíamos andando no frio e falaríamos sobre carros roubados, cidades de cor cinza e shows que a gente assistiu juntos sem se conhecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se tivéssemos apenas acabado de nos encontrar, ainda assim você iria procurar meu nome na internet e descobrir que eu gosto de Red Hot Chilli Peppers e escrevo bobagens num blog? E será que dessa vez as minhas palavras iriam te dizer alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a gente tivesse se beijado no sábado passado, você me ligaria na segunda para o cinema das quartas-feiras? E seria o último do Wong Kar Wai e, mesmo assim, eu iria errar o horário e chegar atrasada? E, se fosse hoje, será que voce me esperaria encostado na parede com medo de eu nunca aparecer? E se a gente assistisse ao filme de mãos dadas será que agora você iria perceber que o amor não é questão de timing, mas de tempo, e que ele acontece assim, num café, durante a multa de trânsito, no meio da derrota no futebol? E no meio há viagens, cartões postais e alguém esperando do lado de fora sem adeus porque não percebeu que a última saída era pra sempre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você nunca tivesse me visto e me conhecesse hoje, mesmo assim você não se lembraria de mim nos domingos? E eu continuaria não preenchendo os fins de tarde, começos de noite, quando a ressaca do fim de semana passou e só sobrou o vazio? Se fosse agora, nem assim você me ligaria? E ainda seria o meu menino das quartas-feiras porque o fim de semana estava reservado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se agora eu estivesse muito muito longe, será que você se lembraria de mim em cartazes franceses? Se eu estivesse muito feliz &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;alone, in love with nobody else &lt;/span&gt;sera que eu iria cair nos seus braços? E se eu caísse, você iria segurar a minha mão? Será que tudo iria durar mais de três meses mas sem chegar ao Natal? Será que nem assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se hoje eu estivesse sentada na praia, olhando o mar, e pensando nas coisas que ficaram para trás, você me olharia, conversaria comigo e veria que eu tenho covinhas quando sorrio? E se eu te encontrasse em um bar com garçonetes que saíram de um filme do Almodóvar você sentaria ao meu lado no balcão? E se eu me empolgasse e falasse muito sobre coisas chatíssimas como literatura e autores desconhecidos você estaria ali prestando atenção e me olharia daquele jeito? E eu ficaria aturdida e esqueceria completamente o assunto? Será que agora você não faria nada para que eu ficasse ao seu lado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se me conhecesse hoje, tudo seria igual? Será que a gente iria brincar de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;2046&lt;/span&gt; ou de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Blueberry Nights?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7393758474799918846?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7393758474799918846/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7393758474799918846' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7393758474799918846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7393758474799918846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/12/my-blueberry-nights.html' title='My blueberry nights'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7695255343412720964</id><published>2007-12-04T17:46:00.000+01:00</published><updated>2007-12-06T16:18:52.881+01:00</updated><title type='text'>Asas do desejo</title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: right;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; The colours fade to grey&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; And I'm left with black and white&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Don't know why I try&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; To fight with what is right &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; The truth is on our lips&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; It looks like time to tell&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; But you know I could be wrong about that as well&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; I thought a happy ending was more or less assured&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; I thought a little warmth could win the war&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; I'm wrong about everything&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; I think that I can sing&lt;br /&gt;And when you hear the song&lt;br /&gt;You'll wanna sing along&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Em preto-e-branco, o sol nasceu. Uma noite de insônia, de lagrimas secas, o amanhecer angustiante, descolorido. A chuva fina, branca, tons de cinza no mar, o coraçao duro, preto, e a frase que ia e voltava, "entao é meu beijo que diz 'eu te amo' que é demais pra voce?". A noite negra sem estrelas, o dia cinza. "É o meu abraço 'sou sua' que você nao quer?" Preto-e-branco, o primeiro amanhecer sem cores. Ela zonza, desbotada. O principio de um tempo sem vermelhos, azuis, amarelos. Fade out em cinza, aquele homem se foi.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;E vieram outros. E a mao que buscava calor aprendeu a mudez; os labios frios, o silêncio. Para sempre. No olhar o medo: é demais? Desaprendeu as cores. "Seus olhos sao azuis?" Nunca mais soube sozinha. É perigoso assim tao perto, machuca. Doi, quebra em caquinhos, rouba a cor do mundo. Verde desmaiado, rosa-palido, um mundo de palheta aguada. Dos seguintes, nao se lembrava do andar, a curva dos ombros, como era mesmo a sensaçao de abraçar e chegar muito perto? E os seguintes foram muitos. Começou a acreditar que tinha pouca memoria recente. Nao lembrava quantos. Nada podia ser tao sério a ponto de devolver as cores do mundo. Os tons das emoçoes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Entao ela aprendeu a subir muito alto e a olhar o mundo de cima. Falava muito, sem sentir. So nao sabia por quê. Nao sabia, estatua bege, que nao tinha perigo. Entregava-se a qualquer coisa pra lembrar como eram as agulhas, que gosto tinha o vermelho. Ia aos bares mais escuros, os teatros mais vazios, os menores cinemas. Muita luz, nao, obrigada. Detestava Wim Wenders, David Lynch, aquelas narrativas sem sentido, comoassim fotografia das emoçoes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Até que.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Até que um dia ela senta na janela do sexto andar e sente dor. Em preto-e-branco, lembra. Até que ela cansa de chorar lagrimas secas. Até que ela começa a sentir medo de aviao, assim de repente. Até que ela atravessa um mar nessa maquina sem chao, la embaixo a agua, voumorrervoumorrer. Até que ela coloca o pé em terra firme, engole o medo, perde a fala e aceita o abraço. Até que faz sol atras do mar. E ela se entrega, depois de tanto tempo, de verdade. Olha nos olhos e sabe: castanhos. Até que ela vê a mao que procura a sua, estica o braço e ele responde. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Laisse toi aller.&lt;/span&gt; Até que ela abre os olhos e ve o mundo transformado num puteiro, vermelhos azuis amarelos luzes luzes perfumes vinho quente cerveja choca rosa lavanda macarron chuva terra molhada margem de rio lama roxo verde éclatant berrante gritante tudo agora ao mesmo tempo. E ela grita, fade in furta-cor. Até que ela chora com a cena do anjo que caiu do céu para sentir o gosto do sangue. Para tomar um café e descobrir a diferença entre o ocre e o marron, o laranja e o amarelo. E ela chora e ela sorri e ela nao sabe o que sentir e no meio da aula daquelas linguas estranhas, alemao, francês, ela entende tudo. O anjo e a trapezista. A voz grave, Nick Cave. Num segundo, ela descobre que nao sabe mais de nada. Que vai ter que aprender tudo de novo. Adolescente, descobrindo o mundo com fome. O espectro solar dos sentimentos. Colorido, chocante, assustadoramente bom. Daqui a pouco, ela aprende a amar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:180%;"  &gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7695255343412720964?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7695255343412720964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7695255343412720964' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7695255343412720964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7695255343412720964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/12/im-wrong-about-everything.html' title='Asas do desejo'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-3891350165791008709</id><published>2007-11-19T19:52:00.000+01:00</published><updated>2007-11-19T19:54:26.640+01:00</updated><title type='text'>En pause</title><content type='html'>Faculdade francesa em greve, tudo bloqué contra a autonomia universitária, eu sem computador, com vontade de fazer milhões de coisas que não posso: por motivo de força maior, atualizações só quando voltar a ter internet, snif.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-3891350165791008709?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/3891350165791008709/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=3891350165791008709' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/3891350165791008709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/3891350165791008709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/11/en-pause.html' title='En pause'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6525073411104837302</id><published>2007-11-08T00:57:00.000+01:00</published><updated>2007-11-08T01:34:24.603+01:00</updated><title type='text'>Cadernos de viagem - Espanha</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ou de uma semana para se lembrar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sol, praia, sorrisos, hola que tal, noites cheias, feito shopping em véspera de Natal. Metrô lotado de emborrachados de manhã. Mar de água azul, gelada e calma. A Espanha é linda. Pessoas felizes, homens muy guapos, olho no olho, surpresas agradáveis como brasileiros num albergue tosco em Barcelona, balada engraçada na segunda, amigos na terça, Madrid na quarta, um pouco de róqui, um pouco de sangria, um bairro gay no meio de uma longa caminhada noturna. Miró para ser feliz, Picasso para lembrar de coisas sérias, Velásquez para as meninas, Goya para as partes obscuras do ser, Gaudí para o étonnement da vez. O sujeito que tomou um ácido, foi prá praia e inventou uma igreja de areia pingada para nunca ser terminada. Um coro de sinos impressionante. Lindo lindo lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma viagem de ônibus para pensar na vida, entre os morros azul-amarelados, campos longos, confissões e uma ótima companhia para caminhar, chorar, conversar, se entender e crescer. Lembranças de um lado claro, feliz, onde toca Teenage Fanclub, &lt;em&gt;no matter what you do, it all returns to you&lt;/em&gt;, e as mãos se encontram e tudo fica mais fácil. Ansiedade um pouco antes, calma na hora e saudades ao virar as coisas. Sempre assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo para pensar na vida, reconstruir certezas, descansar, cansar, resolver algumas dúvidas e inventar outras. Se decepcionar com a Praça dos Touros, porque um circo americano bem na frente?, amar um parque cheio de famílias felizes andando em barcos e assistindo ao teatro de marionetes. Ficar em fila prá tudo, descobrir o caldo catalão, as patatas bravas e o pão com alho e tomate. Se confundir com as ruas todas iguais, esquecer o francês, comprar postais para não mandar. Colocar os pés no mediterrâneo, guardar bastante sol para depois, pegar o teleférico errado e entender porque os europeus achavam que o mundo se acabava no mar. Mais filas intermináveis, andar muito por passeos e calles e prados e portas de alcalá e por centenas de quadros e dormir cansada, feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, achar boas as coisas mais simples, como calor do sol no fim da tarde, lojas que ficam abertas até mais tarde, um sorriso do garçon ao trazer a conta, uma cantada no meio da rua, um pedido de desculpas depois de um esbarrão, um sorvete de doce de leite no começo da noite, pílulas de chocolate contra los lunes, mensagens internacionais no celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, um pulo na cidade mais linda do mundo, finalmente o Arco do Triunfo, olha lá a Torre Eiffel, 10 quilos nas costas para passear pela Champs Elysées e experimentar perfumes. O almoço mais chique do mundo na avenida mais chique do mundo e, para arrematar, aquele café na rive gauche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse negócio de viajar é mesmo muito agradável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6525073411104837302?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6525073411104837302/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6525073411104837302' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6525073411104837302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6525073411104837302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/11/cadernos-de-viagem-espanha.html' title='Cadernos de viagem - Espanha'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7635949236260953022</id><published>2007-10-22T00:38:00.000+02:00</published><updated>2007-10-22T00:38:12.457+02:00</updated><title type='text'>Das coisas que demoram um mês para aprender...</title><content type='html'>...na França:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tomar um desolée e achar normal&lt;br /&gt;- Fazer o pedido certo no Quick, com catchup, coca-cola sem pedras de gelo e batata frita rústica no tamanho certo (nível 5 de francês prá falar tudo isso)&lt;br /&gt;- Achar bom morar no mirante da cidade e subir 300 degraus sem ficar (muito) esbaforida&lt;br /&gt;- Parar de fazer a conversão euro-real porque quem converte não se diverte!&lt;br /&gt;- Ver um arco-íris inteiro, as sete cores, inclusive o anil, no céu azul de Lyon&lt;br /&gt;- Levar sacola na bolsa e parar de pagar saco plástico no mercado&lt;br /&gt;- Falar tudo, bem brava, pros franceses desmontarem aquela cara de paisagem que serve de resposta prá tudo&lt;br /&gt;- Bufar à francesa só prá dizer que sou estrangeira mas tô por dentro&lt;br /&gt;- Diferenciar o rio Saône do rio Rhône&lt;br /&gt;- Escrever em teclado francês (nível 10 de coordenação motora e memória recente)&lt;br /&gt;- Comprar rosa amarela na banquinha e achar que, sim, a vida é bela, o amor é lindo e felicidade até existe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7635949236260953022?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7635949236260953022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7635949236260953022' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7635949236260953022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7635949236260953022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/10/das-coisas-que-demoram-um-ms-para.html' title='Das coisas que demoram um mês para aprender...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-115247026439232881</id><published>2007-10-21T01:32:00.000+02:00</published><updated>2007-10-22T00:35:24.320+02:00</updated><title type='text'>Meu novo autor favorito</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Dans cette vie que vou apparaît quelquefois comme un grand terrain vague sans poteau indicateur, au milieu de toutes les lignes de fuite et les horizons perdus on aimerait trouver des points de repère, dresser une sorte de cadastre pour n'avoir plus l'impression de naviguer au hasard. Alors, on tisse des liens, on essaie de rendre plus stables des rencontres hasardeuses." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrick Modiano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai pros top 5 de melhores escritores de livro de cabeceira. Junto com o Petit Prince, mas no original, humpf!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-115247026439232881?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/115247026439232881/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=115247026439232881' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/115247026439232881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/115247026439232881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/10/meu-novo-autor-favorito.html' title='Meu novo autor favorito'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-1062755595499629119</id><published>2007-10-04T17:51:00.000+02:00</published><updated>2007-10-04T18:06:07.652+02:00</updated><title type='text'>Ao som de Sonata ao Luar</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nunca tinha visto um piano de perto. Todo marrom e grande, impossivel. A professora sorriu, abrindo a tampa. Susto, susto, medo, medo, fascinio, confusao, tudo junto nos olhos da menina de oito anos. 'Toca.' Ela engoliu o medo, arrumou-se no banquinho e a primeira tecla saiu esquisita, apavorada. Em um mes as teclas se juntaram e viraram acordes, mais meses e mais acordes depois, musica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias me voltou a cena daquela primeira aula de piano. O susto ao ver as 88 teclas, o pavor de tocar naquele mundo em branco e preto, frio, fechado... fascinante. Aquele instrumento gigantesco, muito maior que eu, que nao sabia como funcionava mas queria dominar... A mistura de alivio e alegria quando a primeira aula acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei do piano pensando em Lyon. Nao, nao estou morando em Paris. O nome da cidade é Lyon, sul da França, 'une ville de brouillards et de marchands'. Pequena, medieval, com ruas todas iguais, dois rios diferentes, escadas e mais escadas. Calma, provinciana, bonita, até. Parece muito Curitiba, um grande Largo da Ordem em paralelepipedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é assustadora. Como uma primeira aula de piano. É um mundo com um codigo que nao domino. Um mundo que da vontade de fugir correndo. Para Paris. Que é grande, onde é facil ser anonima. Um milhao de oportunidades claras. Porque ainda nao vi de perto. Lyon nao. Lyon é o piano na minha frente. Os franceses sao um piano. Ainda nao sei qual é a tecla certa para que a musica comece. Tudo ainda sai meio apavorado, incerto. Queria tocar cançoes, mas nao sei onde fica o do, os bemois e sustenidos. Olho para a cidade com curiosidade e medo, com vontade de que a partitura fosse facilitada pra eu sair tocando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sei que nao me adiantam musicas para crianças. Sei que nao vou sossegar enquanto nao dominar as teclas do jeito mais dificil. No &lt;span style="font-style: italic;"&gt;allegro fortissimo&lt;/span&gt;. Porque depois, quando fechar o olhos, vou saber que a musica compensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero crer que Lyon é mesmo parecida com Curitiba. Que as pessoas sao assim, lindas, frias, blazes e impossiveis so à primeira vista. Depois, tornam-se confiaveis e doces. Afinal, tenho amigos para a vida toda que vieram de la. Eu vim de la. Do meio dos curitibanos impossiveis. Do meio da dificuldade quase intransponivel que é a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem descobri o que significam 'brouillards'. Cerraçao. Melancolia. 'Lyon noir'. É Beethoven, meu preferido. Chopin, o mais romantico. Os mais dificeis. Os que nao se doam à primeira vista. Os que terminan no ultimo acorde com um misto de alivio e alegria. Os que parecem muito comigo, enfim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-1062755595499629119?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/1062755595499629119/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=1062755595499629119' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1062755595499629119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1062755595499629119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/10/ao-som-de-sonata-ao-luar.html' title='Ao som de Sonata ao Luar'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-97307826004989928</id><published>2007-09-28T17:01:00.000+02:00</published><updated>2007-09-28T17:04:00.039+02:00</updated><title type='text'>J'ai été amoreux de Paris et Paris a été amoreux de moi...</title><content type='html'>... quando desci do metrô sujo e não sabia para onde ir. Tout drrroit. E fui recebida com um sorriso claro, um abraço e um mapa. Quando as ruas cheias de gente me faziam anônima. Ao subir uma ladeira imensa, virar as costas e ver a torre Eiffel, como numa cena das Bicicletas de Belleville. Meu primeiro étonnement nesse pais estranho. Quando estiquei o braço para tirar foto com a lapide do Oscar Wilde... umas 20 vezes. Quando o sol abriu depois da chuva e cada passo ao longo do canal Saint Martin era um acorde do Wandula - e não do Yann Tiersen. Ao fazer uma promenade no Jardin das Tulleries e não no Bois de Boulogne, como faria o Maupassant. Quando Louvre se abriu de graça no fim da tarde e a Monalisa até sorriu para nos. E andar muito e sempre e ficar atordoada quando, no fim da tarde, a roda gigante se acendeu ao parfum de crèpe au chocolat. E de noite, sentar na ponte sobre o Sena, ver as luzes dos prédios e bater papo, calma e tranquilamente, como se estivesse em casa. Quando não me senti uma viajante sozinha, mesmo sendo uma viajante sozinha. E encontrar dezenas de lojas de affiches et, voilà, o cartaz do Moulin Rouge, finalmente. E ai esquecer da hora, do dia da semana, do Arco do Triunfo e para que lado ficava a rive gauche. Quando dei tres voltas na ilha porque nunca lembro que as placas francesas indicam o lado errado. E ver a Notre Dame quase fechando, com missa, coro, sinos e vitras coloridos. Ao subir muita escada e encontrar a Sacre Coeur numa noite cheia de brasileiros. E voltar caminhando sobre os paralelepipedos, rindo, feliz e sem pagar nada. Quando não conseguia sair da frente da torre Eiffel, iluminada e imponente. Porque so as cidades grandes e dificeis me importam. As que parecem tocar musicas no acordeon, ter gosto chocolate quente enquanto chove, macio e confortavel como uma amiga antiga. Como quem me apresentou o lugar. Respirando milhões de oportunidades. Porque so consigo viver de deslumbramentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-97307826004989928?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/97307826004989928/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=97307826004989928' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/97307826004989928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/97307826004989928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/09/jai-t-amoreux-de-paris-et-paris-t.html' title='J&apos;ai été amoreux de Paris et Paris a été amoreux de moi...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7692437475013200185</id><published>2007-08-21T02:14:00.000+02:00</published><updated>2007-08-21T02:54:46.283+02:00</updated><title type='text'>Pinball</title><content type='html'>&lt;em&gt;Love's just a lie, happens all the time, swear I know this much is true...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me explica, vai, qual o medo. A vida é simples assim, uma hora a gente tem que jogar algumas coisas fora para ganhar outras. Mas qual a graça de ficar no mais ou menos, tentando construir uma coisa meio incompleta? &lt;em&gt;You know, love is just a game, broken all the same, and I will get over you&lt;/em&gt;. Todo mundo tem medo... e sabe que as coisas têm começo, meio e fim, pronto acabou. Fim com data e hora marcada, três dias, semanas ou meses, com a porta sempre aberta pro caso de antes. Aí é como um jogo de pinball, só somar os pontos, alegrias e decepções, até valer à pena. Depende da música, depende da mágica, depende do jeito de segurar o copo, do horário de chegar, do dia prá fazer tocar o telefone. Mas será que dá prá fazer o jogo completo, antes de acabar? Advanced, vai, mais divertido que o middle game... Tenta jogar a bola ali na luz vermelha, avançar para o azul ali do fundo para ver o que dá. Meio rápido, quase uma vertigem, mas olha, se ficar muito difícil, prometo que misturo todos os números, perco os bonus, as fichas que apostei sem nenhum remorso. Fim de jogo. Afinal, eu que sou a day tripper da história, sumo, desapareço, mudo de casa, de profissão, de país, até. Mas só se for de verdade, &lt;em&gt;swear I know this much is true.&lt;/em&gt; Então, só esse pouco, faz só esse pouco ser real, vai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7692437475013200185?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7692437475013200185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7692437475013200185' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7692437475013200185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7692437475013200185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/08/pinball.html' title='Pinball'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7078348285496470146</id><published>2007-08-13T17:40:00.000+02:00</published><updated>2007-08-14T04:10:12.259+02:00</updated><title type='text'>Contagem regressiva</title><content type='html'>&lt;em&gt;ou Caso Terminal&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 passagem de ida para a França&lt;br /&gt;4 malas&lt;br /&gt;1 quarta no Milo&lt;br /&gt;1 possibilidade de amor&lt;br /&gt;1 pedido de demissão&lt;br /&gt;1 ligação no dia seguinte&lt;br /&gt;19 caixas, 2 baús e 1 bobina de plástico bolha&lt;br /&gt;1 pedido de visto de 1 ano&lt;br /&gt;4 jantares&lt;br /&gt;3 filmes juntos&lt;br /&gt;1 cinema às 6h da tarde de mãos dadas&lt;br /&gt;1 mudança&lt;br /&gt;1 apartamento vazio&lt;br /&gt;2 festas de despedida&lt;br /&gt;2 xiliques&lt;br /&gt;alguns segredos&lt;br /&gt;3 decepções&lt;br /&gt;4 músicas no piano e 3 no violão&lt;br /&gt;1 almoço e 1 sorvete no meio da tarde&lt;br /&gt;2 claudionor&lt;br /&gt;1 terminal tietê à 0h&lt;br /&gt;2 adeus(es) - definitivos&lt;br /&gt;3 dias de Curitiba e de saudade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C'est ça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7078348285496470146?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7078348285496470146/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7078348285496470146' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7078348285496470146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7078348285496470146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/08/contagem-regressiva.html' title='Contagem regressiva'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-8362118434822005014</id><published>2007-07-24T18:53:00.000+02:00</published><updated>2007-07-24T23:54:27.224+02:00</updated><title type='text'>These boots are made for walking...</title><content type='html'>&lt;em&gt;... and that's just what they'll do&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;One of these days these boots are gonna walk all over you.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existiu um dia em que você não existia. E quando você não existia tudo era fácil. Eu não tinha essa mania de ficar sozinha naquele tempo. Faz tanto tempo, esse tempo em que você não existia. Era uma época em que não tinha esse olhar treinado para me apaixonar por tatuagens coloridas, rock meio indie, meio soturno, meio punk, brega de vez em quando, faz tanto tanto tempo ... quase não lembro. Mas sei que não ligava prá esse jeito de fumar, assim quase fechando os olhos quando sopra a fumaça para cima, para um modo de beber com fúria, o olhar bagunçado. Era o tempo em que preferia as camisetas pretas, jaquetas, morenos de olhar meigo. Depois que você existiu, só loiros indecifráveis, camisetas e camisas brancas - sempre. Também não via nada de mais em djs, em fotógrafos, em carros antigos, em conversas à noite daquelas que me fazem dormir feliz, só pelo fato de estar viva. Quando você não existia – e às vezes eu fico muito triste porque você não poderia ter existido para depois ir embora assim, tão rápido e para sempre – mas quando você não existia eu não ficava esperando que me acordassem com carinho, que me achassem muito especial. Eu não sabia o que eram e-mails sem resposta, não tinha nem idéia do que era alguém que não queria compromisso. Naquela época, antes de você, eu também não estava acostumada a ser abandonada por aí no meio da história (ou estava?). Quando você não existia, eu não sabia o que era ficar tentando esquecer alguém sem conseguir. Era um tempo tão calmo e tudo era simples, eu sabia exatamente onde colocar meus sentimentos, organizados em ordem crescente. A vida não era essa montanha-russa, não sentia essas saudades mortais, não pedia prá sumir da minha vida querendo dizer volta. Não escrevia longamente nem tinha lembranças torturantes ao meu lado. Sequer fazia esse olhar de menina que aprendi só porque você gostava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo em que você não existia eu não ficava procurando pedaços de você em cada homem novo que passa por mim. Não tentava achar o seu olhar por rostos estranhos, um molde inquebrável que criei de você. Eu não começava esperando que terminasse de repente, nem era tão afiada para escolher suas cópias. Rascunhos seus por quem me apaixono perdidamente e que me deixam disponíveis para, se um dia, você voltar, o original insuperável. E fiquei tão boa nesse jogo, você nem sabe o quanto. Mas aí, sempre acaba e cada vez que acaba, é você que vai embora de novo. E é tão ruim, porque te perco outra vez, várias e várias vezes, narrativa sem solução. Cada não nos lábios dos seus outros nomes, é você me dizendo nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existiu um dia em que você não existia. E tudo o que eu queria era voltar prá lá e começar tudo de outro jeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-8362118434822005014?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/8362118434822005014/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=8362118434822005014' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8362118434822005014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8362118434822005014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/07/these-boots-are-made-for-walking.html' title='These boots are made for walking...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7106069828316259235</id><published>2007-07-19T19:39:00.000+02:00</published><updated>2007-07-20T19:15:53.664+02:00</updated><title type='text'>De porque eu não consigo desistir do jornalismo</title><content type='html'>SÃO PAULO - Ao chegar ao portão de embarque do vôo 3054, Marcelo Stelzer sentiu um súbito mal-estar. Antes de entrar no avião, pegou o telefone e pediu a sua mãe, que o esperava em São Paulo, para fazer uma sopa. Chegaria para o jantar. Com a sopa pronta no fogão, a mãe do técnico eletrônico não pode rever o filho. Viu pela televisão que o avião que saiu de Porto Alegre, onde ele embarcou, era o protagonista da maior tragédia da aviação brasileira. &lt;a href="http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid20871,0.htm"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Texto desta que vos escreve publicado ontem no Portal do Estadão. Não tá lá essas coisas, porque jornalismo é uma profissão em que os textos são escritos, normalmente, em meia-hora. Mas é prá dizer que é por essas e outras que gosto desse negócio, como uma droga que não consigo largar. Prá dizer que n&lt;/em&gt;&lt;em&gt;ão há ficção que supere a vida real.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7106069828316259235?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7106069828316259235/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7106069828316259235' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7106069828316259235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7106069828316259235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/07/de-porque-eu-no-consigo-desistir-do.html' title='De porque eu não consigo desistir do jornalismo'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-1239238324855427675</id><published>2007-07-09T04:18:00.000+02:00</published><updated>2007-07-09T18:09:25.487+02:00</updated><title type='text'>De esperanças e temores franceses</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;"We’ll run away together&lt;br /&gt;We’ll spend some time forever&lt;br /&gt;We’ll never feel bad anymore"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, escrevo. Para lembrar de rosas vermelhas na beirada dos caminhos, da luz do sol entrando pela janela em technicolor, dourado. Da liberdade de não ter horário. Porque só fico calada nestes momentos com o papel. Quando estou comigo, na solidão perfeita que precisa de companhia. Olho para o branco da folha e vejo os livros que irei ler, a outra língua que vou falar, as risadas predestinadas. A vontade jogar tudo para o alto, tentar o novo. De novo. Imagino o quarto com uma flor amarela no vaso, jornal na cabeceira, caneca de café encostada no pé da cadeira, um computador, vitrô com batente de madeira. Uma biblioteca cheia de livros que ainda vou entender, músicas com piano e voltas pela noite, chão de paralelepípedo, caminhando para casa de mãos dadas, sabendo que valeu à pena. Um sobrado rodeado de árvores no fim de semana, sofá xadrez – não sei porque ele é dessa cor – abraço e confiança. Uma necessidade completa, pela primeira vez os pés no mar com companhia, andando juntos, com tempo. Pequenos segredos abertos somente com a minha chave. Um vinho, um nascer do sol, sono à tarde. Escrevo e só. Para lembrar que estamos todos improvisando, e que o medo caminha comigo sem me paralisar. Porque virá o dia em que as coisas farão sentido. E chegarão pessoas novas, e eu poderei confiar nelas, porque não terá perigo. O tempo em que não precisarei escutar pequenas tragédias diárias, sustos, desesperos, lágrimas e deusmelivre. O dia em que não saberei qual a hora do fechamento e quanto é o piso que não ganho. Em que os fins de semana não me matem aos poucos. E, enfim, essas coisas que eu escrevo poderão ser eu, sem máscaras. &lt;em&gt;It’s the first day of the rest of your life&lt;/em&gt;. Escrevo para lembrar que não vejo a hora de tirar férias da minha vida. E que será bom, simples assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-1239238324855427675?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/1239238324855427675/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=1239238324855427675' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1239238324855427675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1239238324855427675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/07/de-temores-e-esperanas-francesas.html' title='De esperanças e temores franceses'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-1343982745673446292</id><published>2007-06-20T17:14:00.000+02:00</published><updated>2007-06-20T17:28:46.864+02:00</updated><title type='text'>Benditas quartas-feiras</title><content type='html'>Una inquietante mirada de amor porteño&lt;br /&gt;Cálida y cruel&lt;br /&gt;No, no puedo creer que pasó&lt;br /&gt;Que el misterio sensuel de tu risa canyengue&lt;br /&gt;Se apagó&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brindo por esa ilusión de amor porteño&lt;br /&gt;Loco puñal&lt;br /&gt;Dulce y fatal, la nostalgia&lt;br /&gt;De un tiempo pedazo de&lt;br /&gt;Nosotros dos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y yo que pensaba que no me importaba&lt;br /&gt;Que una caricia podía borrar el color&lt;br /&gt;De mi ciudad …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El código oculto de esa mirada&lt;br /&gt;Es como una señal&lt;br /&gt;Y no puedo zafar&lt;br /&gt;Un deseo sutil que temblando me viene a buscar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso.&lt;br /&gt;Gotan, hoy.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-1343982745673446292?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/1343982745673446292/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=1343982745673446292' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1343982745673446292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/1343982745673446292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/06/benditas-quartas-feiras.html' title='Benditas quartas-feiras'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-5022942254445124190</id><published>2007-06-13T00:33:00.000+02:00</published><updated>2007-06-13T17:22:51.329+02:00</updated><title type='text'>Historinhas - Cap. 4, versão 12 de junho.</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;“&lt;/em&gt;&lt;em&gt;You got me off the paper round, just sprang out of the air,&lt;br /&gt;the best things come from nowhere, I love you I don’t think you care.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastou a franja da testa com um sopro e disse: “vamos.”&lt;br /&gt;O dia era cinza, sol frio, junho. Na praça onde passou para comprar um girassol e um despertador vermelho, cheiro de quentão, pinhão. “Sou junina”, pensou. “Por isso amo os geminianos de junho”. E continuou andando.&lt;br /&gt;Atravessou a porta de vidro, sorriu para o porteiro e chegou ao 81 “quando tudo acabar, como é que vou esquecer o número desse apartamento? É o ano em que nasci, droga.” Atrás da porta, tocava provavelmente Beatles, &lt;em&gt;Lucy in the sky with diamonds&lt;/em&gt; – era a cara dele, a música que colocava para esperá-la. Um abraço, um beijo, dois sorrisos, “meu Deus, então chegamos até aqui”, pensaram. No quarto cinza – ele é sempre cinza na lembrança dela – ao pé da janela aberta, ela entregou o girassol, o despertador vermelho. Em troca, &lt;em&gt;O Jogo da Amarelinha&lt;/em&gt;, comprado em sebo, sem capa de presente. “Queria te dar aquela edição nova, é tão linda, mas tão cara...” Ela sorriu e abriu a edição no capítulo 7 para ter certeza de que estava lá:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;“Toco tua boca, com um dedo toco o contorno da tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que minha mão escolheu e te desenha no rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenhá-la com minha mão em teu rosto e que por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a tua boca que sorri debaixo daquela que a minha mão te desenha.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Então de mãos dadas – muito raramente eles se davam as mãos, mas ela se lembra das mãos dadas no frio – saíram para a cidade, chuva fina, começo de tarde, as ruas de paralelepípedo, “então é para isso que serve essa palavra, para falar destas ruas neste dia exato: pa-ra-le-le-pí-pe-do.” E sorriem e se abraçam e são tão ingênuos, ela saindo dos 17, ele entrando nos 21. “Foi aqui que comprei meu terno, quer ver que casacos lindos?”, ele pergunta. Entram num brechó, a Tiffany’s de quem nunca viu diamantes, “aqui nada de mal pode nos acontecer”. Experimentam sobretudos, cachecóis, lãs importadas, “vem, entra no meu mundo, quero te mostrar onde está cada coisa”, ele pensa baixinho. E riem em frente ao espelho e colocam e tiram casacos em frente a um vendedor saído de um conto de Dalton Trevisan.&lt;br /&gt;De volta às ruas, ele adora entrar em esquinas que não conhece, entram num museu, sobem escadas proibidas “rápido, rápido prá ninguém ver!”, acabam na torre do relógio. Dali ela vê telhados que devem parecer com Paris no frio, Buenos Aires durante a chuva, alguma água-furtada de Dostoiévski, um casebre de Kafka. Cinza e verde, calmo, viscoso de chuva. Mas é incrivelmente bom e provavelmente eles discutem por algum motivo, ou não, mas existe um desconforto. Ele procurando uma liberdade esquisita, que ela dá sem pedir nada em troca. Mas existe os pais dela, alguma coisa proibida. E aquela melancolia doce, na torre do relógio, “me abraça agora?”. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E eles descem os degraus correndo e entram em um restaurante, o primeiro jantar fora dos dois, ainda claro, seis da tarde. Mas não tem problema porque lá dentro é escuro e há velas na mesa, sombras, escuridão. Ele segura as mãos dela sobre a mesa, sorri e ela então tem certeza. “É aqui que queria estar e nunca mais sair desse momento.” E se enchem de orgulho de si próprios e falam amenidades e riem muito, baixinho, para ninguém invejar tanta felicidade. Mas, “sabe quando parece que está acabando?”, ela pensa, pensa mesmo sem querer. E estão tão cheios e a vida é tão linda. Mas ela sempre tem que ir embora e pegar o ônibus, caminho de volta para casa. Então ela afastou a franja da testa com um sopro e disse: “vamos.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-5022942254445124190?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/5022942254445124190/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=5022942254445124190' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5022942254445124190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5022942254445124190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/06/historinhas-dia-dos-namorados.html' title='Historinhas - Cap. 4, versão 12 de junho.'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-8449969657998723628</id><published>2007-06-13T00:28:00.001+02:00</published><updated>2007-06-13T17:43:20.401+02:00</updated><title type='text'>Vaaaaaaamos nós!!!!</title><content type='html'>Je vais à France, j'ai des tickets, je suis heureuse, lálálá!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-8449969657998723628?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/8449969657998723628/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=8449969657998723628' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8449969657998723628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8449969657998723628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/06/allons-y.html' title='Vaaaaaaamos nós!!!!'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-5531365980457688388</id><published>2007-05-28T01:51:00.000+02:00</published><updated>2007-05-28T17:49:14.203+02:00</updated><title type='text'>Dos demônios</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;"É bom, às vezes se perder sem ter porque sem ter razão. É um dom saber envaidecer, por si, saber mudar de tom."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de Beatles, cachorros e de manhãs de sol, céu azul de brigadeiro. Tom Jobim e Paris Combo no rádio, chá de canela no meio da tarde. Prefiro escutar, observar cada gesto, o olhar que cala, o jeito de sorrir. Por isso ando devagar, vendo o topo dos prédios, os casais felizes, às vezes meio distraída, às vezes assobiando uma música que toca só na minha cabeça, bem leve,&lt;em&gt; "je t’aime depuis toujours"&lt;/em&gt;, o mundo não vai acabar, então espero. Quem sabe não esbarro com você por acaso, e então consigo parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses dias em que o sol é frio e o mundo parece imerso em bolas de algodão eu abro os olhos e acredito. Em alguma coisa clara e delicada, em almofadas coloridas no chão e abraços apertados. E aí me escapam palavras doces e sinceras e nem sempre me arrependo. Porque sei que posso ser frágil, simples assim. Porque sei que sua aceitação vem em forma de sorriso baixo, olhando pro chão, achando graça nessas sentimentalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então prendo o cabelo, mostro os olhos e te deixo livre. Gosto do que já conheço, dos sentimentos que crescem e fogem do controle. Branco, amarelo e azul, é assim que as coisas ficam, claras e calmas. Vou montando as pecinhas, pouco a pouco, colorindo com rendas e canções. E, aí, nunca mais sair desse lugar que me completa. Para eu ter certeza de que posso, enfim, parar de jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando tenho coragem de ficar, esticar o braço e te tocar de leve, como um sopro. Abrir as janelas, colocar margaridas e girassóis na varanda, uma bailarina sobre a mesa, orquídeas no xaxim. Gastar meus domingos à noite no meio de versos, "&lt;em&gt;il y a toujours quelque chose d’absent qui me tourmente"&lt;/em&gt;, prefiro os franceses, delicados como uma estudante de cachecol vermelho indo para a biblioteca no fim da tarde. E aí penso bastante e quase não falo. Só sorrio em silêncio. Esperando que você apareça sem que eu procure, com seu olhar pousado em mim dizendo sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gosto de Rolling Stones, gatos e noites escuras, luzes piscando sem parar. Strokes e Iggy Pop no rádio, canecas de café preto sem açúcar. Falo bastante, muito e alto até ficar rouca, entre a fumaça do cigarro e a música que compete comigo,&lt;/em&gt; "must be a devil between us"&lt;em&gt;. Por isso eu corro de olhos fechados, rápido e sem olhar para os lados, às vezes sem saber para onde ir, às vezes buscando mais um lugar desses onde posso ficar invisível, querendo ser vista. Quem sabe não esbarro com você por acaso, e então consigo parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca acordo cedo, prefiro ver o sol alto, o mundo já no meio, quando as coisas estão confusas e apressadas. Talvez porque não preciso de muito para viver, uma ou duas palavras em que não acredito. Um jantar, um vinho, um adeus no meio da madrugada sem beijo de despedida. Se você começar a querer ficar, sou eu que fujo sem dar explicações. Se precisar, minto, bastante e nem sempre me arrependo. Algumas coisas simplesmente não valem à pena. Porque sei que você não vai entender, nem se entregar, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solto o cabelo, pinto as unhas de vermelho, te encosto na parede. Gosto do novo, das cores fortes, das sombras que escondem os rostos, dos olhares que procuram e me fogem. Só acredito nos extremos. E, cinicamente, te provo que posso. Esqueço compromissos, seu telefone, troco os nomes. Porque assim fica mais fácil ir embora. Num jogo de mostra-esconde, só peço que você volte. Para eu ter certeza que de posso, enfim, parar de jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não acontece, e é aí que coloco o ponto final e saio de cena. Preparo mudança, vendo meus livros, coloco as guitarras para tocar. Quebro copos, me estilhaço com os cacos, rio alto e choro baixinho. Gasto meus domingos à noite no meio de angústias, "&lt;/em&gt;quando uno se deja corromper por esas ausencias que llamamos recuerdos"&lt;em&gt;, prefiro os espanhóis, amores rasgados, vermelhos, fundos e doídos. E aí falo bastante e busco. Busco como uma doida, sem saber o quê. Esperando que você apareça sem que eu procure, com seu olhar pousado em mim dizendo sim.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-5531365980457688388?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/5531365980457688388/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=5531365980457688388' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5531365980457688388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5531365980457688388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/05/dos-demnios.html' title='Dos demônios'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-8338893257976643692</id><published>2007-04-30T18:32:00.000+02:00</published><updated>2007-04-30T18:55:16.395+02:00</updated><title type='text'>Historinhas - Cap. 3</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Ou "Trilha sonora para romances de três meses"&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fallen for you, did you ever see me watching from periphery? I was playing another game, hoped you catch on all the same,&lt;/em&gt; mas não. Mais um pulo de cabeça no escuro, salto em altura sem rede de proteção. Cada um com seu jogo, você de esconde, eu de mostra. Eu casa aberta, logo ali ao seu lado, sorrindo flores e palavras de galanteria. E tudo para dar certo, parecia o platônico que se tornou real, alguém que saiu do filme com o rock’n’roll, os discos, a banda pronta e as mãos finas. &lt;em&gt;Fallen from view, did you ever touch me floating through your poutpourri? I thought I felt your fingers once, after waiting all these months&lt;/em&gt; e aí eu pensava se alguma vez a gente chegou a se tocar de verdade, se encontrar no meio das músicas, da linguagem que era só nossa, das risadas que você dava das coisas que eu falava assim sem pensar, daquela risada que você dá vezenquando com os olhos fechados, do seu jeito bonito de segurar o cigarro e dançar bem devagarinho, me abraçando, mexendo no meu cabelo. E um dia eu até achei que ia funcionar, o lugar escuro, a bebida que eu roubei da sua mão, a música alta, lembrava tanto uma que eu ouvi três meses inteiros, com o coração doendo durante a guitarra, esperando when the circle finally formed you called me up the only onde making a sound... &lt;em&gt;But I was wrong so wrong, that was just another song you wrote for another girl, and I hoped the day could be when you’d write a song for me but it never came&lt;/em&gt;. E aí claro que não aconteceu, sempre tem alguma coisa no meio do caminho, quando as coisas não chegam a ser. Quando eu sei que vou ser um bilhete esquecido na bolsa, entregue com os olhos pedindo por favor. Sempre tem um Ela que chegou e não saiu ou que vai chegar durante uma viagem ou que... sempre tem uma janela no apartamento lá em cima para receber as lágrimas, uma ladeira que se sobe à noite com os olhos turvos, umas lembranças buscando o sinal da tragédia. E, que pena, não gravei cds, não mandei entregar encomendas na portaria do prédio, não escrevi cartas com caneta colorida, não entreguei fotos wish you were here, não liguei de Curitiba, não fiz o bolo de ameixas da Amélie, nem te falei que eu pareço tanto com ela, os vários jogos que faço querendo dizer que te amo, não entreguei o filme que eu tinha comprado só porque podia parecer tanto com a gente, eu também faço listas, mudei o jeito de me vestir e perdoei tantas coisas. &lt;em&gt;I thank you all the same, but I’ll go now, so you won’t know how much I’ve fallen for you, boy who’s trying to be a man, boy you don’t know if you can, I tought I knew you well enough but your walls are still too tough.&lt;/em&gt; De novo, and it goes all over again, eu vou embora, não consegui chegar lá naquele fundo onde você guarda seus sentimentos. Aquele lugar onde dá saudade, aquele ponto em que a vontade de ligar supera o fim de semana em que você nunca existe, estava pensando em você e o telefone tocou. Você não conseguiu achar bonito meu jeito de prender o cabelo e de falar as coisas com tantas vírgulas e voltas. &lt;em&gt;But I’ll go now, so you won’t know how much I thought about you all the time, walking round the Guggenheim, like a rhyme in my mind, there you are, in my car, but we don’t drive very far to the beach, out of reach…&lt;/em&gt;Vou embora, para você não saber que, na maioria das vezes eu quase não lembro de você quando desço a Augusta e acabo vendo um filme no domingo à tarde, ou experimento gim durante uma matéria, quando discuto Fante e depois caminho pela Paulista com os fones no ouvido escutando Marvin Gaye ou quando faz um friozinho bom e eu ponho um casaco a mais &lt;em&gt;...Next to me my fantasy.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-8338893257976643692?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/8338893257976643692/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=8338893257976643692' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8338893257976643692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8338893257976643692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/04/historinhas-cap-3.html' title='Historinhas - Cap. 3'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-8201185344023588759</id><published>2007-04-21T00:40:00.000+02:00</published><updated>2007-04-21T01:13:57.745+02:00</updated><title type='text'>Uma volta pelo mundo virtual</title><content type='html'>Vida social de jornalista é o msn. Comigo, é o orkut, e-mail, msn e o telefone (menos). Funciono muito bem por todos eles. Mas agora comecei a perceber que as pessoas estão virando umas "coisas". Assim... imateriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem umas que são a foto do orkut: aparecem de vez em quando e esqueci a cara do sujeito por trás do desenho. Ou da foto. Não sei como é que aquela imagem sentada no sofá se move, ri, olha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem também as que viraram uma voz no telefone. Conheço a voz, mas às vezes não sei bem o que responder... não consigo juntar os pedaços do rosto à voz. Não sei prever a reação às minhas ironias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E existem ainda os nome no e-mail &lt;a href="mailto:xx@xxx"&gt;xx@xxx&lt;/a&gt;. Eu sei que existem porque às vezes mandam spams bobos e nem lembro onde as conheci. Outras, eu conheci bem, e o nome todo, com sobrenome, antes da @, me dá uma alegria mansa. Mas, do sorriso, do jeito, não me recordo. Virou um substantivo próprio que me traz lembranças boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já as fotos do msn que não encontro na vida real às vezes me assustam quando viram uma barra laranja piscante. Quase sempre estão online, e aí eu sei que existem, mas a pessoa atrás do "fulano diz:" me foge em poucas frases soltas. Sei que há os que demoram para responder, os que não dizem tchau, os que nunca falam comigo, os que não conseguem escrever meia frase sem apertar o enter e outras que mandam longos textos e não esperam respostas. E só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem também os que viraram fotos. Mas essas, pelo menos, eu saberia que seria assim. Porque as fotos estão lá no álbum, para guardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor é que, vez ou outra, é possível simplesmente apagar um scrap do orkut, um e-mail na caixa de entrada, bloquear e excluir alguém do msn ou apagar o número da agenda do celular. A pessoa some. Tipo brilho eterno de uma mente sem lembranças que, aliás, eu adoro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-8201185344023588759?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/8201185344023588759/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=8201185344023588759' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8201185344023588759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/8201185344023588759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/04/uma-volta-pelo-mundo-virtual.html' title='Uma volta pelo mundo virtual'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6347687870216377011</id><published>2007-04-15T06:00:00.000+02:00</published><updated>2007-04-15T06:06:13.036+02:00</updated><title type='text'>Intervalo</title><content type='html'>(E já já voltamos a nossa programação normal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorei Maria Antonieta. Demorei prá ver, e o filme também é meio lento, bem Sofia Coppola (paisagens demais e demora prá começar o rock’n’roll), mas a cena em que a dona Maria sente falta do amante é simplesmente genial. Alguém me lembre que, da próxima vez em que me acontecerem essas dores de pobre menina rica, eu devo lançar um olhar lânguido, deitar sobre a minha cama macia e:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wanna be forgotten,&lt;br /&gt;and I don't wanna be reminded.&lt;br /&gt;You say "please, don't make this harder."&lt;br /&gt;No, I won't yet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wanna be beside her,&lt;br /&gt;She wanna be admired.&lt;br /&gt;You say "please, don't make this harder."&lt;br /&gt;No, I won't yet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh dear, is it really all true?&lt;br /&gt;Did they offend us and they want it to sound new?&lt;br /&gt;Top ten ideas for countdown shows...&lt;br /&gt;Whose culture is this and does anybody know?&lt;br /&gt;I wait and tell myself "life ain't chess,"&lt;br /&gt;But no one comes in and yes, you're alone...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You don't miss me, I know.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh Tennessee, what did you write?&lt;br /&gt;I come together in the middle of the night&lt;br /&gt;Oh that's an ending that I can't write, 'cause&lt;br /&gt;I've got you to let me down&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wanna be forgotten,&lt;br /&gt;and I don't wanna be reminded.&lt;br /&gt;You say "please, don't make this harder."&lt;br /&gt;No, I won't yet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wanna be beside her,&lt;br /&gt;She wanna be admired.&lt;br /&gt;You say "please, don't make this harder."&lt;br /&gt;No, I won't yet...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6347687870216377011?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6347687870216377011/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6347687870216377011' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6347687870216377011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6347687870216377011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/04/intervalo.html' title='Intervalo'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-5708892523348134771</id><published>2007-04-11T02:14:00.000+02:00</published><updated>2007-04-11T02:33:09.673+02:00</updated><title type='text'>O Rio de Janeiro continua lindo...</title><content type='html'>E falando em top five:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhores momentos do feriadão na Cidade Maravilhosa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. A lua do Forte de Copacabana&lt;br /&gt;2. Os 950.264.534 amigos novos&lt;br /&gt;3. O milho do Arpoador&lt;br /&gt;4. Os doces do Talho Capixaba&lt;br /&gt;5. Os blocos em Santa Teresa e a jantinha animada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Menção Honrosa para o Cícero, do Nova Capela, e sua musiquinha sobre o telefone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Situações &lt;em&gt;Hein?&lt;/em&gt; da Cidade Maravilhosa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. O Antonio's&lt;br /&gt;2. A mesa para duas no café da Farme de Amoedo&lt;br /&gt;3. A sala do Scooby Doo no forte de Copacabana&lt;br /&gt;4. A Elke Maravilha na Lapa&lt;br /&gt;5. O caldo em Ipanema...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iéix!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-5708892523348134771?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/5708892523348134771/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=5708892523348134771' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5708892523348134771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/5708892523348134771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/04/o-rio-de-janeiro-continua-lindo.html' title='O Rio de Janeiro continua lindo...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-2103287965441502812</id><published>2007-03-28T21:35:00.000+02:00</published><updated>2007-03-29T18:39:41.001+02:00</updated><title type='text'>High fidelity</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hkp26Bt97p0"&gt;Let's get it on&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro o filme, sou perdidamente apaixonada pelo John Cusack, decorei a trilha, tenho um all time top five breakups, tenho um all time top five prá tudo, quero uma franja curta de menina não-confiável, um cd gravado e alguém que me diga que cansou de procurar. He.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copiei do Volumetria ali do lado, mas não sei colocar aqueles links bonitinhos de video.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-2103287965441502812?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/2103287965441502812/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=2103287965441502812' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2103287965441502812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/2103287965441502812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/03/high-fidelity.html' title='High fidelity'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-6369506887771548725</id><published>2007-03-19T22:49:00.000+01:00</published><updated>2007-03-20T01:38:18.443+01:00</updated><title type='text'>New beginning again, a little bit closer to the end</title><content type='html'>Senti no ar, se isso fosse possível. Parece que alguma coisa vai acontecer. Os dias passam tão comuns que é como se eu pudesse ver: uma novidade, uma mudança.&lt;br /&gt;A insônia voltou há algum tempo, prenúncio. Ela sempre avisa quando alguma coisa está para mudar. Isso se a falta de sono quisesse dizer alguma coisa.&lt;br /&gt;E esses dias até têm algumas alegrias, o suficiente para eu acreditar que não estou passando pelo ciclo seco - aquele das noites com sono pesado em que nada tem graça, nada se salva, nada se quer. As coisas até têm graça, não muita, mas é uma graça especial, como se eu estivesse abandonando alguma coisa pouco a pouco. Uma graça diferente, se ela existisse.&lt;br /&gt;Agora sonho sonhos bons, ruins e premonitórios. Simplesmente voltaram, como se significassem que.&lt;br /&gt;Achei "meu" dia e "meu" bar na cidade: Quinta-feira, Ibotirama, depois Milo. Parece um sinal, se é que eles existem. A última vez que achei um dia para mim e chamei um bar de "meu" deixei a cidade meses depois da descoberta e a alegria durou pouco. Era quarta, Durva, depois James. Mas, sinceramente, não tenho problema algum com alegrias que duram pouco. Então, venham alegrias efêmeras.&lt;br /&gt;Encontrei meus amigos nesse lugar em que vivo. Poucos, mas bons. E, sem querer, revi alguns que estavam distantes. Como uma despedida, se não fosse um reencontro.&lt;br /&gt;Perdi algumas coisas, ganhei outras, vida vida, noves fora, zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, está tudo tão normal que eu quero que mude. E aí invento coisas. Só para ficar terrivelmente bom. Ou ruim. Só prá mudar um pouco. &lt;em&gt;This is a start &lt;/em&gt;&lt;em&gt;that I know I'll believe in,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;so I'm leavin' everything behind...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-6369506887771548725?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/6369506887771548725/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=6369506887771548725' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6369506887771548725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/6369506887771548725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/03/new-beginning-again-little-bit-closer.html' title='New beginning again, a little bit closer to the end'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-7978765903650363613</id><published>2007-03-04T21:39:00.000+01:00</published><updated>2007-03-04T21:51:43.230+01:00</updated><title type='text'>Historinhas - cap. 2</title><content type='html'>Porque tinha que ser ele, porque tinha que ser eu. Porque tinha que ser alguém com sorriso gostoso, cara de menino e quadros na sala. Porque tinha que ter caminhada à noite, um ou dois jantares, segredos, ah, mas você também tem amigos em Curitiba? Porque tinha que assistir ao cinema no domingo, porque tinha que ter alguma dificuldade, mas também nem tanta. Porque tinha que encontrar na cozinha um pouco de sálvia e alecrim, na mesa Blur e Blues Explosion, nas paredes o suficiente para eu não querer ver, no olhar algo que me foge. Porque tinha que ser assim e eu não sei se assim não está certo. Porque tinha que ser eu, porque tinha que ter dúvida e algumas lágrimas. Porque tinha que existir viagens longas, encontros às quartas, confissões que escapam. Porque tinha que fazer algumas reclamações, andar de mãos dadas e pular pelas indecisões. Porque tinha que ter fundo musical, uns temores, um telefone mudo. Porque tinha que beber vinho e algumas mentiras. Porque tinha que existir noites intermináveis, saudades ao vê-lo virar as costas, sensações de nunca mais. Porque tinha que ter ausência. E porque tinha que visitar lugares e estrelas que não conhecia. Porque tinha que ter sorvete de morango e doce de leite, histórias e mais histórias, porque tinha que ter calma ao encontrá-lo e ansiedade um pouco antes. Porque tinha que ter fins de semana quase perfeitos, um pouco de espanhol, en espera de que vuelvas, palavras em francês, je pense a toi, uns suspiros, um Almodóvar e um Wong-Kar-Wai. Porque tinha que sentir a magia de cantarolar mesma música que tocava silenciosa na minha cabeça, you can get it if you really want. Porque tinha que escorregar em algumas epifanias de cego mascando chicletes ou pegando metrô. Porque tinha que ser ele e porque tinha que ser eu. Porque tinha que ter mais leveza que profundidade. Porque tinha que ter madrugadas longas, sol entrando pela janela de manhã. Porque tinha que me fazer acreditar. Porque tinha que rejeitar o final feliz. Porque tinha que ser ele. Porque tinha que ser eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-7978765903650363613?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/7978765903650363613/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=7978765903650363613' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7978765903650363613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/7978765903650363613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/03/historinhas-cap-2.html' title='Historinhas - cap. 2'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-4060158217285476123</id><published>2007-02-26T18:09:00.000+01:00</published><updated>2007-02-26T18:27:50.218+01:00</updated><title type='text'>Tango</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Por que tendré que amar y al fin partir?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Trenzas, de Armando Pontier e Homero Expósito)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si, me gustan mucho los argentinos, los gritos de los bandoneóns, las letras de tango que hablan del amor porteño e los puntos de interrogación de punta cabeza en el princípio de las frases que yo no consigo escribir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortesia da Orquestra Típica Fernandez Fierro que encheu meu domingo de música, vermelhos berrantes e alegria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-4060158217285476123?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/4060158217285476123/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=4060158217285476123' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4060158217285476123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4060158217285476123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/02/tango.html' title='Tango'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-354234263270809220</id><published>2007-02-19T20:49:00.000+01:00</published><updated>2007-02-20T21:44:15.156+01:00</updated><title type='text'>Carnaval</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Ela entrou com embaraço, tentou sorrir, e perguntou tristemente - se eu a reconhecia?&lt;br /&gt;O aspecto carnavalesco lhe vinha menos do frangalho de fantasia do que do seu ar de extrema penúria. Fez por parecer alegre. Mas o sorriso se lhe transmudou em ricto amargo. E os olhos ficaram baços, como duas poças de água suja...Então, para cortar o soluço que adivinhei subindo de sua garganta, puxei-a para ao pé de mim e, com doçura:&lt;br /&gt;- Tu és a minha esperança de felicidade e cada dia que passa eu te quero mais, com perdida volúpia, com desesperação e angústia...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Epígrafe - Manuel Bandeira)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sabe quando é muito cedo, o asfalto ainda molhado de sereno e poucos fantasmas resistem ao sono? Mergulhados no silêncio, alguns carregam penas verdes-amarelas-azuis, pedaços de vida brilhante. Vestígios da noite anterior, infinita, escura, possível. Sabe quando você anda pela manhã clara e encontra pelo chão as purpurinas, confetes e cacos? Se houvesse mar, as ondas levariam promessas, juras, verdades, algumas garrafas, copos plásticos, gritos e sorrisos. E ainda assim você estaria procurando o sol, a calma, dois ou três senões da noite para esquecer. Sabe quando as manhãs de Carnaval te atraem tanto quanto as noites? Quando em vez de suor, samba, cerveja e ressaca, você encontra criaturas do dia e lhes sorri como seus iguais? `&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É, esse Carnaval tá estranho...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-354234263270809220?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/354234263270809220/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=354234263270809220' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/354234263270809220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/354234263270809220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/02/carnaval.html' title='Carnaval'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-159664990680172758</id><published>2007-02-13T17:53:00.000+01:00</published><updated>2007-02-14T00:59:21.689+01:00</updated><title type='text'>Historinhas - cap. 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Just a perfect day&lt;br /&gt;drink sangria in the park&lt;br /&gt;And then later when it gets dark&lt;br /&gt;we go home&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Just a perfect day&lt;br /&gt;feed animals in the zoo&lt;br /&gt;Then later a movie too&lt;br /&gt;and then home&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, well, such a perfect day. Inesquecível, como costumar ser esses dias. Como aquele em que você contou de uma flor roubada entregue para a amiga de infância. Ou como a tarde em que ouvi maravilhada um samba do Cartola saindo de uma fita sua no meio de um trote da faculdade. Aí você falou de Kafka e algum jogo com copos de cerveja. E depois pediu desculpa por um beijo. Ou como a noite em Antonina quando me senti petrificada e contente de te ver tão feliz. Ou então o dia claro em que você saiu para buscar o que queria muito, muito longe, mas, antes, passou por mim, viu um filme sonolento, tomou mate na Augusta, dormiu na sala dos ventos uivantes e disse adeus com os olhos, depois da catraca do metrô. De outra vez, cozinhou demais o melhor macarrão com molho de tomate da minha vida. O tempo passou e você me ajudou, no meio da sua dor e dúvida, a ver que algumas pessoas simplesmente não valem à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, quando penso que tudo acabou, você oferece espumante doce e comida comprada enquanto desaba uma tempestade de raios. Mostra sua casa, suas fotos, suas músicas, seu sorriso limpo. E nesse momento, como nos outros, não sei o que fazer: menina que não consegue calcular a hora certa de ir embora. Medo do depois, quando fico assim, escutando esse acordeón e procurando o ponto final da história. Mas, antes que eu fique indecisa, você abre a janela bem rápido para que possamos rir em paz. You know, such a perfect day, I’m glad I spent it with you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua homenagem, tomei um chopp escuro no parque, li o livro emprestado, escutei o cd e engoli esas ausencias que llamamos recuerdos, y hay que remendar com palavras y con imágenes tanto hueco insaciable.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-159664990680172758?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/159664990680172758/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=159664990680172758' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/159664990680172758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/159664990680172758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/02/historinhas-cap-1.html' title='Historinhas - cap. 1'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-426653565083412734</id><published>2007-02-08T20:00:00.000+01:00</published><updated>2007-02-08T21:18:07.923+01:00</updated><title type='text'>Get back</title><content type='html'>Então voltei.&lt;br /&gt;A ir ao cinema sozinha&lt;br /&gt;A não querer sair da cama&lt;br /&gt;A fazer comida para um&lt;br /&gt;A dormir no ônibus&lt;br /&gt;A não conseguir terminar um livro&lt;br /&gt;A comprar cds (e escutá-los repetidas vezes)&lt;br /&gt;E a não ter dinheiro&lt;br /&gt;A não gostar de dormir sozinha, mas nem tanto para querer mudar a situação&lt;br /&gt;A esperar milagres&lt;br /&gt;A andar muito&lt;br /&gt;A ter preguiça de encarar balada&lt;br /&gt;A ficar de mau-humor&lt;br /&gt;A ver minhas tardes acabarem rápido demais&lt;br /&gt;A sentir falta de banda larga e canal a cabo&lt;br /&gt;A esbarrar por acaso em conhecidos&lt;br /&gt;E a temer alguns desses encontros&lt;br /&gt;A sorrir quando vejo o sol se pôr do outro lado do Tietê&lt;br /&gt;A gostar de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, começou o ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-426653565083412734?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/426653565083412734/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=426653565083412734' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/426653565083412734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/426653565083412734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/02/get-back.html' title='Get back'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-4989526455350097533</id><published>2007-01-28T23:02:00.000+01:00</published><updated>2007-01-28T23:06:41.854+01:00</updated><title type='text'>It's the end of the world...</title><content type='html'>&lt;em&gt;Não, o melhor é não falares, não explicares coisa alguma. Tudo agora está suspenso. Nada aguenta mais nada. E sabe Deus o que é que desencadeia as catástrofes, o que é que derruba um castelo de cartas! Não se sabe... Umas vezes passa uma avalanche e não morre uma mosca... Outras vezes senta uma mosca e desaba uma cidade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Mário Quintana&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É bom não tocar no assunto, mas que as férias estão acabando, estão. Snif, snif.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-4989526455350097533?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/4989526455350097533/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=4989526455350097533' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4989526455350097533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/4989526455350097533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/01/its-end-of-world.html' title='It&apos;s the end of the world...'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-116898701447531570</id><published>2007-01-16T23:08:00.000+01:00</published><updated>2007-01-17T02:42:55.390+01:00</updated><title type='text'>Curitiba</title><content type='html'>Entre fotos, poemas, livros e a vida que deixei para trás quando saí de Curitiba, havia uma carta que fiz para não mandar. As palavras empoeiradas falavam de mim, da minha cidade. Como se eu pegasse na mão de alguém e lhe mostrasse esse lugar tão meu. Sete anos depois de escrita, a carta ainda define o que é para mim esse lugar: uma Curitiba que me faz sofrer um pouco... e ser tão feliz ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que eu queria, na verdade, que você soubesse bem, é desse ventinho morno com cheiro de flor e canto de passarinhos que entra pela janela. Os acordes meio longínqüos de &lt;em&gt;Pour Elise&lt;/em&gt; e vozes distantes de pessoas queridas. O que eu queria que você visse é esse começo de tarde, livro em cima da cama com as páginas embaralhadas pelo vento, lápis com ponta arredondada. E te mostrar o comecinho do caminho do bosque com aquela brisa fria, folhas de eucalipto vermelhas amarelas esverdeadas pelo chão, de vestido longo e calmo, tranqüilo. Um começo de céu tão real, tão perto, e aqueles bancos do lado esquerdo, dispostos em círculo, palco de coisas boas, como os piqueniques ou as aulas de inglês: pick up sticks. E olhares de inocência do que poderia ser. E continuar o caminho, vendo os pinheiros e ouvindo o vento nas árvores, o som mais característico desse tempo. E andar mais e deixar os pensamentos indo... indo... Depois, ver o Guaíra e te contar do tempo em que eu era bailarina, vestido de tule, luzes e escuridão. Na reitoria, as rampas longas levam a beijos roubados, tinta a óleo, choro azul e um mundo de possibilidades. Mas o que eu queria que você sentisse era essa calma e essa angústia de caminhar de olhos fechados ao som de You say goodbye, I say hello. E, mais que ver os lugares, Nunes Machado, Praça Osório ou Vicente Machado, queria que você entrasse neles, com o coração cheio. Essa sensação de não sentir o chão quando você vira a esquina atrás dos Correios e onde, às vezes, não dá para segurar as lágrimas. Ou a felicidade de."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a vida é simplesmente um eterno retorno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-116898701447531570?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/116898701447531570/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=116898701447531570' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/116898701447531570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/116898701447531570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2007/01/curitiba.html' title='Curitiba'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-116741730402734082</id><published>2006-12-29T19:21:00.000+01:00</published><updated>2006-12-30T03:37:54.646+01:00</updated><title type='text'>Top 5</title><content type='html'>2006 foi mais ou menos assim: muitas coisas muito boas e muitas coisas muito ruins. Considerando-se que 2005 foi só coisas ruins, tivemos progressos. Então, às listas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhores momentos (em ordem cronológica):&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. Rolling Stones em Copacabana&lt;br /&gt;2. O final da Copa no 51&lt;br /&gt;3. Comer camarão no meio do mar, em Maceió &lt;br /&gt;4. Almoço 1 no Fasano, almoço 2 no Vecchio Torino, sobremesa no Gero, café no La Casserole, jantar no La Brasserie. E tudo em um dia só. Saudades do Prêmio Paladar...&lt;br /&gt;5. Uma festa em Piracaia e a descoberta da Confeitaria&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Momentos "isso não está acontecendo comigo":&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;em&gt;- Então, Kapranos, eu gostaria de te convidar para jantar!&lt;/em&gt; (Aquela entrevista com o Franz Ferdinand foi um pesadelo, né?)&lt;br /&gt;2. 10 de fevereiro. &lt;em&gt;So tired of playing, playing with this bow and arrow, gonna give my heart away...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;3. O sol enviesado do meu novo apartamento&lt;br /&gt;4. Um domingo sombrio, sem falar com ninguém&lt;br /&gt;5. A visão de um fantasma. Duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que, em 2007, haja mais dos melhores e menos dos piores. Hein? É. E feliz Ano Novo prá vocês também!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-116741730402734082?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/116741730402734082/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=116741730402734082' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/116741730402734082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/116741730402734082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2006/12/top-5.html' title='Top 5'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18322898.post-116638218397841668</id><published>2006-12-17T19:45:00.000+01:00</published><updated>2006-12-18T16:13:37.413+01:00</updated><title type='text'>Domingos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ooh! Get me away from here I'm dying&lt;br /&gt;Play me a song to set me free&lt;br /&gt;Nobody writes them like they used to&lt;br /&gt;So it may as well be me&lt;br /&gt;Here on my own now after hours&lt;br /&gt;Here on my own now on a bus&lt;br /&gt;Think of it this way&lt;br /&gt;You could either be successful or be us&lt;br /&gt;With our winning smiles, and us&lt;br /&gt;With our catchy tunes, and us&lt;br /&gt;Now we're photogenic&lt;br /&gt;You know, we don't stand a chance&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, I'll settle down with some old story&lt;br /&gt;About a boy who's just like me&lt;br /&gt;Thought there was love in everything and everyone&lt;br /&gt;You're so naive!&lt;br /&gt;They always reach a sorry ending&lt;br /&gt;They always get it in the end.&lt;br /&gt;Still it was worth it as I turned the pages solemnly, and then&lt;br /&gt;With a winning smile, the boy&lt;br /&gt;With naivety succeeds&lt;br /&gt;At the final moment, I cried&lt;br /&gt;I always cry at endings&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, that wasn't what I meant to say at all&lt;br /&gt;From where I'm sitting, rain&lt;br /&gt;Washing against the lonely tenement&lt;br /&gt;Has set my mind to wander&lt;br /&gt;Into the windows of my lovers&lt;br /&gt;They never know unless I write&lt;br /&gt;"This is no declaration, I just thought I'd let you know goodbye"&lt;br /&gt;Said the hero in the story&lt;br /&gt;"It is mightier than swords&lt;br /&gt;I could kill you sure&lt;br /&gt;But I could only make you cry with these words"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, ela acorda com umas músicas esquistas na cabeça, principalmente depois de longas caminhadas noturnas e chás que toma sentada na janela. Nessas manhãs, costuma tomar café - mas com leite - ler o horóscopo, pegar a bolsa e sair andando, andando... rumo a algum lugar, talvez uma feira de antiguidades, cartazes franceses, dados e baralhos usados, ou uma exposição de fotografias, panoramas do Corcovado, vistas do Pão de Açúcar, construção da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá e araucárias no Paraná - curioso, não? Mas, nesses dias, ela ignora os sinais, as canções que tocam enquanto escolhe revistas (Ain't no sunshine when she's gone de novo não...), o tempo quente, nunca chove. Aí um telefonema, um jantar, algumas risadas de verdade. E outra noite. You know, &lt;em&gt;I always cry at endings...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18322898-116638218397841668?l=vezenquando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vezenquando.blogspot.com/feeds/116638218397841668/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18322898&amp;postID=116638218397841668' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/116638218397841668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18322898/posts/default/116638218397841668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vezenquando.blogspot.com/2006/12/domingos.html' title='Domingos'/><author><name>Rita Loiola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17188765881116576102</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
